Pirenópolis recebe no dia 19 de setembro uma oficina de xilogravura conduzida pelo artista plástico, poeta, professor e xilogravurista Valdério Costa. A atividade será realizada na COEPi (Comunidade Educacional de Pirenópolis), na Rua do Carmo, no Alto do Carmo, e integra uma programação que aproxima as artes visuais do público da cidade.
A oficina de xilogravura é uma realização da COEPi em parceria com o Jobim Piano Bar, que atualmente apresenta uma exposição com obras de Valdério Costa. A proposta permite que os participantes tenham contato direto com uma técnica tradicional de gravura em madeira, acompanhando o processo artístico conduzido pelo próprio artista.
A oficina de xilogravura está marcada para o sábado, 19 de setembro, das 9h às 12h. As informações divulgadas pela organização indicam investimento de R$ 120, com material incluído, além da possibilidade de bolsas sociais mediante solicitação. As vagas são limitadas.
Como será a oficina de xilogravura
A oficina de xilogravura apresenta aos participantes uma técnica baseada na criação de uma imagem sobre uma matriz, geralmente de madeira, que posteriormente é utilizada para produzir impressões.
- Lazer em Pirenópolis celebra dezembro com festas e cultura
- Banda Phoenix atinge marco histórico de 100 apresentações em Pirenópolis
- Feirança Esperança em Pirenópolis celebra o Dia das Crianças
- Memória de infância: algodão-doce e carros antigos
- Het Roer Om: Pirenópolis e casal são destaque na TV holandesa
O processo começa pela elaboração da imagem que será transferida para a matriz. A madeira é então trabalhada por meio do entalhe, retirando-se partes da superfície para definir as áreas que participarão da impressão.
Na etapa seguinte, a matriz recebe tinta e é pressionada contra o papel ou outro suporte adequado. O resultado é uma imagem impressa a partir do desenho e das áreas preservadas na superfície da madeira.
Esse processo diferencia a xilogravura de técnicas em que a imagem é diretamente desenhada ou pintada sobre o suporte final. Na gravura, a matriz funciona como elemento intermediário entre a criação e a impressão.
A oficina de xilogravura em Pirenópolis será conduzida por Valdério Costa, artista que possui trajetória dedicada às artes visuais, à literatura e à educação artística. Segundo informações divulgadas pela FLIPIRI, Costa é mestre em Artes Visuais pela Universidade de Brasília, professor de Artes Visuais e História da Arte e desenvolve trabalhos com xilogravura, poesia e ilustração.
Valdério Costa e a tradição da gravura
A trajetória de Valdério Costa está relacionada à pesquisa e à difusão da xilogravura. O artista nasceu em Natal, no Rio Grande do Norte, em 1966, e mudou-se para Brasília no início dos anos 1980. Ao longo da carreira, participou de exposições no Brasil e no exterior e realizou atividades de ensino e divulgação da técnica.
Entre os reconhecimentos de sua trajetória estão a Medalha Mérito Distrital da Cultura Seu Teodoro, concedida pelo Governo do Distrito Federal em 2023, e o Prêmio Culturas Populares, na categoria Mestres, do Ministério da Cultura, recebido em 2017.
O trabalho de Costa também relaciona xilogravura, literatura e cultura popular. O artista desenvolveu ilustrações para publicações, participou de exposições e realizou atividades educativas sobre a técnica em diferentes países.
A relação com a literatura de cordel também aparece em sua produção. A xilogravura possui uma presença histórica importante na tradição gráfica associada às capas e ilustrações de folhetos de cordel, especialmente no Nordeste brasileiro.
No trabalho de Costa, essa tradição aparece combinada a outras referências visuais e literárias. A formação em Artes Visuais e a atuação como professor ampliam também a dimensão pedagógica de suas atividades.
Em Pirenópolis, a oficina de xilogravura cria a possibilidade de aproximar essa experiência de moradores, artistas, professores, estudantes e pessoas interessadas em conhecer o processo de criação de uma gravura.
