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Golpes eletrônicos: operação bloqueia R$ 1,9 milhão

Golpes eletrônicos são alvo de operação interestadual da Polícia Civil que bloqueou R$ 1,9 milhão e cumpriu mandados em quatro estados.
Junior Vilela
Junior Vilela

21 de maio de 2026 às 09:30

Golpes eletrônicos: operação bloqueia R$ 1,9 milhão

Os golpes eletrônicos voltaram ao centro das atenções após uma operação interestadual coordenada pela Polícia Civil de Goiás contra um grupo investigado por fraudes digitais, invasão de dispositivos, furto mediante fraude e lavagem de dinheiro. A ação ocorreu simultaneamente em Goiás, Tocantins, Maranhão e Mato Grosso, mobilizando equipes especializadas em crimes cibernéticos e golpes eletrônicos.

De acordo com as investigações, os suspeitos utilizavam plataformas falsas e mecanismos de engenharia social para acessar dados bancários de vítimas e realizar transferências financeiras indevidas, principalmente por PIX. A ofensiva policial resultou no cumprimento de mandados de prisão preventiva, busca e apreensão e bloqueio judicial de aproximadamente R$ 1,9 milhão.

A operação foi conduzida pela Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Cibernéticos (DERCC), unidade especializada da Polícia Civil de Goiás responsável pela investigação de fraudes digitais, ataques virtuais e delitos tecnológicos.

Operação contra golpes eletrônicos mobiliza quatro estados

As investigações apontam que a organização criminosa atuava de forma estruturada e interestadual. Segundo a Polícia Civil, os investigados criavam páginas falsas semelhantes às de bancos digitais e plataformas financeiras conhecidas para capturar dados pessoais e senhas das vítimas.

Após obter acesso às informações, os criminosos realizavam movimentações financeiras por meio de contas bancárias de terceiros, dificultando o rastreamento dos valores desviados. A prática é considerada comum em esquemas de lavagem de dinheiro ligados a crimes digitais.

Além das transferências bancárias fraudulentas, os investigados também são suspeitos de utilizar técnicas de invasão de dispositivos móveis e engenharia social para enganar usuários. Esse tipo de abordagem normalmente explora confiança, desatenção ou urgência emocional para induzir vítimas a compartilhar informações sigilosas.

A operação contou com apoio integrado das polícias civis dos estados envolvidos e faz parte de um esforço crescente das forças de segurança para combater crimes virtuais no país.

Como funcionavam os golpes eletrônicos investigados

De acordo com informações divulgadas pela Polícia Civil, o grupo investigado criava páginas falsas que simulavam ambientes oficiais de instituições financeiras. Ao acessar esses links fraudulentos, as vítimas inseriam dados bancários acreditando estar em plataformas legítimas.

Em muitos casos, os criminosos também utilizavam mensagens falsas enviadas por aplicativos de conversa, SMS ou e-mail para induzir as vítimas a clicar em links maliciosos. Esse tipo de fraude costuma explorar temas como atualização cadastral, bloqueio de conta, suposta compra indevida ou necessidade urgente de confirmação bancária.

Após o acesso às credenciais, os suspeitos realizavam transferências via PIX, empréstimos indevidos e movimentações rápidas para contas utilizadas como intermediárias financeiras.

Segundo especialistas em segurança digital, esse modelo de fraude cresceu significativamente nos últimos anos devido à popularização dos serviços bancários digitais e do pagamento instantâneo.

O avanço da digitalização bancária ampliou a praticidade para milhões de brasileiros, mas também aumentou o campo de atuação de organizações criminosas especializadas em golpes eletrônicos.

Crescimento dos golpes eletrônicos preocupa autoridades

Os golpes eletrônicos vêm registrando crescimento em diferentes regiões do Brasil. Dados de órgãos de segurança e instituições financeiras apontam aumento das tentativas de fraude envolvendo engenharia social, clonagem de aplicativos, phishing e falsificação de páginas online.

Com a expansão do PIX e dos bancos digitais, os crimes virtuais passaram a ocorrer em larga escala e de maneira cada vez mais sofisticada. Criminosos utilizam inteligência tecnológica, redes organizadas e mecanismos automatizados para ampliar o alcance das fraudes.

A Polícia Civil alerta que usuários devem desconfiar de mensagens urgentes, solicitações de confirmação de dados e links recebidos por aplicativos de conversa ou SMS. A recomendação é acessar bancos e plataformas financeiras apenas por canais oficiais.

Outro ponto importante é ativar mecanismos de autenticação em duas etapas e evitar compartilhar códigos de verificação enviados por SMS ou aplicativos autenticadores.

As autoridades também reforçam que instituições bancárias não solicitam senhas completas, códigos de segurança ou transferências para “contas seguras”, prática frequentemente utilizada por golpistas.

Em operações recentes realizadas no Brasil, forças policiais têm ampliado o rastreamento financeiro digital para identificar movimentações suspeitas e bloquear recursos desviados por organizações criminosas.

A atuação interestadual observada nesta investigação demonstra como os crimes cibernéticos ultrapassam fronteiras regionais e exigem cooperação entre estados e setores especializados.

Embora a investigação siga em andamento, a Polícia Civil informou que o objetivo da operação é interromper a atividade criminosa, identificar outros envolvidos e recuperar valores desviados das vítimas.

O material apreendido durante o cumprimento dos mandados deve passar por perícia técnica para aprofundamento das investigações.

A expectativa das autoridades é que novas fases da operação possam ocorrer caso surjam novos elementos relacionados à atuação do grupo investigado.

A população também pode colaborar denunciando tentativas de golpes eletrônicos e registrando boletins de ocorrência em casos de golpes digitais, prática considerada fundamental para auxiliar investigações e ampliar o mapeamento das organizações criminosas.

O combate aos golpes eletrônicos tem se tornado uma das prioridades das forças de segurança pública diante do aumento dos crimes virtuais no país e dos impactos financeiros causados às vítimas.

 

Leia também: Internet via satélite no Detran amplia operações em Goiás

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