Pirenópolis é uma cidade onde a história parece estar presente em cada esquina. Nas ruas de pedra, nos casarões coloniais, nas tradições populares e nas histórias contadas de geração em geração, o passado continua dialogando com o presente. Em novembro, essa relação ganhará um novo capítulo por meio da literatura.
Nos dias 6 e 7 de novembro de 2026, o Centro Histórico recebe a 16ª Festa Literária de Pirenópolis (Flipiri), que neste ano apresenta o tema “Raízes e Memórias de Pirenópolis– Vem 300!”. Com entrada gratuita, o evento reúne escritores, leitores, estudantes, professores e artistas em uma programação que valoriza a cultura, a educação e a identidade da cidade.
A escolha do tema não é por acaso. Em 2027, Pirenópolis celebrará seus 300 anos de história, e a festa literária propõe um olhar sobre as experiências, personagens e tradições que ajudaram a construir o município.
Mais do que um encontro dedicado aos livros, a Flipiri pretende transformar a literatura em uma oportunidade de reconhecer as raízes e memórias de Pirenópolis, aproximando diferentes gerações e incentivando novas formas de contar a história local.

Raízes e memórias de Pirenópolis inspiram a Flipiri 2026
A edição deste ano propõe uma reflexão sobre a relação entre literatura, patrimônio histórico e memória coletiva. Afinal, a história de uma cidade não está registrada apenas em documentos oficiais ou construções antigas. Ela também sobrevive nas lembranças dos moradores, nas tradições familiares, nas manifestações culturais e nas narrativas transmitidas ao longo do tempo.
Com o tema “Raízes e Memórias – Vem 300!”, a Flipiri busca valorizar esse patrimônio e abrir espaço para novas histórias.
Durante os dois dias de programação cultural, o público poderá participar de rodas de conversa, palestras, lançamentos de livros, sessões de autógrafos, contações de histórias e apresentações artísticas.
Os encontros abordarão temas como inclusão, representatividade, criação literária, mercado editorial, preservação ambiental, fantasia, ficção científica e as conexões históricas entre Goiás e Brasília.
A proposta é mostrar que a literatura não se limita às páginas dos livros. Ela também ajuda a compreender a sociedade, preservar identidades, estimular a imaginação e construir novas perspectivas sobre o futuro.
Maria José Silveira é a escritora homenageada da 16ª Flipiri
Um dos destaques da edição será a homenagem à escritora goiana Maria José Silveira, nascida em Jaraguá, em 1947.
Escritora, editora e tradutora, Maria José construiu uma trajetória literária marcada pelo interesse pela história, pela memória e pelas diferentes experiências humanas.
Seu primeiro romance, A mãe da mãe de sua mãe e suas filhas, publicado em 2002, recebeu o Prêmio Revelação da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) e alcançou leitores em outros países.
Entre suas obras também estão Guerra no coração do cerrado, O fantasma de Luís Buñuel, Eleanor Marx, filha de Karl e Maria Altamira.
A relação da autora com Pirenópolis aparece especialmente em O Farejador de Águas, romance publicado em 2023, que inclui a cidade em seu universo narrativo e aborda questões relacionadas à água e à preservação da natureza.
A homenagem estabelece uma conexão direta com o tema da festa, já que a literatura de Maria José Silveira frequentemente aproxima experiências individuais, acontecimentos históricos e memórias coletivas.
A escritora participará da programação e terá uma conferência especial no dia 6 de novembro, às 19h30, no Theatro Sebastião Pompeu de Pina.
Literatura, arte e encontros ocupam o Centro Histórico
A programação cultural da 16ª Flipiri transforma diferentes espaços do Centro Histórico em ambientes de encontro entre autores e leitores.
O Theatro Sebastião Pompeu de Pina e o Cine Pireneus estão entre os locais que receberão atividades. A programação também prevê uma caminhada literária pelas ruas da cidade e momentos dedicados à literatura infantojuvenil.
Na sexta-feira, 6 de novembro, estão previstas conversas sobre memória e identidade, lançamentos de livros e uma serenata literária pelas ruas de Pirenópolis.
A programação da noite inclui a conferência da escritora homenageada e o lançamento da Antologia Flipiri.
No sábado, 7 de novembro, os encontros continuam com debates sobre ilustração, representatividade, saúde mental de escritores, biblioterapia e produção literária.
