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4 de fevereiro de 2026

Cesta básica tem queda de 2,46% em Goiânia no segundo semestre

Redução nos preços de alimentos essenciais impacta Goiás e reflete no custo de vida em cidades turísticas como Pirenópolis
Redação
Redação

21 de janeiro de 2026 às 16:13

Cesta básica tem queda de 2,46% em Goiânia no segundo semestre - Cesta basica tem queda de 246 em Goiania no segundo semestre

O preço da cesta básica de alimentos registrou queda de 2,46% em Goiânia ao longo do segundo semestre de 2025, segundo dados divulgados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O valor médio passou de R$ 735,18 em julho para R$ 725,95 em dezembro, representando uma redução de R$ 9,23 no período. O levantamento faz parte da Análise Mensal da Pesquisa Nacional de Preço da Cesta Básica de Alimentos, realizada em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

A pesquisa acompanha os preços dos principais itens alimentares em todas as 27 capitais brasileiras, iniciativa ampliada a partir de agosto de 2025. Embora os dados se refiram diretamente à capital goiana, a variação nos preços também influencia municípios do interior do estado, como Pirenópolis, que mantém forte relação econômica com Goiânia, especialmente no abastecimento de alimentos, comércio e turismo.

Entre os produtos que mais contribuíram para a redução do custo da cesta básica em Goiânia estão itens essenciais do consumo diário. O tomate apresentou a maior queda, com recuo de 26,30% no período. Em seguida aparecem o arroz, com diminuição de 19,26%, e a batata, que teve redução de 13,11%. Outros produtos também registraram queda significativa, como açúcar (-10,87%), manteiga (-8,82%) e café (-8,49%).

A redução desses preços tende a aliviar o orçamento das famílias, especialmente aquelas em situação de maior vulnerabilidade social, para as quais a alimentação representa uma parcela expressiva da renda mensal. Em cidades turísticas como Pirenópolis, onde o custo de vida pode variar conforme a sazonalidade e o fluxo de visitantes, oscilações nos preços dos alimentos básicos têm impacto direto tanto para moradores quanto para pequenos comerciantes, bares, restaurantes e meios de hospedagem.

De acordo com a Conab, a queda no preço da cesta básica foi observada em todas as capitais brasileiras no segundo semestre de 2025. O presidente da companhia, Edegar Pretto, atribui o resultado aos efeitos da política agrícola nacional. Segundo ele, os investimentos realizados pelo Governo Federal no setor agropecuário têm ampliado a produção de alimentos voltados ao consumo interno, aumentando a oferta e contribuindo para a redução dos preços.

Entre as principais ações destacadas estão os Planos Safra Empresarial e da Agricultura Familiar, que vêm registrando valores recordes, com ampliação do crédito rural e oferta de juros subsidiados. Esse conjunto de medidas resultou, segundo a Conab, na maior safra da série histórica, refletindo diretamente no abastecimento dos mercados e no custo dos alimentos.

No ranking nacional, a maior queda acumulada no preço da cesta básica foi registrada em Boa Vista (RR), com redução de 9,08% no período, passando de R$ 712,83 em julho para R$ 652,14 em dezembro. Manaus (AM) aparece em segundo lugar, com diminuição de 8,12%, enquanto Fortaleza (CE) ocupa a terceira posição, com queda de 7,90%.

No Centro-Oeste, Brasília liderou a redução de preços, com variação negativa de 7,65% no segundo semestre. Apesar de Goiânia ter registrado queda menor em comparação com a capital federal, o resultado ainda é considerado relevante dentro do cenário regional, especialmente diante do impacto inflacionário observado em outros setores da economia ao longo do ano.

A ampliação da coleta de dados para todas as capitais brasileiras é resultado da parceria entre Conab e Dieese, fortalecendo a Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional e a Política Nacional de Abastecimento Alimentar. Os primeiros resultados completos dessa nova etapa da pesquisa começaram a ser divulgados em agosto de 2025.

Para cidades do interior de Goiás, como Pirenópolis, os dados reforçam a importância do monitoramento contínuo dos preços dos alimentos, uma vez que a dinâmica de abastecimento regional está diretamente conectada aos centros urbanos maiores. A tendência de queda nos preços da cesta básica pode contribuir para maior estabilidade econômica local, beneficiando tanto a população residente quanto os setores ligados ao turismo e à economia criativa.

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

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