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14 de junho de 2026

PM foi preso suspeito de agredir motorista em Pirenópolis

PM foi preso suspeito de participar das agressões contra um motorista por aplicativo na madrugada do último domingo, dia 5 de abril.
Jordão Vilela
Jordão Vilela

08 de abril de 2026 às 10:58

PM foi preso suspeito de agredir motorista em Pirenópolis

Um caso de violência registrado na saída de um festival de música eletrônica em Pirenópolis ganhou grande repercussão nesta semana.

Um PM foi preso suspeito de participar das agressões contra um motorista por aplicativo na madrugada do último domingo, dia 5 de abril, após o encerramento do segundo dia de evento realizado na Pedreira Usina Velha.

Segundo as investigações iniciais, o motorista precisou levar 14 pontos na cabeça após ser atingido durante a confusão.

A vítima foi identificada como Gabriel Vieira de Moraes.

De acordo com relatos, outro motorista também teria sido agredido no rosto durante o tumulto.

O caso foi filmado por testemunhas e as imagens começaram a circular nas redes sociais, gerando forte repercussão.

PM foi preso e caso segue sendo investigado

O policial militar identificado como Hudson Henrique de Oliveira foi preso, mas acabou sendo liberado após pagamento de fiança.

Segundo a Polícia Civil, outras pessoas também participaram das agressões, mas ainda não foram identificadas.

As investigações continuam para esclarecer exatamente como a confusão começou e quem são todos os envolvidos.

Segundo o delegado Tibério Martins Cardoso, responsável pelo caso, o policial afirmou em depoimento que teria agredido o motorista porque o veículo estava atrapalhando o trânsito na rodovia.

“Ele alega que o veículo do motorista de aplicativo estava impedindo o trânsito na rodovia. E aí ele teria ido lá e começou a confusão porque ele queria que o cara tirasse o veículo”, afirmou o delegado.

Já a vítima apresenta uma versão completamente diferente.

Em entrevista à TV Anhanguera, Gabriel contou que foi surpreendido pelas agressões e que não entendeu o motivo do ataque.

“Simplesmente só chegaram dando coronhada. Simplesmente não falaram nada por que eu tava apanhando, o que eu estava fazendo. Eu perguntei para eles ‘o que eu estou fazendo?’. Nada. Simplesmente me agrediram, sem motivo algum”, relatou.

Polícia investiga denúncia de agressão a motoristas por aplicativo em festa de Pirenópolis
Polícia investiga denúncia de agressão a motoristas por aplicativo em festa de Pirenópolis. Imagem: TV Anhanguera

Motorista diz que suspeitos apontaram arma

Segundo Gabriel, além das agressões físicas, os homens envolvidos também apontaram uma arma para ele e para outro motorista.

Ele contou que viu um colega sendo ameaçado dentro de um carro e que, quando tentou se aproximar, também passou a ser alvo.

“Quando eu fui em direção ao meu carro, esses rapazes estavam dentro do carro de um amigo meu, com arma apontada para ele. Quando eles me viram, já apontaram arma para mim. E quando eu fui entrar no meu carro, já começaram as agressões”, afirmou.

As imagens gravadas por testemunhas mostram o motorista sendo cercado por vários homens e recebendo socos e golpes enquanto tenta se proteger.

Em um dos vídeos, é possível ver a vítima já ferida e sangrando dentro do carro.

Polícia Militar abriu procedimento disciplinar

Após a repercussão do caso, a Polícia Militar de Goiás informou, por meio de nota, que o policial não estava em serviço no momento da ocorrência.

A corporação também afirmou que irá instaurar procedimentos administrativos para apurar a conduta do militar na esfera disciplinar.

Segundo a PM, os envolvidos foram atendidos em unidade de saúde e depois levados para a delegacia.

“A Polícia Militar do Estado de Goiás informa que tomou conhecimento de ocorrência envolvendo policial militar, no município de Pirenópolis. O militar não se encontrava em serviço, tratando-se de fatos alheios à atividade policial”, informou a corporação.

A PM também destacou que o caso segue sob investigação da Polícia Civil.

Caso gera debate sobre segurança e excesso de violência

O episódio também levantou discussões sobre segurança em grandes eventos, atuação de seguranças particulares e excesso de violência.

Isso porque, segundo testemunhas, havia outros homens junto com o policial no momento da agressão.

Em uma das versões apresentadas, o grupo seria formado por seguranças ligados ao evento.

Até o momento, os organizadores do festival não se manifestaram oficialmente sobre o caso.

A expectativa é de que as imagens gravadas por testemunhas, além dos depoimentos das vítimas e dos envolvidos, ajudem a esclarecer o que realmente aconteceu.

Enquanto isso, o caso segue repercutindo em Pirenópolis e em todo o estado de Goiás.

A prisão do policial, ainda que seguida de soltura após pagamento de fiança, aumentou ainda mais a atenção em torno do episódio.

Agora, além da investigação criminal conduzida pela Polícia Civil, o policial também deverá responder administrativamente dentro da corporação.

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