Também haverá espaço para discussões sobre fantasia, terror e ficção científica produzidos em Goiás e no Distrito Federal.
Outro destaque será a conversa “Brasília Nasceu em Goiás? Raízes e memórias do alicerce goiano”, que propõe uma reflexão sobre as relações históricas e culturais entre os dois territórios.
A diversidade de assuntos reforça a proposta de oferecer atividades para diferentes interesses e faixas etárias, aproximando tanto leitores experientes quanto pessoas que estão começando a descobrir o universo dos livros.
Flipiri Itinerante alcançou cerca de cinco mil estudantes
A programação de novembro dá continuidade a um trabalho iniciado meses antes nas escolas públicas de Pirenópolis.
Entre os dias 26 e 28 de agosto, a Flipiri Itinerante percorreu unidades de ensino da área urbana, dos povoados e da zona rural, promovendo encontros entre estudantes, educadores e escritores.
De acordo com o balanço divulgado pela organização, a iniciativa passou por 9 escolas estaduais e 16 municipais, envolvendo aproximadamente cinco mil estudantes e 360 professores.
A etapa contou com a participação de 28 escritores e destinou cerca de dois mil livros aos acervos escolares.
As atividades incluíram rodas de leitura, contações de histórias, encontros com autores e oficinas voltadas à educação, à inclusão e à formação de leitores.
O objetivo é fazer com que o incentivo à leitura não fique restrito aos dias da festa cultural, alcançando também crianças e adolescentes que vivem fora do Centro Histórico.

Uma festa literária que acompanha a história de Pirenópolis
Criada em 2009, a Flipiri chega à 16ª edição com uma trajetória dedicada à valorização da literatura, à circulação de escritores e à formação de novos leitores.
Segundo informações divulgadas pela organização à imprensa, a festa já contribuiu para a doação de mais de 30 mil livros à rede pública de ensino ao longo de sua história.
O número representa um dos aspectos mais importantes da iniciativa: o esforço para ampliar o acesso à leitura e fortalecer a presença dos livros no cotidiano das escolas.
Em uma cidade reconhecida nacionalmente por seu patrimônio histórico, suas festas tradicionais e suas belezas naturais, a Flipiri também reforça o papel da cultura escrita como parte da identidade local.
A proximidade do tricentenário oferece uma oportunidade especial para refletir sobre a memória da cidade. Preservar o passado não significa apenas conservar edifícios e monumentos, mas também reconhecer as histórias das pessoas que construíram e continuam construindo Pirenópolis.
É nesse encontro entre tradição e novas narrativas que o tema raízes e memórias de Pirenópolis ganha seu significado.
Como participar da 16ª Flipiri?
A 16ª Festa Literária de Pirenópolis terá entrada gratuita, com atividades distribuídas pelo Centro Histórico.
A programação oficial já apresenta horários e locais de diversas atividades. Como podem ocorrer alterações até a realização do evento, a recomendação é consultar os canais da organização antes de comparecer.
Serviço — 16ª Festa Literária de Pirenópolis (Flipiri 2026)
- Tema: Raízes e Memórias – Vem 300!
- Datas: 6 e 7 de novembro de 2026
- Abertura institucional: 5 de novembro, às 19h
- Local: Centro Histórico de Pirenópolis (GO)
- Entrada: Gratuita
- Instagram: @flipiri.oficial
- Programação oficial: https://www.flipiri.art.br/programacao
A Flipiri é realizada pela Prefeitura de Pirenópolis, por meio da Secretaria Municipal de Educação e Cultura, com organização do Instituto Cultural Casa de Autores (ICA).
O evento conta com apoio institucional da Secretaria de Estado da Educação de Goiás, do Theatro Sebastião Pompeu de Pina, do Sesc Goiás, da Secretaria de Estado da Retomada e do Governo de Goiás, além do patrocínio do Sicoob e da Viajar pra Onde.
Em meio aos preparativos para os 300 anos de Pirenópolis, a 16ª Flipiri deixa um convite: conhecer a cidade também por meio das palavras, das lembranças e das histórias que continuam sendo escritas.
Porque celebrar as raízes de Pirenópolis é também abrir espaço para as memórias que as próximas gerações irão construir.






