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5 de setembro de 2026

Prefeito de Pirenópolis fica fora do IA Contra o Crime


Prefeito de Pirenópolis fica fora do IA Contra o Crime e afirma que o município já possui sistema próprio de monitoramento.
Junior Vilela
Junior Vilela

04 de setembro de 2026 às 13:46

Prefeito de Pirenópolis fica fora do IA Contra o Crime


O prefeito de Pirenópolis, Nivaldo Melo, é o único chefe do Executivo municipal entre as cidades procuradas que não aderiu ao programa IA Contra o Crime, iniciativa do Governo de Goiás que utiliza inteligência artificial, câmeras e integração de dados para auxiliar as forças de segurança no combate à criminalidade.

A informação ganhou destaque nesta sexta-feira (4), após reportagem publicada pelo jornal O Popular. Segundo a publicação, o prefeito justificou a decisão afirmando que o município já dispõe de um sistema próprio de monitoramento.

A posição coloca Pirenópolis em uma situação diferente de outros municípios goianos que vêm aderindo à iniciativa estadual de ampliação do videomonitoramento e do uso de inteligência artificial na segurança pública.

Prefeitura afirma que Pirenópolis já possui sistema próprio

De acordo com Nivaldo Melo, a decisão de não aderir ao programa estadual IA Contra o Crime, está relacionada à existência de uma estrutura própria de monitoramento no município.

A justificativa ocorre em um momento em que o Governo de Goiás busca ampliar a integração entre câmeras e diferentes bases de dados por meio do IA Contra o Crime. A proposta do programa é utilizar tecnologia para acelerar o acesso a informações e auxiliar as forças policiais durante investigações e ocorrências.

O sistema estadual IA Contra o Crime começou a operar em Goiás em janeiro de 2026. A plataforma IA Contra o Crime reúne recursos de inteligência artificial, videomonitoramento e integração de informações para apoiar o trabalho das forças de segurança.

Entre os recursos utilizados estão o cruzamento de dados, a identificação automática de placas de veículos e a geração de alertas em tempo real. A integração permite que informações de diferentes bases sejam analisadas para auxiliar na identificação de veículos, suspeitos e possíveis deslocamentos relacionados a ocorrências.

O modelo adotado pelo Governo de Goiás busca ampliar a capacidade de resposta das forças de segurança por meio da utilização de tecnologia.

Pirenópolis, entretanto, decidiu seguir outro caminho. Em vez de integrar sua estrutura municipal ao sistema estadual, a administração mantém o próprio sistema de monitoramento.

A decisão ocorre em um município que possui características particulares por ser um dos principais destinos turísticos de Goiás. Durante feriados, finais de semana, festas tradicionais, eventos culturais e períodos de alta temporada, a cidade registra aumento expressivo no fluxo de pessoas e veículos.

Nesse cenário, o videomonitoramento é uma das ferramentas utilizadas para auxiliar na segurança e no acompanhamento da movimentação urbana.

A justificativa apresentada pelo prefeito é que Pirenópolis já conta com uma estrutura própria e, por esse motivo, não aderiu à plataforma estadual.

IA Contra o Crime – Tecnologia já é utilizada em operações policiais

O IA Contra o Crime vem sendo utilizado pelas forças de segurança de Goiás em investigações e operações desde o início de 2026.

Segundo dados divulgados pelo Governo de Goiás, a plataforma já contribuiu para o esclarecimento de mais de 1,4 mil ocorrências nos primeiros cinco meses de funcionamento.

O sistema IA Contra o Crime estava integrado, nesse período, a 577 câmeras distribuídas em nove municípios. A plataforma também reúne informações de diferentes bases utilizadas pelas forças de segurança.

A tecnologia pode auxiliar na identificação de veículos, no acompanhamento de deslocamentos e na geração de alertas para as equipes policiais. O cruzamento das informações permite que dados sejam analisados de maneira integrada.

De acordo com os números divulgados pelo Estado, mais de 300 suspeitos de crimes violentos foram presos com apoio das câmeras integradas ao programa.

A ferramenta também foi apresentada pelo governo como instrumento de apoio à recuperação de veículos e ao esclarecimento de ocorrências policiais.

A expansão prevista para o programa é significativa. O Governo de Goiás anunciou a intenção de ampliar o sistema para outros 194 municípios, chegando a um total de 203 cidades integradas.

