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6 de agosto de 2026

Baixa umidade deixa Pirenópolis em alerta nesta quinta-feira

Baixa umidade coloca Pirenópolis em alerta laranja nesta quinta. INMET prevê índices entre 12% e 20%, com risco à saúde e de incêndios florestais.
Junior Vilela
Junior Vilela

06 de agosto de 2026 às 09:46

Baixa umidade deixa Pirenópolis em alerta nesta quinta-feira

A baixa umidade do ar voltou a colocar Pirenópolis e diversas regiões de Goiás em situação de atenção. O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) emitiu um alerta laranja, classificado como de perigo, válido a partir das 12h desta quinta-feira (6). A previsão indica que a umidade relativa do ar poderá variar entre 20% e 12%, níveis considerados críticos para a saúde humana e para o aumento do risco de incêndios florestais.

O período seco é uma característica do inverno no Cerrado brasileiro, mas os índices previstos para esta quinta-feira exigem cuidados extras da população. Além dos moradores, turistas que visitam Pirenópolis durante a temporada também devem redobrar a atenção para evitar problemas provocados pelo ar extremamente seco.

O que significa o alerta de baixa umidade emitido pelo INMET?

O alerta laranja representa o segundo nível mais alto da escala utilizada pelo INMET para avisos meteorológicos. Esse tipo de comunicado é divulgado quando as condições atmosféricas oferecem riscos significativos à população e ao meio ambiente.

Segundo o instituto, a previsão de umidade entre 20% e 12% favorece o aumento das queimadas e pode provocar uma série de desconfortos físicos, principalmente durante o período da tarde, quando os índices costumam atingir os menores valores do dia.

Baixa umidade – Como o tempo seco afeta a saúde

A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera que índices inferiores a 30% já representam situação de atenção para a saúde. Com níveis próximos de 20%, os efeitos tornam-se ainda mais perceptíveis.

Entre os principais sintomas provocados pela baixa umidade estão:

  • ressecamento da pele;
  • irritação nos olhos;
  • boca e nariz secos;
  • dor de garganta;
  • aumento das crises alérgicas;
  • agravamento da asma e de outras doenças respiratórias;
  • maior risco de desidratação.

Crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias crônicas estão entre os grupos mais vulneráveis e devem intensificar os cuidados durante o período de vigência do alerta.

Risco de incêndios aumenta no Cerrado

Além dos impactos sobre a saúde, a baixa umidade favorece a ocorrência e a propagação de incêndios em áreas de vegetação.

O Cerrado, bioma predominante em Goiás, passa pelo auge da estação seca entre julho e setembro. Nesse período, a combinação de vegetação ressecada, ausência de chuvas, altas temperaturas e baixa umidade cria condições propícias para queimadas, muitas delas provocadas pela ação humana.

Em municípios turísticos como Pirenópolis, onde existem áreas de preservação ambiental, parques, cachoeiras e propriedades rurais, o risco exige atenção especial. Incêndios podem causar prejuízos ambientais, comprometer a fauna e a flora, afetar atrativos turísticos e colocar comunidades em situação de risco.

Por isso, órgãos ambientais orientam que a população evite qualquer prática que possa iniciar focos de incêndio, como queima de lixo, limpeza de terrenos com fogo ou descarte inadequado de bitucas de cigarro.

Cuidados recomendados durante a baixa umidade

O INMET orienta a população a adotar medidas simples que ajudam a reduzir os efeitos do tempo seco.

Recomendações para enfrentar o período seco

Entre as principais orientações estão:

  • beber bastante água ao longo do dia, mesmo sem sentir sede;
  • evitar atividades físicas intensas nos horários mais quentes;
  • reduzir a exposição ao sol entre o fim da manhã e o meio da tarde;
  • utilizar hidratante para proteger a pele;
  • manter os ambientes umidificados com recipientes de água, toalhas úmidas ou umidificadores;
  • lavar as narinas com soro fisiológico quando houver ressecamento;
  • dar preferência a roupas leves e ambientes ventilados.

Também é importante manter atenção aos sinais de desidratação e procurar atendimento médico caso ocorram dificuldades respiratórias persistentes ou agravamento de doenças preexistentes.

Em situações de emergência, a população pode entrar em contato com a Defesa Civil pelo telefone 199 e com o Corpo de Bombeiros pelo 193.

O inverno goiano ainda deve manter características típicas da estação nas próximas semanas, com predomínio de tempo seco e baixa possibilidade de chuva. Enquanto as precipitações não retornam de forma mais consistente, especialistas reforçam que os cuidados com a hidratação e a prevenção de incêndios continuam sendo fundamentais para preservar a saúde da população e proteger o patrimônio natural da região.

Fonte: Instituto Nacional de Meteorologia (INMET).

 

Leia também: MPGO inaugura nova sede das Promotorias de Pirenópolis

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