O caso envolvendo a corretora Daiane Alves Souza, de 43 anos, segue repercutindo e mobilizando atenção após novos detalhes divulgados pela Polícia Civil. A investigação aponta que a corretora foi atacada no subsolo do prédio onde morava, em Caldas Novas, e o crime teria sido premeditado.
A divulgação de um vídeo recuperado do celular da vítima trouxe elementos importantes para a reconstrução da dinâmica do crime e reforçou a linha investigativa das autoridades.
O vídeo que mudou o rumo da investigação
As imagens recuperadas mostram o momento em que Daiane chega ao subsolo do condomínio para verificar uma queda de energia. Segundo a polícia, o síndico Cléber Rosa de Oliveira aparece aguardando no local, utilizando luvas, o que indica planejamento prévio.
A gravação foi considerada uma peça central para comprovar que a corretora foi atacada em uma emboscada. O material foi encontrado após perícia no celular da vítima, localizado semanas depois do desaparecimento.

Corretora foi atacada: o que diz a perícia
De acordo com os peritos, Daiane foi morta com dois disparos na cabeça. A análise técnica indicou que os tiros não foram efetuados no subsolo, já que o barulho seria audível na portaria do prédio, o que não foi registrado por funcionários.
A arma identificada é uma pistola calibre .380, e a perícia encontrou evidências incompatíveis com a versão inicial apresentada pelo suspeito, reforçando a hipótese de execução planejada.
Linha do tempo do desaparecimento
Daiane desapareceu em 17 de dezembro de 2025 após descer ao subsolo do prédio para verificar o fornecimento de energia. Antes disso, enviou vídeos a uma amiga mostrando a situação do apartamento.
O corpo foi encontrado mais de 40 dias depois, em uma área de mata a cerca de 15 quilômetros da cidade. Durante esse período, a polícia realizou buscas, analisou câmeras de segurança e reuniu depoimentos.
A recuperação do celular e do vídeo final foi determinante para a conclusão da investigação.

Prisão e desdobramentos
O síndico foi preso e confessou o crime. Inicialmente, o filho dele também foi detido sob suspeita de ajudar na ocultação de provas, mas a polícia descartou sua participação direta no homicídio.
A defesa do suspeito informou que ainda aguarda acesso completo aos documentos da investigação antes de se manifestar oficialmente.
Histórico de conflitos
Segundo a polícia, havia um histórico de desentendimentos entre a vítima e o suspeito. Os atritos teriam começado após a administração de apartamentos da família de Daiane deixar de ser feita pelo síndico.
O conflito evoluiu para processos judiciais e denúncias de perseguição, incluindo alegações de monitoramento por câmeras do condomínio e constrangimentos.
Impacto e debate sobre segurança
O caso gerou forte repercussão e levantou discussões sobre segurança em condomínios, convivência entre moradores e mecanismos de prevenção de conflitos.
Especialistas apontam que situações de tensão prolongada podem escalar quando não há mediação adequada, destacando a importância de canais institucionais e gestão transparente.
Investigação concluída e próximos passos
Com a coleta de provas e a confissão do suspeito, a polícia considera o caso elucidado. O inquérito reúne laudos periciais, imagens e depoimentos que sustentam a acusação.
Agora, o processo segue para as etapas judiciais, que irão definir as responsabilidades e eventuais condenações.
Conclusão
O caso reforça como a combinação de tecnologia, perícia e investigação minuciosa pode ser decisiva para esclarecer crimes complexos. A recuperação do vídeo gravado pela própria vítima foi essencial para comprovar que a corretora foi atacada de forma planejada.
Além do impacto emocional para familiares e moradores, o episódio acende um alerta sobre a importância da mediação de conflitos e da atenção a sinais de tensão em ambientes coletivos.
A expectativa agora é que o andamento judicial traga respostas definitivas e justiça para o caso, que marcou profundamente a cidade e segue sendo acompanhado de perto pela população.
Assista ao vídeo que mostra o momento do ataque:
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