Um retrato da boemia e da cultura local
O filme Simão, O Boêmio é uma obra que resgata e celebra a essência cultural de Pirenópolis, trazendo para a tela uma narrativa que mistura humor, drama e um olhar sensível sobre a vida cotidiana da cidade. Produzido em 1969 e lançado no começo de 1970, o longa-metragem foi dirigido por João Bennio, que não só conduziu a direção como também colaborou na adaptação do roteiro e atuou no filme. Inspirado em um conto do escritor goiano Isócrates de Oliveira, o filme mergulha nas histórias e personagens que povoam a memória da cidade, representada na ficção pelo nome Velha Ponte.

Apesar de ser uma produção do interior, Simão, O Boêmio contou com uma equipe técnica que dialogava com os centros nacionais de cinema, o que garantiu qualidade à realização e a integração do filme no cenário cultural brasileiro da época.
Pirenópolis como protagonista viva
Mais do que cenário, Pirenópolis aparece como uma personagem vibrante dentro da narrativa. A ponte de madeira, as ruas de pedra, a Matriz de Nossa Senhora do Rosário, a Igreja do Bonfim e o Rio das Almas são elementos que surgem em destaque, compondo a identidade visual do filme. A obra ainda utiliza moradores locais, suas casas e seus gestos para construir a atmosfera de uma cidade viva, preservando e celebrando seu patrimônio material e imaterial.

Envolvimento da comunidade e legado cultural
O filme despertou a atenção não só pelo valor artístico, mas também pelo seu papel como documento histórico e cultural da cidade. Moradores reconheceram nas cenas e personagens traços de sua própria realidade, o que reforçou o sentimento de pertencimento e orgulho pela história local. A produção se tornou referência para pesquisas sobre o patrimônio cultural e a memória de Pirenópolis, contribuindo para a preservação das tradições e para o reconhecimento da cidade como polo importante de cultura no interior do Brasil.





