Pirenópolis recebe na quarta-feira (4), o espetáculo “Enfim Jazz”, solo da atriz e palhaça Lia Motta que aborda a morte de maneira cômica e poética. A apresentação será às 19h30, na Comunidade Educacional de Pirenópolis (COEPI), em sessão única, com entrada gratuita e classificação indicativa de 10 anos.
Na história, a morte está cansada de ser malvista e decide assumir a aparência de uma palhaça para ser mais bem recebida ao realizar seu trabalho. Ao tentar compreender por que as pessoas gostam tanto de viver, a personagem acaba se encantando pela vida.
Com participação ativa do público, o espetáculo combina palhaçaria contemporânea e feminina para tratar da finitude, das relações humanas e do valor do presente. A direção é de Rhena de Faria, atriz e palhaça que conduziu a transformação da ideia inicial em uma montagem completa.
“Enfim Jazz” nasceu de um número circense curto criado por Lia durante a pandemia de covid-19. Em 2024, o trabalho ganhou dramaturgia completa, com uma equipe formada majoritariamente por mulheres. A estreia aconteceu em dezembro de 2025, no Teatro A Barca Coração, em Alto Paraíso de Goiás.
A apresentação em Pirenópolis integra uma circulação pelo interior goiano, que também contempla Cidade de Goiás e Anápolis. O projeto é realizado com recursos da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB-GO), do Ministério da Cultura, por meio da Secretaria de Estado da Cultura de Goiás (Secult-GO). Até o fim do ano, está prevista uma reapresentação em Alto Paraíso como contrapartida.
Natural de Porto Alegre, Lia Motta é atriz, palhaça, arteterapeuta e diretora teatral, com 20 anos de carreira. Fundadora da Cia Palhaça Sem Lona, vive em Alto Paraíso desde 2018, onde desenvolve pesquisas em palhaçaria feminina e formas animadas.
Sua trajetória inclui formação com nomes como Philippe Gaulier, Sue Morrison e Esio Magalhães, além da criação e coordenação do Clube de Teatro de Alto Paraíso de Goiás e do Teatro Escola A Barca Coração.



