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31 de julho de 2026

José Adriano morre durante a Festa do Morro em Pirenópolis

José Adriano, Imperador do Divino em 2026, morreu nesta sexta-feira durante a Festa do Morro, em Pirenópolis. Acidente ocorreu nos Pireneus.
Junior Vilela
Junior Vilela

31 de julho de 2026 às 13:06

José Adriano morre durante a Festa do Morro em Pirenópolis

PirenópolisJosé Adriano, Imperador da Festa do Divino Espírito Santo de 2026, morreu nesta sexta-feira (31), durante a realização da Festa do Morro, no Morro dos Pireneus, em Pirenópolis.

José Adriano estava na região acompanhado de familiares quando sofreu um acidente. O Corpo de Bombeiros foi acionado para atender a ocorrência e realizou uma operação de resgate no local, com apoio aéreo.

A morte acontece durante a centésima Romaria em Louvor à Santíssima Trindade dos Pireneus, uma edição histórica da Festa do Morro, que reúne romeiros e famílias no alto da serra.

As circunstâncias do acidente ainda não foram esclarecidas em detalhes.

A notícia provocou comoção entre familiares, amigos, moradores de Pirenópolis e romeiros que estão nos Pireneus para participar da programação religiosa.

José Adriano era o Imperador do Divino em 2026

A morte de José Adriano ocorre poucas semanas depois de ele ter encerrado oficialmente seu ciclo como Imperador da Festa do Divino Espírito Santo de 2026.

A tradição da Festa do Divino ocupa lugar central na vida religiosa e cultural de Pirenópolis. José Adriano recebeu a coroa e o cetro do Divino em junho de 2025, tornando-se responsável pela condução da edição de 2026.

Durante a festa deste ano, ele esteve à frente de momentos tradicionais da programação, incluindo cortejos, celebrações religiosas e as atividades relacionadas ao ciclo do Divino.

Em maio, por exemplo, a programação oficial incluiu o cortejo imperial com saída da casa do Imperador José Adriano.

No início de junho, José Adriano participou da passagem da coroa, cerimônia que marcou a entrega das insígnias do Divino ao novo Imperador, Thales José Jayme, escolhido para conduzir a festa de 2027.

A trajetória de José Adriano como Imperador, portanto, esteve diretamente ligada a um dos períodos mais importantes do calendário tradicional de Pirenópolis.

Sua morte acontece agora em outro momento de forte significado para a cidade.

Uma perda durante duas tradições religiosas

O ano de 2026 aproximou José Adriano de duas importantes manifestações religiosas de Pirenópolis.

De um lado, a Festa do Divino Espírito Santo, tradição que reúne manifestações religiosas, culturais e populares e que mobiliza famílias inteiras durante semanas.

De outro, a Festa do Morro, celebrada no alto dos Pireneus em louvor à Santíssima Trindade.

A Festa do Morro teve origem em 1927, quando Christovam José de Oliveira e sua família iniciaram a celebração religiosa nos picos dos Pireneus. Desde então, a tradição foi mantida por gerações e passou a reunir romeiros de diferentes famílias de Pirenópolis.

Em 2026, a celebração chega à sua centésima edição.

É nesse contexto que ocorre a morte de José Adriano.

Festa do Morro completa 100 anos

A Festa do Morro é uma das manifestações religiosas tradicionais mais ligadas à relação de Pirenópolis com a Serra dos Pireneus.

A celebração acontece no período da lua cheia de julho e tem como centro a devoção à Santíssima Trindade dos Pireneus.

Ao longo das décadas, a festa passou a reunir não apenas moradores de Pirenópolis, mas também famílias e romeiros que retornam à serra todos os anos para participar das celebrações.

A programação inclui missas, tríduos, novenas, rezas, cantorias e a tradicional romaria. Muitos participantes permanecem acampados na região durante os dias da festa, mantendo uma experiência comunitária que faz parte da tradição.

A edição de 2026 começou nesta quinta-feira (30) e segue até domingo (2), no Pico dos Pireneus, dentro do Parque Estadual da Serra dos Pireneus.

A centésima edição representa um marco para a história da celebração.

Uma tradição iniciada em 1927

A origem da Festa do Morro remonta a 1927.

Naquele ano, Christovam José de Oliveira e seus familiares deram início à celebração em louvor à Santíssima Trindade nos picos dos Pireneus.

A região possui três picos principais, tradicionalmente associados ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. A própria Serra dos Pireneus está ligada à formação histórica e cultural de Pirenópolis, município que recebeu seu nome em referência à serra.

Dois anos depois, em 1929, uma imagem foi instalada no alto do pico, em uma pequena capela de madeira. Em 1930, o santuário foi consagrado pelo bispo Dom Emmanuel Gomes de Oliveira.

