Skip to content
Publicidade
Domingo, 18 de outubro de 2026 Dom, 18 out
Entrar Cadastre grátis
18 de outubro de 2026
Compartilhe
Cidade

Influenciadora alerta para golpe das falsas reservas em Pirenópolis

Sophia Attie alerta para o golpe das falsas reservas em Pirenópolis e orienta turistas a conferir os canais oficiais das hospedagens.

JV Jordão Vilela 18 de outubro de 2026, 07:22 · 9 min de leitura
Influenciadora alerta para golpe das falsas reservas em Pirenópolis
Influenciadora alerta para golpe das falsas reservas em Pirenópolis

Pirenópolis é um dos destinos turísticos mais procurados de Goiás. Suas ruas históricas, cachoeiras, restaurantes e pousadas atraem visitantes que buscam descanso, lazer e contato com a natureza. Mas um alerta compartilhado nas redes sociais chama atenção para um problema capaz de transformar uma viagem planejada em prejuízo financeiro: o golpe das falsas reservas em Pirenópolis.

A influenciadora digital Sophia Attie (@sophiaattie) publicou um vídeo para orientar turistas sobre possíveis fraudes envolvendo reservas de hotéis e pousadas da cidade.

Segundo Sophia, ao chegar ao hotel onde estava hospedada, recebeu a informação de que diferentes estabelecimentos estariam enfrentando problemas com pessoas que se passam por representantes de hospedagens para comercializar reservas falsas.

A influenciadora explicou que não foi vítima do golpe, mas considerou importante compartilhar o alerta para evitar que outras pessoas sejam enganadas.

O assunto não é novo em Pirenópolis. Investigações da Polícia Civil de Goiás e da Polícia Civil do Distrito Federal já identificaram organizações suspeitas de criar perfis falsos de pousadas, negociar diárias inexistentes e receber pagamentos antecipados de turistas.

No vídeo, Sophia Attie fala diretamente com quem pretende visitar Pirenópolis e recomenda atenção aos canais utilizados para contratar hospedagem.
No vídeo, Sophia Attie fala diretamente com quem pretende visitar Pirenópolis e recomenda atenção aos canais utilizados para contratar hospedagem

Golpe das falsas reservas em Pirenópolis: o alerta de Sophia Attie

No vídeo, Sophia Attie fala diretamente com quem pretende visitar Pirenópolis e recomenda atenção aos canais utilizados para contratar hospedagem.

“Esse vídeo é um alerta. Se você estiver vindo para Pirinópolis, toma muito cuidado”, afirma a influenciadora.

Ela conta que soube da situação ao chegar ao hotel e orienta os seguidores a verificarem se estão conversando com o estabelecimento verdadeiro.

“Então quando você for fazer sua reserva pra vir pra Pirinópolis, confere se é o site oficial, se é o número oficial do estabelecimento.”

Sophia também faz questão de esclarecer que não sofreu prejuízo pessoal.

“Mesmo que não tenha acontecido comigo, a cidade sofre com esse golpe.”

A influenciadora encerra o relato chamando atenção para os danos que a fraude pode causar à reputação das empresas legítimas.

“Os estabelecimentos estão sendo queimados por algo que não é culpa deles.”

O depoimento evidencia uma preocupação que vai além da perda financeira dos turistas. Quando criminosos utilizam indevidamente o nome e a identidade visual de uma pousada, o próprio empreendimento pode acabar associado a uma experiência negativa que não provocou.

Como os criminosos falsificam reservas de hospedagem?

O golpe pode começar com um anúncio nas redes sociais, uma página que imita o perfil de uma pousada ou uma mensagem enviada por alguém que se apresenta como funcionário do estabelecimento.

Os criminosos utilizam fotografias, nomes comerciais e, em alguns casos, logomarcas de empresas verdadeiras para dar aparência de legitimidade à oferta.

O turista encontra uma diária com preço atraente, entra em contato pelo WhatsApp e recebe instruções para realizar o pagamento antecipado.

Em investigações anteriores, a polícia identificou situações em que os golpistas chegaram a produzir contratos falsos com elementos visuais de pousadas legítimas.

Depois de receber o dinheiro, os responsáveis pela fraude podiam bloquear a vítima ou interromper a comunicação.

Em determinados casos, o turista só descobria que não havia reserva quando chegava ao estabelecimento.

Polícia Civil já investigou dezenas de golpes envolvendo pousadas de Pirenópolis

O alerta de Sophia Attie encontra respaldo em investigações policiais realizadas nos últimos anos.

