A baixa umidade do ar voltou a colocar Pirenópolis e diversas regiões de Goiás em situação de atenção. O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) emitiu um alerta laranja, classificado como de perigo, válido a partir das 12h desta quinta-feira (6). A previsão indica que a umidade relativa do ar poderá variar entre 20% e 12%, níveis considerados críticos para a saúde humana e para o aumento do risco de incêndios florestais.
O período seco é uma característica do inverno no Cerrado brasileiro, mas os índices previstos para esta quinta-feira exigem cuidados extras da população. Além dos moradores, turistas que visitam Pirenópolis durante a temporada também devem redobrar a atenção para evitar problemas provocados pelo ar extremamente seco.
O que significa o alerta de baixa umidade emitido pelo INMET?
O alerta laranja representa o segundo nível mais alto da escala utilizada pelo INMET para avisos meteorológicos. Esse tipo de comunicado é divulgado quando as condições atmosféricas oferecem riscos significativos à população e ao meio ambiente.
Segundo o instituto, a previsão de umidade entre 20% e 12% favorece o aumento das queimadas e pode provocar uma série de desconfortos físicos, principalmente durante o período da tarde, quando os índices costumam atingir os menores valores do dia.
Baixa umidade – Como o tempo seco afeta a saúde
A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera que índices inferiores a 30% já representam situação de atenção para a saúde. Com níveis próximos de 20%, os efeitos tornam-se ainda mais perceptíveis.
Entre os principais sintomas provocados pela baixa umidade estão:
- ressecamento da pele;
- irritação nos olhos;
- boca e nariz secos;
- dor de garganta;
- aumento das crises alérgicas;
- agravamento da asma e de outras doenças respiratórias;
- maior risco de desidratação.
Crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias crônicas estão entre os grupos mais vulneráveis e devem intensificar os cuidados durante o período de vigência do alerta.
Risco de incêndios aumenta no Cerrado
Além dos impactos sobre a saúde, a baixa umidade favorece a ocorrência e a propagação de incêndios em áreas de vegetação.
O Cerrado, bioma predominante em Goiás, passa pelo auge da estação seca entre julho e setembro. Nesse período, a combinação de vegetação ressecada, ausência de chuvas, altas temperaturas e baixa umidade cria condições propícias para queimadas, muitas delas provocadas pela ação humana.
Em municípios turísticos como Pirenópolis, onde existem áreas de preservação ambiental, parques, cachoeiras e propriedades rurais, o risco exige atenção especial. Incêndios podem causar prejuízos ambientais, comprometer a fauna e a flora, afetar atrativos turísticos e colocar comunidades em situação de risco.
Por isso, órgãos ambientais orientam que a população evite qualquer prática que possa iniciar focos de incêndio, como queima de lixo, limpeza de terrenos com fogo ou descarte inadequado de bitucas de cigarro.
Cuidados recomendados durante a baixa umidade
O INMET orienta a população a adotar medidas simples que ajudam a reduzir os efeitos do tempo seco.
Recomendações para enfrentar o período seco
Entre as principais orientações estão:
- beber bastante água ao longo do dia, mesmo sem sentir sede;
- evitar atividades físicas intensas nos horários mais quentes;
- reduzir a exposição ao sol entre o fim da manhã e o meio da tarde;
- utilizar hidratante para proteger a pele;
- manter os ambientes umidificados com recipientes de água, toalhas úmidas ou umidificadores;
- lavar as narinas com soro fisiológico quando houver ressecamento;
- dar preferência a roupas leves e ambientes ventilados.
Também é importante manter atenção aos sinais de desidratação e procurar atendimento médico caso ocorram dificuldades respiratórias persistentes ou agravamento de doenças preexistentes.
Em situações de emergência, a população pode entrar em contato com a Defesa Civil pelo telefone 199 e com o Corpo de Bombeiros pelo 193.
O inverno goiano ainda deve manter características típicas da estação nas próximas semanas, com predomínio de tempo seco e baixa possibilidade de chuva. Enquanto as precipitações não retornam de forma mais consistente, especialistas reforçam que os cuidados com a hidratação e a prevenção de incêndios continuam sendo fundamentais para preservar a saúde da população e proteger o patrimônio natural da região.
Fonte: Instituto Nacional de Meteorologia (INMET).
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JV


