Na noite de 27 de agosto, a Lua cheia em Pirenópolis apareceu entre as nuvens e sobre o casario histórico da Rua Direita, em um registro feito poucas horas antes de um dos principais fenômenos astronômicos do mês.
A fotografia mostra a rua de pedra iluminada pelos postes e, acima das construções históricas, um céu marcado por nuvens que refletiam a luz lunar.
O momento ganhou um significado especial porque aquela era a noite do eclipse lunar parcial que seria observado em diferentes regiões do Brasil.
Em Pirenópolis, a Lua nasceu por volta das 17h51 no dia 27 e alcançou a fase cheia às 1h19 da madrugada do dia 28, praticamente no mesmo período em que o eclipse atingiria seu ponto máximo.
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Lua cheia em Pirenópolis encontrou uma noite de fenômeno astronômico
Embora a fotografia tenha sido feita antes do auge do eclipse, o céu já reunia as condições que tornaram aquela noite diferente.
O eclipse lunar começou com a fase penumbral às 22h24 de 27 de agosto. A etapa parcial, mais perceptível, começou às 23h34, quando a sombra mais escura da Terra passou a cobrir parte do disco lunar. O máximo ocorreu às 1h13 de 28 de agosto, quando aproximadamente 96,2% da Lua ficou obscurecida.
O fenômeno foi classificado como eclipse lunar parcial, apesar de visualmente se aproximar de um eclipse total. Isso aconteceu porque uma pequena parte da Lua permaneceu fora da umbra, a região mais escura da sombra projetada pela Terra.
Em Goiás, o eclipse também foi visível. Os dados astronômicos para o estado indicam início da fase parcial pouco depois da meia-noite, com o fenômeno seguindo pela madrugada.
Assim, a cena da Lua cheia em Pirenópolis registrada na Rua Direita aconteceu justamente na noite que antecedeu a transformação mais evidente da Lua durante o eclipse.
A Rua Direita sob a luz da Lua
Na fotografia, a Lua cheia em Pirenópolis não aparece isolada. Ela divide a cena com outro elemento que ajuda a identificar imediatamente a cidade: o conjunto arquitetônico do Centro Histórico.
O calçamento de pedra ocupa praticamente toda a perspectiva da rua, enquanto as fachadas históricas, as árvores e os postes de iluminação conduzem o olhar para o fundo da imagem.
Durante o dia, a Rua Direita é marcada pela circulação de moradores e visitantes. À noite, a iluminação pública muda a percepção das mesmas construções, criando uma paisagem diferente daquela observada durante o período de sol.
O registro também mostra como o céu pode se tornar parte importante da paisagem urbana de Pirenópolis.
As nuvens aparecem iluminadas pela Lua, formando diferentes camadas sobre os telhados e árvores. A iluminação das fachadas e da rua, por sua vez, mantém visíveis os elementos arquitetônicos mesmo depois do anoitecer.
A relação entre o céu e o patrimônio ganha ainda mais interesse em uma cidade conhecida pela preservação de seu conjunto histórico. O Centro Histórico de Pirenópolis é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), reunindo construções e espaços urbanos associados à formação histórica do município.
Naquela noite, porém, a atenção também estava voltada para cima.
A Lua cheia em Pirenópolis chegava ao seu momento máximo justamente quando a sombra da Terra avançava sobre seu disco. Algumas horas antes, a Rua Direita registrava uma paisagem mais tranquila: o casario iluminado, o calçamento de pedra e um céu carregado de nuvens sob a luz lunar.
Era o começo de uma noite que ainda teria outro espetáculo no céu.
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