Em novembro de 2024, a Polícia Civil de Goiás e a Polícia Civil do Distrito Federal atuaram em uma operação contra suspeitos de estelionato eletrônico envolvendo anúncios de hospedagem em Pirenópolis.

Em um dos casos divulgados pela polícia, a vítima encontrou um anúncio de pousada em rede social, negociou pelo aplicativo de mensagens e pagou R$ 480 por uma diária.

Após o pagamento, um suposto gerente apresentou novas condições para a hospedagem. Quando a vítima não aceitou, foi bloqueada e ficou com o prejuízo.

O caso demonstra como uma oferta aparentemente comum pode ser utilizada para enganar consumidores.

Operação Sem Reservas identificou esquema organizado

Em março de 2025, a Polícia Civil de Goiás e a Polícia Civil do Distrito Federal deflagraram a operação Sem Reservas, voltada ao combate a fraudes envolvendo falsas hospedagens em Pirenópolis.

Na ocasião, foram cumpridos sete mandados de prisão temporária em Goiânia e Bonfinópolis.

Segundo as autoridades, os investigados estavam associados a pelo menos 62 crimes de estelionato registrados no Distrito Federal entre 2023 e 2024.

A investigação identificou um esquema com divisão de tarefas, diferentes contas bancárias, chaves Pix e perfis falsos de Instagram.

Os criminosos se apresentavam como representantes de pousadas reais e ofereciam diárias a preços atrativos.

Em alguns casos, as vítimas recebiam contratos falsificados para acreditar que a negociação era legítima.

O uso de marcas e imagens de estabelecimentos verdadeiros dificultava a identificação imediata da fraude.

Investigações também apontaram lavagem de dinheiro com criptoativos

O esquema das falsas hospedagens ganhou novos desdobramentos em fases posteriores das investigações.

Em dezembro de 2025, uma reportagem do Correio Braziliense informou que seis pessoas foram presas durante a terceira fase da operação Sem Reservas, que apurava um esquema interestadual de estelionato e lavagem de dinheiro.

Segundo as informações policiais divulgadas na ocasião, o grupo investigado utilizava contas bancárias de terceiros e operações com criptomoedas e outros criptoativos para tentar ocultar a origem dos valores obtidos ilegalmente.

A reportagem também apontou suspeitas de participação de integrantes de facção criminosa em atividades relacionadas à movimentação e à lavagem do dinheiro.

Essas informações se referem à investigação policial específica e não permitem afirmar que todos os golpes registrados posteriormente tenham sido cometidos pelos mesmos envolvidos.

Publicidade
Em março de 2025, a Polícia Civil de Goiás e a Polícia Civil do Distrito Federal deflagraram a operação Sem Reservas
Em 2025, a Polícia Civil de Goiás e a Polícia Civil do Distrito Federal deflagraram a operação Sem Reservas

Por que a falsificação de reservas preocupa o turismo?

O prejuízo de uma reserva falsa pode atingir diferentes pessoas.

O turista perde dinheiro, compromete o planejamento da viagem e pode chegar à cidade sem hospedagem.

O estabelecimento legítimo também pode sofrer consequências, mesmo sem participar da negociação fraudulenta.

Uma pessoa enganada pode acreditar inicialmente que foi prejudicada pelo próprio hotel ou pousada, quando, na realidade, realizou o pagamento a criminosos que utilizaram indevidamente a identidade da empresa.

Isso pode provocar reclamações, avaliações negativas e danos à reputação comercial.

Em uma cidade cuja economia tem forte participação do turismo, a confiança dos visitantes é um patrimônio importante.

Por isso, combater o golpe das falsas reservas em Pirenópolis interessa não apenas aos órgãos de segurança, mas também aos empresários, trabalhadores e consumidores.

Outros crimes na região também foram alvo de operações policiais

Além das investigações sobre estelionato virtual, Pirenópolis apareceu em notícias recentes relacionadas a outros crimes.

Em julho de 2026, a Polícia Militar de Goiás identificou suspeitos após a circulação de um vídeo que mostrava um homem sendo agredido violentamente.

O episódio foi tratado nas notícias como um possível “tribunal do crime”. Dois adultos foram presos e um adolescente foi apreendido, segundo a cobertura publicada na época.

Em agosto, a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Goiás realizou diligências em Pirenópolis, Corumbá de Goiás e Hidrolândia no âmbito da operação Vulcano, relacionada a investigações sobre tráfico de drogas e crimes violentos.

