Os tambores já anunciam: o Bloco Zazaricando está nos últimos ajustes antes de tomar as ruas de Pirenópolis. Um dos blocos mais simbólicos do carnaval local, o Zazaricando chega a 2026 com o tema “Raízes que Curam”, unindo ancestralidade, cultura popular, ecologia e inclusão em uma folia que vai muito além da festa.
🌿 Raízes que curam: ancestralidade no centro da folia
Neste ano, a comissão de frente traz uma estreia carregada de significado: o casal de raizeiros Neide das Ervas e Ilton Ferreira, mestres curadores conhecidos na região dos Pireneus. Moradores de Pirenópolis desde o fim dos anos 1980, eles são referências na fitoterapia e no saber tradicional do Cerrado, trabalho que floresceu na Casa das Ervas, no Alto do Carmo.
A proposta do bloco é celebrar os saberes populares e, ao mesmo tempo, alertar para a preservação ambiental. Para Neide, o carnaval pode ser também um espaço de educação e consciência. “O movimento Raízes que Curam chama atenção para o plantio e a coleta consciente de ervas e para a extinção de espécies do Cerrado”, destaca.

🥁 Grito de Carnaval e cortejos pelas ruas históricas
A largada oficial acontece com o Grito da Aurora, com os blocos Santa Dica, Zazaricando, e Ipadê Maracatu COEPi ocupando a rua com ritmo, alegria e tradição. Os cortejos serão na Rua Aurora, no dia 31 de janeiro de 2026 a partir das 16:00.
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🎶 Programação musical celebra diversidade de ritmos
A programação musical se espalha entre os dias 13 e 17 de fevereiro, com atrações que passeiam por ritmos afro-brasileiros, brasilidades e sonoridades contemporâneas. Passam pelo palco nomes como Afrika Billy, Luciana Clímaco, Climacoletivo, Grace Carvalho, Mundhumano e Eli, além dos DJs Dudax e Ajna OM.
🤝 Um bloco que nasce da comunidade e permanece o ano inteiro
Idealizado por Rozaura Romano, o Zazaricando nasceu com foco na comunidade e mantém, ao longo do ano, ações culturais como aulas gratuitas de percussão. Para ela, o bloco é um organismo vivo, construído coletivamente. “A força do carnaval está na coletividade. Nos gritos, isso arrepia”, afirma.

🔊 A força da bateria que transforma a rua em ritual
Quem conduz a batida é o músico Diego Lobo, mestre de bateria que coordena quase 60 instrumentistas. Entre atabaques, surdos, caixas e xequerês, o Zazaricando mistura samba, ciranda, samba-reggae, funk e ritmos tradicionais, criando uma experiência sonora que transforma a rua em ritual.
Em Pirenópolis, o Zazaricando não apenas passa: ele ocupa, cura e celebra. E, como manda o carnaval de verdade, convida todo mundo a ir junto.




