O nome do padre Paulo Marcelo Jordão da Silva, que atua em Pirenópolis, passou a circular nacionalmente após reportagem publicada pelo jornal Metrópoles. O sacerdote foi citado em um pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que solicitou autorização para receber aconselhamento religioso durante eventual prisão no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha.
Embora esteja oficialmente vinculado à Diocese de Anápolis, o padre exerce suas atividades pastorais em Pirenópolis, na Paróquia Nossa Senhora do Rosário, localizada na Igreja Matriz da cidade histórica. A igreja é dedicada à padroeira do município, cuja devoção remonta a 1727, quando a imagem de Nossa Senhora do Rosário chegou à antiga Meia Ponte.

Atuação em Pirenópolis e perfil multifacetado
Nas redes sociais, o padre Paulo Marcelo se apresenta como arquiteto e urbanista, além de filósofo e teólogo. O perfil pessoal revela um interesse que vai além da vida religiosa tradicional, com reflexões sobre fé, estética, cidade e espiritualidade.
Uma das referências mais recorrentes em suas publicações é o escritor russo Fiódor Dostoiévski, autor de obras clássicas como Os Irmãos Karamázov e Crime e Castigo. Em uma das frases compartilhadas, o padre cita: “A beleza salvará o mundo”, pensamento associado à visão cristã profunda e existencial do autor.

Pedido da defesa de Bolsonaro
Segundo a reportagem do Metrópoles, a defesa de Jair Bolsonaro solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que o padre Paulo Marcelo pudesse integrar o grupo de religiosos autorizados a realizar visitas de aconselhamento espiritual. O pedido inclui ainda líderes evangélicos, como o bispo Rodovalho e o pastor Thiago Manzoni.
O caso gerou repercussão nacional por envolver um sacerdote com atuação direta em Pirenópolis, cidade conhecida por seu patrimônio histórico, cultural e religioso.

Outras iniciativas religiosas
Em 2020, o padre também esteve à frente de uma vaquinha virtual criada para arrecadar recursos destinados à construção da Capela Nossa Senhora Rosa Mística, em Anápolis. A campanha buscava reunir R$ 150 mil para a primeira etapa da obra, mas, até o momento, arrecadou cerca de R$ 1 mil.
A atuação do sacerdote, que transita entre a arquitetura, a teologia e a filosofia, reforça o perfil plural que marca parte do clero contemporâneo e ajuda a explicar o interesse despertado por sua figura no debate público recente.