Também houve uma ação policial contra suspeitos de roubo a um posto de combustíveis em Pirenópolis, com a prisão de seis pessoas em janeiro de 2026.

Esses episódios demonstram a atuação das forças de segurança em diferentes frentes, mas devem ser analisados separadamente.

Não há elementos suficientes nas fontes consultadas para estabelecer uma ligação direta entre esses casos e os criminosos envolvidos nas falsas reservas de hospedagem.

Como evitar o golpe das falsas reservas em Pirenópolis?

A principal recomendação é simples: antes de pagar por uma hospedagem, confirme se a negociação está sendo feita com o estabelecimento verdadeiro.

Alguns cuidados podem reduzir o risco de cair em uma fraude:

1. Confira o endereço do site. Verifique cuidadosamente a grafia do domínio. Páginas falsas podem utilizar endereços muito parecidos com os originais.

2. Confirme o telefone oficial. Procure o número do estabelecimento em canais independentes e entre em contato diretamente para confirmar a reserva.

3. Desconfie de ofertas muito abaixo do preço habitual. Promoções existem, mas descontos exagerados e pressão para pagamento imediato merecem atenção.

4. Verifique os dados do destinatário do Pix. Antes de transferir o dinheiro, confira o nome de quem receberá o pagamento e pergunte ao estabelecimento se aqueles dados são realmente utilizados por ele.

5. Não confie apenas em logomarcas e contratos. Imagens, documentos e perfis de redes sociais podem ser falsificados.

6. Confirme a reserva após o pagamento. Solicite a confirmação diretamente pelo canal oficial do hotel ou pousada, especialmente se a negociação começou por anúncio ou mensagem.

7. Guarde os comprovantes. Salve mensagens, anúncios, contratos e comprovantes de pagamento para facilitar eventuais reclamações e investigações.

O que fazer se você cair no golpe?

Se perceber que realizou um pagamento para uma reserva falsa, entre imediatamente em contato com a instituição financeira utilizada.

Nos casos de transferência via Pix, informe a suspeita de fraude e solicite a análise dos mecanismos de contestação disponíveis.

Também é importante registrar um boletim de ocorrência e preservar as conversas, os comprovantes, os endereços dos perfis e os dados utilizados pelos golpistas.

O estabelecimento cuja identidade foi utilizada indevidamente também deve ser avisado, para que possa alertar outros clientes e adotar providências.

Agir rapidamente pode ajudar na investigação, embora não exista garantia de recuperação dos valores.

Alerta de Sophia Attie reforça a importância de reservar com segurança

Ao publicar o vídeo, Sophia Attie chamou atenção para um problema que pode prejudicar tanto os visitantes quanto os empreendimentos de Pirenópolis.

O relato da influenciadora não representa uma denúncia de que ela tenha sido vítima, mas um alerta baseado nas informações que recebeu durante sua hospedagem.

As investigações policiais anteriores mostram que o município já foi utilizado como referência em esquemas de estelionato envolvendo reservas falsas.

A principal orientação é não permitir que a pressa, uma promoção atraente ou a aparência profissional de um perfil substituam a confirmação pelos canais oficiais.

Pirenópolis continua oferecendo inúmeras experiências aos visitantes. O cuidado na contratação da hospedagem é uma maneira de proteger a viagem e os estabelecimentos legítimos da cidade.

Você já recebeu uma oferta suspeita de hospedagem em Pirenópolis?

O Portal Piri quer ouvir moradores, turistas e empresários do setor.

Você já encontrou um perfil falso de pousada, recebeu uma proposta suspeita ou conhece alguém que teve prejuízo com uma reserva inexistente?

Compartilhe sua experiência e ajude outras pessoas a reconhecer os sinais desse tipo de fraude.

Vídeo e relato: Sophia Attie (@sophiaattie).

Fontes complementares: Polícia Civil de Goiás, Secretaria de Segurança Pública de Goiás, Polícia Federal, Correio Braziliense e Jornal Opção.

Publicidade
Publicidade
Publicidade
Gostou? Mande para quem precisa saber.
Sabe de algo que virou notícia?Mande sua pauta ou denúncia. Pode ser anônimo. Fazer denúncia Enviar pauta

Leia também em Cidade

Ver tudo de Cidade →

© 2009 Portal Piri - Todos os direitos reservados - PIRI COMUNICACAO E MARKETING LTDA CNPJ: 59.889.263/0001-46