A Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) registrou um salto de quase R$ 11 milhões na folha de pagamento em apenas seis meses de 2025. Segundo dados revelados pelo jornal O Popular, os gastos passaram de R$ 28,9 milhões em janeiro para R$ 39,9 milhões em junho.
Crescimento dos cargos comissionados em ano pré-eleitoral
O aumento acompanha a expansão de cargos comissionados, um movimento que se intensifica em anos pré-eleitorais. Em fevereiro, a Casa criou 170 novos postos, elevando o total para 5.450. No mesmo mês, o número de servidores ativos atingiu o recorde de 5.372 nomeações.
Novos benefícios e impacto no orçamento
Além das nomeações, a folha foi pressionada pela concessão de novos benefícios. Entre eles, o auxílio-representação de R$ 11,5 mil para deputados e o auxílio-transporte de R$ 3 mil para chefes de gabinete.
Mesmo com a demissão de 337 estagiários em dezembro de 2024 e reduções em contratos de apoio, os gastos cresceram, mostrando que o peso orçamentário se deslocou para funções de maior remuneração.
Presidência da Casa apresenta justificativas

O presidente da Alego, Bruno Peixoto (União Brasil), atribuiu o aumento a fatores técnicos, como o pagamento da primeira parcela do 13º salário, férias, quinquênios e progressão dos servidores efetivos. Ele também afirmou que os comissionados não recebem reajuste inflacionário nem horas extras, o que ajudaria a conter despesas.
Padrão que se repete
Apesar das justificativas, os dados seguem o mesmo padrão de 2024: cortes concentrados no fim do ano e novas nomeações logo no início do exercício seguinte. Essa dinâmica levanta críticas sobre o uso da máquina pública em momentos estratégicos, especialmente em ano pré-eleitoral.




