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As Pastorinhas 2026: tradição centenária em Pirenópolis

As Pastorinhas 2026 preserva tradição cultural de Pirenópolis com elenco, orquestra e direção de Séfora Pina.
Luciana de Pina
Luciana de Pina

12 de maio de 2026 às 14:46

As Pastorinhas 2026: tradição centenária em Pirenópolis

“As Pastorinhas 2026” reafirma uma das manifestações culturais mais tradicionais de Pirenópolis. O auto natalino, encenado desde 1922, retorna aos palcos mantendo viva uma tradição que atravessa gerações e integra a programação cultural ligada à Festa do Divino Espírito Santo.

Sob direção de Séfora Eufrásia Pina, o espetáculo reúne dezenas de participantes entre elenco, músicos e equipe técnica, preservando elementos históricos da cultura popular pirenopolina.

O auto natalino possui origem nordestina e foi trazido para Pirenópolis pelo telegrafista Alonso Machado. Posteriormente, a obra foi adaptada para o palco pelo maestro Propício de Pina, tornando-se parte importante do calendário cultural da cidade.

Ao longo de mais de um século, a apresentação consolidou-se como uma tradição familiar e comunitária, reunindo crianças, jovens e adultos em torno da música, do teatro e da religiosidade popular.

A história de As Pastorinhas 2026 em Pirenópolis

“As Pastorinhas 2026” mantém elementos históricos presentes desde as primeiras apresentações realizadas na cidade. A encenação representa a caminhada das pastorinhas até Belém após o anúncio do nascimento de Jesus Cristo.

O espetáculo inicia quando a Pastorinha Mestra recebe a notícia do nascimento do Menino Jesus. Em seguida, o Anjo Gabriel confirma a mensagem e conduz simbolicamente o início da jornada espiritual.

Durante a trajetória, o pastor Simão Velho lidera o grupo em direção a Belém. O percurso é marcado por desafios, encontros simbólicos e representações alegóricas ligadas aos valores cristãos.

A narrativa também inclui a presença do diabo, personagem que tenta desviar as pastorinhas do caminho. Em determinado momento, a Contra-Mestra se perde do grupo e acaba sendo enganada pelo antagonista disfarçado. A personagem resiste às tentações e é salva pela intervenção do Anjo Gabriel.

As Pastorinhas 2026: tradição centenária em Pirenópolis
Apoteose final – Fonte: iesa.ufg.br

Outro elemento tradicional da montagem é a presença de personagens que representam sentimentos e virtudes cristãs, como Fé, Esperança, Caridade e Religião. O espetáculo também incorpora figuras simbólicas como Diana, apresentada como uma deusa convertida ao cristianismo, e a Cigana, personagem que passa por transformação espiritual ao longo da narrativa.

O desfecho acontece com a chegada da comitiva a Belém, encerrando a apresentação em clima de celebração religiosa e cultural.

Elenco, cordões e personagens tradicionais

“As Pastorinhas 2026” reúne um elenco formado por moradores e famílias tradicionais de Pirenópolis. Os personagens principais representam sentimentos, religiosidade e figuras simbólicas da narrativa.

Entre os destaques da montagem estão:

  • SIMÃO — Fabíola Pompêo de Pina
  • DIANA — Maria Paula Silva Lobo
  • BENJAMIN — Arthur Moreira de Melo
  • ANJO — Maria Cecília Oliveira Pfimer
  • LUSBEL — Octávio Pompêo de Pina Jayme
  • CIGANA — Maria Fernanda de Sá Araújo
  • FÉ — Estela Pfimer Vigilato
  • ESPERANÇA — Heloisa Siqueira Pires
  • CARIDADE — Maria Liz Alonso Caiado Lobo
  • RELIGIÃO — Maria Cecília Tocantins Trindade

A estrutura do espetáculo as Pastorinhas 2026 mantém a tradicional divisão entre cordão vermelho e cordão azul, característica histórica das apresentações de pastorinhas em diversas regiões do Brasil.

No cordão vermelho, a Mestra é interpretada por Maria Eduarda Santos Silva. O grupo conta ainda com Isadora Barros de Oliveira, Isis Vallentina Oliveira, Ana Sara Oliveira Maia, Ana Cecília Gomes dos Santos, Letícia Peixoto de Morais Figueiredo, Emanuella Basílio Mota Ferreira, Lavínia Morais de Sá, Maria Eduarda Bueno de Melo, Sofia Oliveira Corrêa, Isadora Tocantins Pereira e Antônia Villa Verde Oliveira Maia.

Já o cordão azul é liderado pela Contra-Mestra Ana Clara Godinho Pereira. O grupo reúne Julia Borges Magalhães Oliveira, Maria Gabriela Carvalho Toledo, Milena Godinho Fleury Caiado, Bianca Fontes Sousa, Manuela Leite Oliveira, Ana Clara Mendonça Bontempo, Maria Luíza Jayme Flor, Maria Fernanda Gonçalves Oliveira Bastos, Jamily Basílio Lobo, Isadora Gonçalves Oliveira e Eloá Bastos Martins.

A participação de jovens da cidade reforça o caráter comunitário da tradição e contribui para a continuidade do espetáculo entre diferentes gerações.

Orquestra e direção preservam tradição cultural

A parte musical de “As Pastorinhas 2026” é executada por músicos locais que integram a tradicional orquestra da apresentação. O repertório acompanha a encenação e mantém características históricas preservadas ao longo dos anos.

A orquestra é formada por:

  • Violão — Marco Junio Godinho Oliveira Pereira
  • Flauta — Mauro Henrique Dias da Cruz
  • Trompete — Edwan Damaceno Figueiredo de Morais
  • Clarineta — Mley do Nascimento
  • Clarinete 1 — Aurélia Miranda
  • Clarinete 2 — Hosanny Batista Curado
  • Trombone — João Paulo da Silva Guimarães
  • Cavaquinho — Jerônimo Romerito Ribeiro Forzani

A direção de Séfora Eufrásia de Pina coordena o espetáculo ao lado da equipe técnica responsável pela preparação vocal, iluminação, contrarregras e apoio cênico.

Também integram a equipe:

  • Auxiliar e ponto — Maria Cássia Ferreira Fleury
  • Contrarregras — Álvaro Pompêo de Pina Jayme e Eugênio de Pina Leite
  • Preparador vocal — Mley do Nascimento
  • Coordenador musical — Marco Junio Godinho Oliveira Pereira
  • Iluminação — Cássio Elísio de Pina Jayme
  • Fotos — Nivaldo da Trindade

Além da dimensão artística, “As Pastorinhas 2026” também possui importância histórica para o turismo cultural de Pirenópolis. A apresentação atrai moradores, visitantes e pesquisadores interessados nas manifestações populares tradicionais da cidade.

As Pastorinhas 2026: tradição centenária em Pirenópolis
Os símbolos Fé, Esperança e caridade. Fonte: iesa.ufg.br

O espetáculo integra um conjunto de celebrações culturais que ajudam a fortalecer a identidade histórica do município, reconhecido nacionalmente pelo patrimônio arquitetônico, pelas festas religiosas e pelas manifestações populares preservadas ao longo do tempo.

A permanência da tradição as Pastorinhas 2026 por mais de um século demonstra o envolvimento da comunidade local na preservação do patrimônio imaterial pirenopolino.

A apresentação de “As Pastorinhas 2026” acontece nos dias 22 e 23 de maio, mantendo viva uma das expressões culturais mais simbólicas da história de Pirenópolis.

Leia também: Cavalhadas Pirenópolis 2026: 200 anos e programação

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