O planejamento também prevê a ampliação do número de câmeras para 5.012 equipamentos.

A expectativa oficial é que a expansão aumente a capacidade de utilização da tecnologia pelas forças de segurança e contribua para o esclarecimento de mais de 10 mil ocorrências até o final de 2026.

Mesmo com essa expansão, Pirenópolis decidiu não aderir ao programa e manter sua estrutura municipal de monitoramento.

IA Contra o Crime – Decisão também ocorre em meio a polêmica sobre o programa

A escolha de Pirenópolis ocorre enquanto o próprio IA Contra o Crime enfrenta questionamentos relacionados ao contrato utilizado para sua implantação e expansão em Goiás.

O contrato firmado pelo Governo de Goiás com a empresa responsável pela tecnologia foi alvo de questionamentos judiciais e chegou a ser suspenso por decisão da Justiça.

Entre os pontos discutidos estão os procedimentos adotados para a contratação da empresa e a utilização de mecanismos de contratação sem licitação.

A questão judicial envolve a expansão da plataforma para outros municípios e ocorre paralelamente ao processo de ampliação anunciado pelo Governo de Goiás.

Apesar dos questionamentos, o Estado mantém a defesa do uso da inteligência artificial como ferramenta de apoio à segurança pública e continua divulgando resultados relacionados à utilização do sistema.

A controvérsia acrescenta outro elemento ao debate sobre a adesão dos municípios ao programa estadual.

No caso de Pirenópolis, a decisão anunciada pelo prefeito tem como justificativa principal a existência de um sistema próprio de monitoramento. Assim, o município não passa a integrar a estrutura estadual do IA Contra o Crime.

A diferença entre as estratégias está principalmente na forma de utilização da tecnologia. O programa estadual pretende integrar câmeras, bases de dados e informações de diferentes localidades em uma plataforma comum. Pirenópolis optou por manter sua estrutura sob gestão municipal.

Pirenópolis mantém estratégia própria

Com a decisão, Pirenópolis segue utilizando seu próprio sistema de monitoramento como parte da estratégia municipal de segurança.

A escolha coloca o município em uma posição diferente daquela adotada pelas demais cidades procuradas pela reportagem que aderiram à iniciativa estadual.

Para Pirenópolis, a questão ganha relevância devido ao perfil turístico do município. A cidade recebe visitantes de diferentes regiões do país durante todo o ano e registra períodos de maior movimentação associados a feriados, eventos, festas tradicionais e atividades culturais.

O aumento da circulação de pessoas também amplia a demanda por estruturas capazes de acompanhar a movimentação nas áreas urbanas e nos acessos ao município.

Nesse contexto, a prefeitura considera sua estrutura própria de monitoramento como parte da estratégia local.

Ao mesmo tempo, o Governo de Goiás avança na ampliação do IA Contra o Crime, com previsão de integrar centenas de novas localidades e ampliar o número de câmeras conectadas ao sistema.

A expansão estadual deverá aumentar a presença da plataforma em diferentes regiões de Goiás e ampliar o volume de informações que poderá ser analisado de forma integrada pelas forças de segurança.

Pirenópolis, entretanto, permanece fora dessa rede estadual.

A decisão do município também abre espaço para a discussão sobre diferentes modelos de utilização da tecnologia na segurança pública. Enquanto o Estado aposta na integração de sistemas e bases de dados, a administração municipal mantém uma estrutura própria.

A escolha feita pelo prefeito não significa a retirada do videomonitoramento da estratégia de segurança de Pirenópolis. O município continuará utilizando os recursos que já possui para auxiliar no acompanhamento da cidade.

O que muda é a não adesão à plataforma estadual.

A decisão ganha destaque justamente porque ocorre em um momento de expansão do uso de inteligência artificial pelas forças de segurança de Goiás.

Com o avanço do programa estadual IA Contra o Crime e a ampliação prevista para novos municípios, a discussão sobre integração, tecnologia, investimentos e gestão dos sistemas de monitoramento deverá continuar presente entre as administrações municipais.

Em Pirenópolis, por enquanto, a posição é pela manutenção do sistema próprio.

O prefeito é o único, entre os municípios procurados na reportagem, que decidiu não aderir ao IA Contra o Crime, enquanto o Governo de Goiás amplia a plataforma para outras cidades do Estado.

Fonte: O Popular.

 

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