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4 de fevereiro de 2026

Padre que Bolsonaro quer ver na prisão atua em Pirenópolis

Padre que atua em Pirenópolis ganha destaque nacional após ser citado em pedido da defesa de Bolsonaro.
Jordão Vilela
Jordão Vilela

29 de janeiro de 2026 às 12:28

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O nome do padre Paulo Marcelo Jordão da Silva, que atua em Pirenópolis, passou a circular nacionalmente após reportagem publicada pelo jornal Metrópoles. O sacerdote foi citado em um pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que solicitou autorização para receber aconselhamento religioso durante eventual prisão no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha.

Embora esteja oficialmente vinculado à Diocese de Anápolis, o padre exerce suas atividades pastorais em Pirenópolis, na Paróquia Nossa Senhora do Rosário, localizada na Igreja Matriz da cidade histórica. A igreja é dedicada à padroeira do município, cuja devoção remonta a 1727, quando a imagem de Nossa Senhora do Rosário chegou à antiga Meia Ponte.

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o padre exerce suas atividades pastorais em Pirenópolis

Atuação em Pirenópolis e perfil multifacetado

Nas redes sociais, o padre Paulo Marcelo se apresenta como arquiteto e urbanista, além de filósofo e teólogo. O perfil pessoal revela um interesse que vai além da vida religiosa tradicional, com reflexões sobre fé, estética, cidade e espiritualidade.

Uma das referências mais recorrentes em suas publicações é o escritor russo Fiódor Dostoiévski, autor de obras clássicas como Os Irmãos Karamázov e Crime e Castigo. Em uma das frases compartilhadas, o padre cita: “A beleza salvará o mundo”, pensamento associado à visão cristã profunda e existencial do autor.

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Obras de Dostoiévski, autor que o padre Paulo Marcelo é fã

Pedido da defesa de Bolsonaro

Segundo a reportagem do Metrópoles, a defesa de Jair Bolsonaro solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que o padre Paulo Marcelo pudesse integrar o grupo de religiosos autorizados a realizar visitas de aconselhamento espiritual. O pedido inclui ainda líderes evangélicos, como o bispo Rodovalho e o pastor Thiago Manzoni.

O caso gerou repercussão nacional por envolver um sacerdote com atuação direta em Pirenópolis, cidade conhecida por seu patrimônio histórico, cultural e religioso.

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Embora atue em Pirenópolis, o padre faz parte da Diocese de Anápolis

Outras iniciativas religiosas

Em 2020, o padre também esteve à frente de uma vaquinha virtual criada para arrecadar recursos destinados à construção da Capela Nossa Senhora Rosa Mística, em Anápolis. A campanha buscava reunir R$ 150 mil para a primeira etapa da obra, mas, até o momento, arrecadou cerca de R$ 1 mil.

A atuação do sacerdote, que transita entre a arquitetura, a teologia e a filosofia, reforça o perfil plural que marca parte do clero contemporâneo e ajuda a explicar o interesse despertado por sua figura no debate público recente.

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