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29 de agosto de 2025

Pirenópolis: destino gastronômico no coração do Cerrado

Pirenópolis une tradição e inovação em sua culinária: do frango com pequi às criações gourmet, é um verdadeiro banquete no Cerrado.
Redação
Redação

28 de agosto de 2025 às 17:17

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Mais do que um cartão-postal de ruas de pedra, igrejas barrocas e cachoeiras deslumbrantes, Pirenópolis, em Goiás, consolida-se como um dos destinos gastronômicos mais autênticos e vibrantes do Centro-Oeste brasileiro. A cidade, que respira história e cultura, oferece à mesa uma experiência igualmente rica, onde a tradição secular e a inovação contemporânea se misturam em um caldeirão de sabores únicos.

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A base de toda essa riqueza é, incontestavelmente, a cozinha goiana tradicional. Herdada dos bandeirantes, da cultura caipira e com forte influência indígena, ela é caracterizada por ingredientes robustos e sabores marcantes. O pequi, fruto símbolo do Cerrado, é o rei absoluto. Seu aroma inconfundível e sabor intenso (e traiçoeiro para os desavisados) permeia pratos icônicos como o arroz com pequi e o frango com pequi. Outro pilar é o uso do guariroba (um palmito amargo) e do empadão goiano, uma torta recheada com uma farta mistura de carnes, queijos e a própria guariroba.

A origem dessa culinária está intrinsecamente ligada ao modo de vida sertanejo, de fazenda, onde tudo era aproveitado e os temperos vinham da terra. A produção local ainda mantém essa característica: muitos restaurantes, especialmente os localizados nas zonas rurais (os famosos ranchos), cultivam suas próprias hortaliças e criam os animais que irão para a panela, garantindo frescor e um sabor que o tempo não apagou.

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Das Cozinhas das Vólias para os Chefs de Hoje: A Nova Onda Gastronômica

Nos últimos anos, Pirenópolis testemunhou o surgimento de uma emocionante tendência de ressignificação da gastronomia local. Uma nova geração de chefs e empreendedores, muitos deles vindos de grandes centros urbanos, chegou à cidade e decidiu olhar para a tradição com um novo par de óculos.

O movimento não é de substituir, mas de elevar e reinventar. Eles mergulham no receituário tradicional, buscam ingredientes regionais esquecidos ou subutilizados (como outras frutas do cerrado: mangaba, cagaita, araticum) e aplicam técnicas de alta gastronomia. O resultado são pratos que homenageiam a herança cultural, mas com apresentação impecável e combinações ousadas.

Essa tendência transformou o centro histórico em um verdadeiro corredor gastronômico. Restaurantes aconchegantes ocupando casarões coloniais oferecem desde uma experiência gourmet com cortes de carne maturada e queijos artesanais até menus degustação que contam a história do Cerrado através do paladar. A alta qualidade dos estabelecimentos surpreende até os visitantes mais exigentes, rivalizando com os melhores de capitais como São Paulo e Rio de Janeiro.

O Sabor da Festa: A Gastronomia nas Tradições Locais

A comida em Pirenópolis também é celebração. Durante as famosas Cavalhadas e o Divino Espírito Santo, a cidade se enche de comes e bebes típicos. É o momento de provar o pão-do-espírito-santo, um pão doce e decorado, o mané-pelado (um bolo de farinha de mandioca), e o afogado (carne bovina desfiada e temperada). São sabores que transcendem o nutritivo e carregam em si séculos de fé e tradição.

Para Beber e Sobremesar: A Doce e Líquida Herança

Para acompanhar tanta fartura, a cidade oferece drinks que já se tornam clássicos, como a Gabiroba Cachaça, um licor deliciosamente doce feito da fruta típica do cerrado. A cachaça artesanal de alambique de pequenos produtores da região também é ponto alto, perfeita para saborear pura ou em coquetéis criativos.

E para fechar com chave de ouro, a doçaria é um capítulo à parte. Herança direta dos conventos portugueses, doces de leite, de abóbora, de figo e de laranja são fabricados de forma artesanal e vendidos em potes de vidro, mantendo viva uma tradição que adoça a cidade há gerações.

Pirenópolis, portanto, é um verdadeiro banquete para os sentidos. É o lugar onde se pode comer um frango com pequi em um recanto rústico à beira do rio e, na mesma noite, desfrutar de uma experiência gastronômica sofisticada em um casarão do século XVIII. É a harmonia perfeita entre o ontem e o hoje, servida em um prato – ou numa panela de barro – com o tempero inigualável do Cerrado goiano.

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