O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) entrega nesta sexta-feira (6), em Pirenópolis, os certificados de registro do Ofício de Raizeiras e Raizeiros do Cerrado. A cerimônia está marcada para as 16h, no Escritório Técnico do Iphan no município.
O registro foi aprovado em 10 de junho de 2026 pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural. Com a decisão, o ofício passou a integrar o Livro de Registro dos Saberes, que reúne práticas e conhecimentos transmitidos entre gerações e ligados à memória e à identidade de diferentes comunidades brasileiras.
O trabalho das raizeiras e dos raizeiros começa pela identificação das plantas do Cerrado e inclui técnicas de coleta e manejo que respeitam os ciclos do bioma. As espécies são usadas no preparo de remédios caseiros, como chás, xaropes e pomadas, que fazem parte das práticas tradicionais de cuidado nas comunidades onde o ofício é exercido.
Entre os fatores considerados no reconhecimento estão a transmissão desses saberes entre gerações, a atuação das raizeiras e dos raizeiros em comunidades tradicionais, especialmente onde o acesso aos serviços de saúde é limitado, e a relação do ofício com a biodiversidade do Cerrado. Segundo o Iphan, as farmacinhas comunitárias também funcionam como espaços onde esses conhecimentos são compartilhados.
- Lazer em Pirenópolis celebra dezembro com festas e cultura
- 5 dicas para aproveitar o mês de novembro em Pirenópolis
- Da roça para Piri: melancias, estrada e o valor de quem vive do trabalho
- Aude Py vem a Pirenópolis para projeto sobre fé e natureza
- Flipiri 2026 começa hoje em Pirenópolis; veja a programação
Para Marina Lacerda, coordenadora-geral do Departamento de Patrimônio Imaterial do Iphan, a entrega dos certificados é mais uma etapa para valorizar o ofício e apoiar a continuidade da prática. Ela destacou que “cuidar do Cerrado é também cuidar de nós mesmos”.


MJ


