O Brasil perdeu nesta terça-feira (1º) um de seus maiores nomes do cartum e da ilustração: Jorge Braga, que faleceu em Goiânia aos 67 anos, vítima de complicações causadas por enfisema pulmonar. Mineiro de nascimento, goiano de coração e ligado à história cultural de Pirenópolis, Braga deixa um legado de mais de cinco décadas dedicadas à arte, à crítica social e ao humor gráfico.
O artista foi responsável pela ilustração oficial do Carnaval Cultural de Pirenópolis de 2013, um dos mais marcantes da história recente da cidade. Com seu traço inconfundível, Braga ajudou a divulgar com leveza e irreverência a festa popular, exaltando o espírito carnavalesco de forma única. Sua arte dialogava com o povo, com as ruas, com a história — e, naquele ano, com a alma pirenopolina.
Trajetória de um mestre do cartum
Jorge Braga começou a desenhar aos 13 anos, ainda em jornais escolares, e estreou profissionalmente em 1972 no jornal Cinco de Maio, em Goiás. Desde então, foi colaborador de grandes veículos como O Popular, Diário da Manhã, O Pasquim, Jornal do Brasil e Correio Braziliense. Também levou seu trabalho para o exterior, com passagens por publicações dos Estados Unidos.
Foi autor de obras icônicas como as revistas Badião e Romãozinho, e o livro Palmas e Vaias, sobre a criação do estado do Tocantins. Além disso, Jorge Braga teve seu nome eternizado na Gibiteca Jorge Braga, espaço cultural que estimula a leitura de quadrinhos e abriga mais de 17 mil títulos em Goiânia.
Um traço que atravessou gerações
Para Pirenópolis, fica a lembrança de um artista que, mesmo com tantas conquistas nacionais, não deixou de se conectar com o local. Sua arte para o Carnaval de 2013 é um registro eterno da sensibilidade de Braga em captar o espírito popular com inteligência e afeto.

Pirenópolis se despede com respeito e gratidão.
Jorge Braga vive em cada traço que nos faz rir, pensar e lembrar.




