Localizado a nordeste do centro de Pirenópolis, o Morro do Frota recebe esse nome em homenagem ao sargento-mor Antônio Rodrigues Frota, que no século XVIII foi proprietário dessas terras.
Sua altitude aproxima-se de 1 076 metros, o que o torna um dos maciços de destaque na paisagem urbana.
História e lenda

Frota, ligado à extração aurífera na região de Meia Ponte – antigo nome de Pirenópolis –, construiu residência e igreja na base do morro.
Segundo a tradição, em busca de evitar impostos da Coroa portuguesa, teria escondido ouro em garrafas enterradas nas encostas do morro, usando de mão-de-obra escravizada para essa tarefa.
Com o passar do tempo, sua fortuna declinou, o casarão foi desmontado, e sobrou apenas o nome do morro para contar sua história.
Natureza, mirante e turismo

Hoje, o Morro do Frota reúne valor histórico, ambiental e turístico. Em seu entorno predominam formações típicas do cerrado, mata de galeria e paisagens elevadas que proporcionam uma vista ampla da cidade.
Os visitantes podem optar por uma trilha curta, embora íngreme, que leva ao topo — ali, o panorama inclui as torres de comunicação que pontuam o horizonte da cidade, em contraponto ao verde do cerrado.
Além do mirante, o morro também aparece em estudos socioambientais como área que mereceria proteção para preservação de matas ciliares e biodiversidade local.
Por que conhecer
Paisagem privilegiada: A vista do topo permite compreender a escala de Pirenópolis, suas igrejas históricas, morros e o contraste entre natureza e ocupação urbana.
História viva: O espaço traduz elementos do ciclo colonial, da mineração, da aristocracia local, das lendas que continuam a ecoar.
Conexão com o cerrado: Ideal para contemplação, fotografia ou reconhecimento da vegetação típica da região — vale destacar o cuidado ambiental que merece.
Acesso acessível: Apesar do relevo, é possível chegar relativamente rápido a partir do centro, o que o torna uma parada interessante para quem visita a cidade.