A partir daí, a celebração cresceu e passou a integrar o calendário tradicional de Pirenópolis.

A presença das famílias é um dos elementos que ajudaram a manter a Festa do Morro ao longo de quase um século.

Por isso, a morte de José Adriano durante a edição centenária atinge uma comunidade que possui relações construídas ao longo de décadas.

Acidente mobiliza equipes de resgate

José Adriano estava nos Pireneus nesta sexta-feira (31), acompanhado de familiares, quando sofreu o acidente.

O Corpo de Bombeiros foi mobilizado para realizar o atendimento e o resgate na região. A operação contou com apoio aéreo diante das características do local.

A área dos Pireneus possui relevo acidentado e está inserida no Parque Estadual da Serra dos Pireneus, unidade de conservação que abriga uma das principais referências naturais de Pirenópolis.

As informações disponíveis até o momento não esclarecem em detalhes como o acidente aconteceu.

O Portal Piri acompanha a ocorrência e poderá atualizar esta reportagem caso novas informações oficiais sejam divulgadas pelas autoridades responsáveis pelo atendimento.

Comoção entre familiares, amigos e romeiros

A notícia da morte de José Adriano repercutiu entre pessoas que estavam nos Pireneus para participar da Festa do Morro. Familiares e amigos receberam a notícia durante uma celebração que, até então, era marcada pela comemoração dos 100 anos da Romaria.

José Adriano estava ligado diretamente às tradições religiosas da cidade. Como Imperador do Divino em 2026, teve seu nome associado durante todo o ano a uma das principais festas de Pirenópolis. Agora, sua morte passa a integrar também a memória da centésima Festa do Morro.

A relação familiar com a celebração também está presente neste episódio. José Adriano era primo de Duília de Oliveira, festeira responsável pela edição centenária da Festa do Morro.

Duília pertence a uma família historicamente ligada à festa. Ela é neta de Christovam José de Oliveira, nome relacionado à origem da tradição em 1927.

Neste momento, entretanto, o principal acontecimento é a perda de José Adriano.

A família, os amigos e as pessoas que estavam próximas a ele enfrentam uma perda inesperada durante uma celebração que reunia diferentes gerações nos Pireneus.

Pirenópolis recebe a notícia em meio à celebração

A Festa do Morro costuma ser um período de encontro para os pirenopolinos.

Famílias que mantêm a tradição há décadas retornam à serra. Romeiros participam das celebrações religiosas, permanecem no local e compartilham momentos de convivência.

A característica comunitária da festa ajuda a explicar a dimensão da comoção provocada pela morte de José Adriano.

Ele não estava em um evento distante de sua realidade. Estava em uma das celebrações que fazem parte do calendário religioso e cultural de Pirenópolis.

Ao mesmo tempo, a morte ocorre poucas semanas depois do encerramento de seu ciclo como Imperador do Divino de 2026.

A cidade, portanto, recebe a notícia em um momento no qual as duas tradições ainda estão muito presentes na memória da comunidade.

A Festa do Divino terminou seu ciclo oficial com a passagem da coroa em junho, enquanto a Festa do Morro reúne agora os romeiros para celebrar seu centenário.

A morte de José Adriano interrompe esse ambiente de celebração e deixa familiares, amigos e participantes da romaria consternados.

José Adriano passa a fazer parte da memória das festas de Pirenópolis

As festas tradicionais de Pirenópolis são construídas por pessoas.

São famílias que assumem responsabilidades, moradores que participam das celebrações, músicos, foliões, cavaleiros, festeiros, mordomos, romeiros e devotos que, ano após ano, ajudam a manter os rituais.

Por isso, os nomes das pessoas acabam se tornando parte da própria memória das festas.

José Adriano, que em 2026 ocupou o posto de Imperador do Divino, agora deixa sua marca também em um ano histórico para a Festa do Morro.

A centésima Romaria dos Pireneus continuará sendo lembrada como um marco de 100 anos de tradição.

Mas a edição de 2026 também ficará marcada pela morte de José Adriano durante a programação.

Para os familiares e amigos, a celebração ganhou uma dimensão inesperada de despedida.

Neste momento, a prioridade é respeitar a família e aguardar a divulgação das informações oficiais sobre o acidente.

O Portal Piri se solidariza com os familiares, amigos e todas as pessoas que conviviam com José Adriano neste momento de dor.

José Adriano morreu nesta sexta-feira (31), durante a Festa do Morro, em Pirenópolis.

A reportagem será atualizada conforme novas informações oficiais forem divulgadas.

Leia também: Passagem da Coroa movimenta Pirenópolis com José Adriano

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