Exposição de Valdério Costa integra programação cultural
A oficina de xilogravura acontece paralelamente à exposição de Valdério Costa na Jobim Piano Bar, localizada no Centro Histórico de Pirenópolis.
A mostra reúne trabalhos do artista e integra a programação de artes visuais do estabelecimento. A exposição foi anunciada no início de setembro e coloca a produção de Costa em contato com o público que circula pelo Centro Histórico.
A presença da exposição e a realização da oficina de xilogravura em espaços diferentes criam uma conexão entre apreciação e prática. Na Jobim Piano Bar, o público pode conhecer parte da produção do artista. Na COEPi, os participantes terão contato com o processo da xilogravura por meio de uma atividade conduzida pelo próprio autor.
Essa relação entre exposição e formação também amplia a circulação das artes visuais na cidade. Em vez de restringir o contato com a obra ao espaço expositivo, a programação oferece uma experiência relacionada ao fazer artístico.
A Jobim Piano Bar está localizada na Travessa 24 de Outubro, no Centro Histórico, e mantém programação que reúne música, gastronomia e artes visuais. A exposição de Valdério Costa se soma a outras iniciativas realizadas no espaço ao longo do ano.
A oficina de xilogravura também acontece na COEPi, instituição que completa 30 anos de atuação em Pirenópolis em 2026. A programação cultural da instituição inclui atividades educativas e artísticas, além da participação em iniciativas de circulação cultural.
No mesmo dia 19 de setembro, a COEPi também receberá uma programação noturna do Circuito Dandô, com apresentação do Duna Duo e participação de Valdério Costa. O evento começa às 20h e tem entrada gratuita.
Assim, o sábado reúne diferentes momentos de contato com a produção do artista: a atividade formativa durante a manhã, a exposição de suas obras na Jobim Piano Bar e a participação em uma programação cultural à noite na COEPi.
Para quem acompanha a produção artística contemporânea, a programação oferece diferentes formas de aproximação com a xilogravura. Para quem ainda não conhece a técnica, a oficina representa uma oportunidade de observar de perto etapas que normalmente não aparecem quando o público vê apenas a obra finalizada.
A oficina de xilogravura também coloca em evidência o caráter manual da gravura. O trabalho sobre a matriz exige planejamento da imagem, domínio do entalhe e compreensão de como a superfície trabalhada será reproduzida no momento da impressão.
Ao apresentar essas etapas ao público, a atividade contribui para ampliar o conhecimento sobre uma linguagem artística que combina desenho, escultura e impressão em um mesmo processo.
Oficina de xilogravura com Valdério Costa
Data: 19 de setembro de 2026
Horário: das 9h às 12h
Local: COEPi – Comunidade Educacional de Pirenópolis
Endereço: Rua do Carmo, s/n, Alto do Carmo, Pirenópolis-GO
Investimento: R$ 120, com material incluído
Bolsas sociais: disponíveis mediante solicitação
Vagas: limitadas
Realização: COEPi e Jobim Piano Bar
As informações sobre inscrições e bolsas devem ser consultadas diretamente com a organização da atividade. A divulgação da oficina informa que as vagas são limitadas.
A realização da atividade reforça a presença das artes visuais na programação cultural de Pirenópolis e cria uma oportunidade de contato direto com uma técnica que possui trajetória histórica na cultura gráfica brasileira.
Para além da observação das obras expostas, a proposta coloca o público diante do processo de construção da imagem: da escolha e elaboração do desenho ao trabalho sobre a matriz e à impressão. É nesse percurso que a oficina de xilogravura transforma a gravura em experiência prática de criação.
A atividade com Valdério Costa ocorre em um momento em que Pirenópolis reúne diferentes ações culturais e recebe artistas de diversas áreas. A presença de uma oficina dedicada à xilogravura amplia esse calendário ao incluir uma linguagem das artes visuais que dialoga com a literatura, a cultura popular e a produção contemporânea.
Para moradores e visitantes interessados em conhecer a técnica, o dia 19 de setembro será uma oportunidade de acompanhar esse processo de perto na COEPi.
Leia também: Documentários sobre Pirenópolis têm sessão gratuita em Brasília



