Skip to content
28 de setembro de 2026

Festival Guardiões da Arte reuniu grande público, arte e propósito

Festival Guardiões da Arte reuniu grande público e artistas em uma edição marcada por música, sustentabilidade, encontros e propósito em Pirenópolis.
Luciana de Pina
Luciana de Pina

28 de setembro de 2026 às 15:01

Festival Guardiões da Arte reuniu grande público, arte e propósito

Alguns eventos são feitos para acontecer. Outros acabam se tornando uma experiência que permanece depois que o último artista deixa o palco.

Foi assim o Festival Guardiões da Arte, que ocupou o Espaço Cultural Santa Dica no último sábado, 26 de setembro, em Pirenópolis. A terceira edição reuniu um grande público, diferentes artistas e uma equipe de profissionais que trabalhou de forma integrada para fazer acontecer uma proposta que vai além da música: aproximar arte, pessoas, natureza, consciência e cuidado.

Ao longo da tarde e da noite, o espaço esteve cheio. Gente chegando, encontrando amigos, acompanhando os shows, conversando, dançando, circulando e participando. O público não ficou apenas diante do palco. Fez parte do que estava acontecendo.

Festival Guardiões da Arte reuniu grande público, arte e propósito
Festival Guardiões da Arte reuniu grande público, arte e propósito – Foto: Yan Damaceno

E talvez essa tenha sido uma das imagens mais bonitas da edição: perceber que as pessoas não estavam apenas assistindo a um festival. Elas estavam vivendo o festival.

A programação do Festival Guardiões da Arte foi construída com artistas de diferentes trajetórias e linguagens. Fabrício Roque abriu os trabalhos, seguido pelo Pequi Sonoro, Diego Stucchi, Luciana e Climacoletivo e Anderson Richards, que assumiu o encerramento musical após a mudança na programação. O festival também teve a participação de Dante Ventura e prestou homenagem ao guitarrista Fridinho Borges, parceiro de trajetória artística do idealizador do projeto.

Cada artista deixou um pedaço da sua história

Festival Guardiões da Arte reuniu grande público, arte e propósito
Festival Guardiões da Arte reuniu grande público, arte e propósito – Foto: Yan Damaceno

O Fabrício Roque abriu o caminho para uma tarde que ainda estava começando, mas já anunciava o que viria pela frente. Aos poucos, o espaço foi ganhando movimento e o público ocupando seu lugar.

Depois veio o Pequi Sonoro, trazendo uma das imagens mais simbólicas da edição: crianças ocupando o palco e mostrando que a arte também pode nascer cedo, crescer junto com as pessoas e carregar uma mensagem para o futuro.

Festival Guardiões da Arte reuniu grande público, arte e propósito
Festival Guardiões da Arte reuniu grande público, arte e propósito – Foto: Yan Damaceno

O grupo já vinha construindo sua trajetória a partir da música e de atividades que também dialogam com o Cerrado e com a educação ambiental. No festival, essa história encontrou um público grande e atento, que recebeu as crianças com entusiasmo.

Festival Guardiões da Arte reuniu grande público, arte e propósito
Festival Guardiões da Arte reuniu grande público, arte e propósito – Foto: Yan Damaceno

Diego Stucchi trouxe sua própria identidade para a programação e ajudou a construir a continuidade daquela tarde. Não havia uma sensação de apresentações isoladas. Uma atração dava lugar à outra e o público permanecia envolvido, criando uma espécie de fio que atravessou toda a programação.

Festival Guardiões da Arte reuniu grande público, arte e propósito
Festival Guardiões da Arte reuniu grande público, arte e propósito – Foto: Yan Damaceno

Na sequência, Luciana e Climacoletivo trouxeram mais uma camada para o encontro. O palco mudava, os artistas mudavam, mas a energia permanecia. E era justamente nessa diversidade que o festival encontrava uma de suas maiores riquezas.

No encerramento do Festival Guardiões da Arte, Anderson Richards, vocalista do Mr. Gyn, apresentou seu show solo acústico. A participação aconteceu depois do cancelamento da apresentação de Nila Branco e trouxe um novo formato para o último momento musical da noite.

Festival Guardiões da Arte reuniu grande público, arte e propósito
Festival Guardiões da Arte reuniu grande público, arte e propósito – Foto: Yan Damaceno

Cada artista chegou com sua própria história. E, no fim, todas elas passaram a fazer parte da mesma.

Quando um festival é feito por muitas mãos

Um festival não começa quando o primeiro artista sobe ao palco.

Antes disso, existe uma quantidade enorme de pessoas trabalhando para que tudo pareça simples quando o público chega. Produção, organização, comunicação, estrutura, técnica, recepção, montagem, acompanhamento dos artistas, cuidado com o espaço e tantos outros profissionais que fazem parte de uma engrenagem que precisa funcionar em conjunto.

No Festival Guardiões da Arte, essa construção também apareceu na experiência de quem estava ali.

Foi um trabalho de equipe. E quando uma equipe está alinhada, isso chega ao público mesmo sem que ninguém precise explicar.

