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11 de junho de 2026

Equatorial Goiás tem 2º pior desempenho do país, diz ANEEL

Equatorial Goiás tem 2º pior desempenho do país segundo ANEEL. Dados mostram impacto no turismo, economia e moradores em cidades como Pirenópolis.
Junior Vilela
Junior Vilela

17 de abril de 2026 às 14:59

Equatorial Goiás tem 2º pior desempenho do país, diz ANEEL

A Equatorial Goiás aparece entre as piores distribuidoras de energia elétrica do Brasil, segundo dados divulgados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). O levantamento mostra que a concessionária ficou com o segundo pior desempenho entre as distribuidoras de grande porte do país, reforçando um cenário que tem gerado preocupação entre moradores, empresários e o setor turístico em todo o estado.

De acordo com o ranking, a população de Goiás ficou, em média, 12,66 horas sem energia ao longo de 2025. Apesar de uma melhora em relação a 2024, quando o tempo médio foi de 15,9 horas, o índice ainda está acima da média nacional, que foi de 9,3 horas.

Os dados indicam que, mesmo com investimentos anunciados pela concessionária, a Equatorial Goiás continua entre as empresas com pior desempenho no fornecimento de energia elétrica no Brasil. O cenário tem gerado impactos diretos na rotina da população e no desenvolvimento econômico do estado.

Equatorial Goiás e impacto na economia e no turismo

O desempenho da Equatorial Goiás não afeta apenas o cotidiano dos moradores. A instabilidade no fornecimento de energia também impacta diretamente a economia e o turismo, especialmente em cidades com forte vocação turística, como Pirenópolis.

O turismo depende de infraestrutura confiável. Pousadas, hotéis, restaurantes e estabelecimentos comerciais precisam de energia elétrica constante para funcionar adequadamente. Quedas frequentes podem causar cancelamentos, perda de alimentos, falhas em equipamentos e dificuldades operacionais.

Em cidades turísticas, a experiência do visitante é fundamental. Interrupções de energia podem comprometer a estadia, afetar avaliações e prejudicar a reputação do destino. Em um mercado competitivo, a infraestrutura é um fator decisivo para a escolha do turista.

Além disso, o comércio local também sofre impactos. Pequenos empreendedores, que muitas vezes não possuem geradores ou estruturas alternativas, acabam sendo os mais prejudicados pelas interrupções no fornecimento de energia.

Outro ponto importante é o crescimento do turismo digital. Hoje, visitantes dependem de internet, sistemas de pagamento eletrônico e aplicativos. Sem energia, essas atividades ficam comprometidas, causando transtornos para moradores e turistas.

Investimentos anunciados e histórico da concessionária

A Equatorial Goiás informou que tem realizado investimentos para melhorar o fornecimento de energia no estado. Segundo a empresa, foram investidos aproximadamente R$ 6,8 bilhões desde 2023, com foco na expansão e modernização da rede elétrica.

Entre as ações divulgadas pela concessionária estão:

  • Construção de novas subestações
  • Ampliação da rede elétrica
  • Substituição de estruturas antigas
  • Modernização de equipamentos
  • Manutenção preventiva da rede

Apesar dos investimentos, o histórico recente da empresa mostra dificuldades na melhoria dos indicadores. Em 2023, a Equatorial Goiás ficou em último lugar no ranking nacional. Em 2024, subiu para a penúltima posição. Em 2025, mesmo com melhora, permanece com o segundo pior desempenho entre as distribuidoras avaliadas.

A avaliação da ANEEL considera critérios como tempo médio de interrupção, frequência das quedas de energia e qualidade do atendimento. Esses indicadores são utilizados para medir a eficiência das distribuidoras em todo o país.

Equatorial Goiás e reflexos em Pirenópolis

Em cidades como Pirenópolis, a situação ganha ainda mais relevância. O município recebe visitantes durante todo o ano, especialmente em feriados prolongados, eventos culturais e temporadas de férias.

A energia elétrica é essencial para o funcionamento do setor turístico. Hotéis e pousadas dependem de sistemas eletrônicos para reservas, iluminação, climatização e segurança. Restaurantes precisam manter alimentos refrigerados e operar equipamentos de cozinha.

Eventos culturais e festivais também podem ser impactados pela instabilidade no fornecimento de energia. Pirenópolis possui um calendário ativo de atividades culturais, que movimentam a economia local e atraem visitantes de diversas regiões.

Além disso, moradores relatam prejuízos recorrentes com aparelhos danificados, perda de alimentos e dificuldades no dia a dia. Em períodos de chuva, as interrupções tendem a aumentar, gerando ainda mais preocupação.

A infraestrutura energética também influencia a decisão de novos investimentos. Empreendedores avaliam a estabilidade da rede elétrica antes de abrir novos negócios. Problemas recorrentes podem dificultar o crescimento econômico local.

Outro fator relevante é o aumento da demanda energética. O crescimento do turismo, do comércio e da população exige expansão da rede elétrica e planejamento de longo prazo.

Mesmo com os investimentos anunciados, o cenário ainda exige melhorias significativas para garantir estabilidade no fornecimento de energia em Goiás.

A Equatorial Goiás permanece sob atenção da população, que acompanha a evolução dos indicadores e espera melhorias no serviço prestado. A qualidade da infraestrutura energética é considerada fundamental para o desenvolvimento econômico e turístico do estado.

A expectativa é que os investimentos realizados tragam resultados progressivos nos próximos anos. Enquanto isso, moradores, empresários e o setor turístico seguem atentos ao desempenho da concessionária.

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