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24 de junho de 2026

Daniel Vilela lidera corrida pelo Governo de Goiás

Pesquisas apontam vantagem do governador em cenários espontâneo e estimulado
Junior Vilela
Junior Vilela

07 de abril de 2026 às 15:19

Daniel Vilela lidera corrida pelo Governo de Goiás em 2026

Daniel Vilela lidera com folga e se isola na corrida pelo governo

O atual governador de Goiás, Daniel Vilela (MDB), lidera as intenções de voto para o governo estadual nas eleições de 2026, segundo levantamento do instituto Paraná Pesquisas divulgado nesta terça-feira, 7.

Vilela assumiu o comando do Estado no fim de março, após a saída de Ronaldo Caiado (PSD), que deixou o cargo para disputar a Presidência da República.

De acordo com a pesquisa, o governador aparece na primeira colocação em todos os cenários simulados. Em dois deles, o ex-governador Marconi Perillo (PSDB) ocupa a segunda posição, com uma diferença próxima de 20 pontos percentuais.

Em uma das simulações, que inclui o senador Wilder Morais (PL), os números indicam possibilidade de vitória ainda no primeiro turno. Também foram citados como possíveis candidatos a deputada federal Adriana Accorsi (PT), o ex-deputado estadual Luís Cesar Bueno (PT) e o vereador por Goiânia Telêmaco Brandão (Novo).

Cenário 1

No primeiro cenário apresentado, Daniel Vilela lidera com 43,4% das intenções de voto. Marconi Perillo aparece em seguida, com 24,4%.

Confira os números:

  • Daniel Vilela (MDB): 43,4%
  • Marconi Perillo (PSDB): 24,4%
  • Wilder Morais (PL): 11,5%
  • Adriana Accorsi (PT): 9,2%
  • Telêmaco Brandão (Novo): 0,3%
  • Nenhum/branco/nulo: 6,3%
  • Não sabe/não opinou: 5%

Cenário 2

Na segunda simulação, sem a presença de Marconi Perillo, Vilela amplia sua vantagem e ultrapassa a marca dos 50%.

  • Daniel Vilela (MDB): 54%
  • Wilder Morais (PL): 15,9%
  • Adriana Accorsi (PT): 14,3%
  • Telêmaco Brandão (Novo): 0,7%
  • Nenhum/branco/nulo: 8,8%
  • Não sabe/não opinou: 6,4%

Cenário 3

No terceiro cenário, com nova composição de candidatos, Vilela segue na liderança, novamente com Marconi Perillo em segundo lugar.

  • Daniel Vilela (MDB): 46,6%
  • Marconi Perillo (PSDB): 26,9%
  • Wilder Morais (PL): 11,6%
  • Luís Cesar Bueno (PT): 1,9%
  • Nenhum/branco/nulo: 7,4%
  • Não sabe/não opinou: 5,5%
Disputa para o Senado também foi avaliada
Foto: Reprodução

Disputa para o Senado também foi avaliada

A pesquisa também analisou o cenário para o Senado Federal. Em 2026, cada estado elegerá dois senadores, o que amplia a competitividade na disputa.

Em Goiás, os nomes mais bem posicionados no levantamento são Gracinha Caiado (União Brasil), Vanderlan Cardoso (PSD), Gustavo Gayer (PL) e Zacarias Calil (MDB).

Veja os percentuais:

  • Gracinha Caiado (União Brasil): 39,1%
  • Vanderlan Cardoso (PSD): 28,5%
  • Gustavo Gayer (PL): 27,5%
  • Zacarias Calil (MDB): 22,4%
  • Alexandre Baldy (PP): 11,8%
  • Amauri Ribeiro (PL): 6,3%
  • Luís Cesar Bueno (PT): 4,3%
  • Oséias Varão (PL): 2,1%
  • Iure Castro (Cidadania): 1,9%
  • Nenhum/branco/nulo: 9,5%
  • Não sabe/não opinou: 7,6%
Avaliação da gestão de Ronaldo Caiado
Foto: Reprodução

Avaliação da gestão de Ronaldo Caiado

O levantamento também mediu a percepção dos eleitores sobre a administração de Ronaldo Caiado à frente do governo estadual.

Segundo os dados, 74,5% avaliam a gestão como positiva, sendo 35% que consideram o governo ótimo e 39,5% bom. Outros 16,4% classificam como regular.

Já a avaliação negativa, que inclui os que consideram a gestão ruim ou péssima, soma 7,9%.

Em relação à aprovação geral, Caiado registra 84,7% de aprovação, enquanto 13,2% afirmam desaprovar sua administração.

Metodologia da pesquisa

O levantamento foi realizado entre os dias 1º e 3 de abril, com 1.310 eleitores distribuídos em 60 municípios goianos. O grau de confiança é de 95%, com margem de erro estimada em 2,8 pontos percentuais.

A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número GO-9885/2026, contemplando os cargos de governador e senador.

Leitura do cenário

Os números mostram um padrão claro: Daniel Vilela larga na frente e sustenta a liderança em qualquer combinação testada. Isso não é apenas um dado estatístico, é um sinal político.

Quem lidera em múltiplos cenários não está apenas bem posicionado, está ocupando espaço na cabeça do eleitor.

Ao mesmo tempo, o volume de votos distribuído entre outros candidatos indica que ainda existe disputa, principalmente pelo segundo lugar e por uma eventual polarização mais definida.

Outro ponto relevante é o índice de indecisos e votos não válidos, que segue presente em todos os cenários. Esse grupo funciona como um “estoque eleitoral” aberto, capaz de alterar o rumo da disputa conforme a campanha evolui.

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