Cada profissional envolvido colocou seu trabalho dentro de uma construção maior. Cada detalhe ajudou a formar o resultado final. E o que se viu no sábado foi justamente essa soma: muitas pessoas fazendo coisas diferentes para que tudo pudesse acontecer como uma coisa só.

É difícil falar de um festival assim sem falar de quem está por trás dele. Não apenas dos artistas que aparecem nos créditos, mas também de todos aqueles que trabalham para que o palco esteja pronto, que os horários aconteçam, que o público seja recebido e que cada apresentação tenha espaço para existir.

O sucesso de uma edição também passa por essas pessoas.

Festival Guardiões da Arte reuniu grande público, arte e propósito
Festival Guardiões da Arte reuniu grande público, arte e propósito

Dante Ventura e um propósito que virou encontro

Por trás do Festival Guardiões da Arte está Dante Ventura, músico, idealizador do projeto e presidente do Instituto Guardiã do Ser.

O festival nasceu de uma proposta de aproximar cultura, desenvolvimento humano, sustentabilidade e valorização da natureza. Nesta terceira edição, essa ideia ganhou novamente forma por meio da música, mas também por tudo que acontecia ao redor dela.

Dante esteve presente como artista e também como alguém que acompanhava de perto aquilo que ajudou a construir.

Existe uma diferença entre simplesmente organizar um evento e colocar uma ideia dentro dele. No Guardiões da Arte, o propósito aparece justamente nessa tentativa de fazer com que a arte não fique separada das outras dimensões da vida.

A frase que acompanha o projeto ajuda a entender esse caminho:

“Seja um guardião da arte, seja um guardião do ser, seja um guardião da natureza.”

No sábado, essa mensagem deixou de ser apenas uma frase de divulgação. Ela apareceu nas pessoas, nos artistas, nas ações ambientais e na própria maneira como o festival foi construído.

Uma homenagem que também fala de memória

A terceira edição do Festival Guardiões da Arte também foi dedicada à memória de Fridinho Borges, guitarrista, compositor e parceiro de Dante Ventura em diferentes projetos musicais, que morreu em abril de 2026. A homenagem fez parte de uma programação que buscou celebrar sua trajetória e sua contribuição para a música.

Homenagear alguém em um festival também é uma maneira de manter uma história circulando.

A música passa. O palco desmonta. Mas aquilo que foi construído entre as pessoas permanece de outras formas.

Sustentabilidade que não ficou fora do palco

A proposta do Guardiões da Arte também se estendeu à maneira como o próprio festival foi realizado.

Nesta edição, o projeto adotou uma estratégia de gestão e neutralização das emissões de gases de efeito estufa, em parceria com a Eccaplan. Foram considerados aspectos como transporte, logística, montagem da estrutura e gestão de resíduos. A iniciativa também recebeu o selo de Evento Neutro.

E o público também foi convidado a olhar para a própria participação.

Um QR Code disponibilizado no evento permitiu que cada pessoa calculasse a pegada de carbono relacionada ao seu deslocamento até o festival. A proposta trouxe para perto uma discussão que normalmente fica escondida nos bastidores de grandes eventos: o impacto ambiental provocado por tudo aquilo que acontece para que uma experiência cultural seja possível.

Esse cuidado faz parte de um trabalho que acompanha o projeto desde suas primeiras edições. As ações socioambientais incluem atividades em escolas públicas e empresas sobre separação de resíduos e coleta seletiva, em parceria com a Catapiri e o Condema, além das iniciativas do projeto Guardião do Ser – Inteligência Natural.

Assim, a sustentabilidade não aparece como um assunto separado da programação. Ela faz parte da própria maneira de pensar o festival.

Festival Guardiões da Arte – E o que fica depois?

No fim de uma noite como essa, é difícil resumir tudo em números. Houve um grande público, foram muitos artistas e houve uma equipe inteira trabalhando para que tudo funcionasse.

E fica também a criança que subiu ao palco com seu instrumento. Fica o artista que encontrou um público novo. Fica a conversa entre amigos que se encontraram no meio do evento. Fica quem chegou sem conhecer ninguém e saiu tendo vivido alguma coisa. Fica o profissional que passou meses trabalhando para que algumas horas de festival acontecessem.

Fica Dante Ventura olhando para uma ideia que começou como projeto e que agora chega à sua terceira edição.

E fica a sensação de que, quando muitas pessoas trabalham na mesma direção, um evento deixa de ser apenas uma programação e passa a ter vida própria.

O Festival Guardiões da Arte terminou no sábado. Mas a melhor medida de seu sucesso é naquilo que não terminou quando as luzes se apagaram, os encontros, as memórias, as conversas e a vontade de continuar acreditando que arte e consciência podem caminhar juntas.

Pirenópolis viveu um sábado cheio.

Cheio de música.
Cheio de gente.
Cheio de histórias.

E, acima de tudo, cheio de propósito.

Leia também: O que fazer em Pirenópolis durante a semana? Viva Piri sem pressa

Compartilhe agora:
Logo Melhor Piri

Escolha uma opção.

© 2009 Portal Piri - Todos os direitos reservados - PIRI COMUNICACAO E MARKETING LTDA CNPJ: 59.889.263/0001-46

✕