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29 de setembro de 2026

Financiamento do turismo: MTur abre seleção de consultoria

Financiamento do turismo é tema de consultoria selecionada pelo MTur e BID para diagnosticar a oferta e a demanda de crédito no setor. Inscrições vão até 5 de outubro de 2026.
Luciana de Pina
Luciana de Pina

29 de setembro de 2026 às 10:37

Financiamento do turismo: MTur abre seleção de consultoria

O financiamento do turismo está no centro de uma nova seleção aberta pelo Ministério do Turismo (MTur), em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). A iniciativa busca contratar uma consultoria especializada em mercado financeiro e instrumentos de fomento para elaborar um diagnóstico sobre a oferta e a demanda de crédito no setor turístico brasileiro. As organizações interessadas têm até 5 de outubro de 2026, às 17h, para enviar a manifestação de interesse.

A consultoria contratada terá duração estimada de seis meses. O trabalho deverá analisar as condições de acesso ao crédito e identificar possibilidades de aperfeiçoamento dos instrumentos financeiros disponíveis para o turismo.

A seleção financiamento do turismo ocorre por meio de um edital de Solicitação de Manifestação de Interesse (SMI). A participação é voltada a consultorias originárias de países-membros ou territórios do BID.

O que a seleção sobre financiamento do turismo pretende analisar

O diagnóstico previsto pelo Ministério do Turismo deverá observar dois lados do mercado: a oferta de crédito, representada pelas instituições e instrumentos financeiros disponíveis, e a demanda por crédito, relacionada às necessidades dos empreendimentos e demais agentes do setor.

A partir desse levantamento, a consultoria deverá propor soluções voltadas a um financiamento do turismo mais competitivo e sustentável. O trabalho também deverá considerar a resiliência climática, relacionando o acesso a recursos financeiros às condições necessárias para que atividades turísticas possam lidar com impactos associados às mudanças climáticas.

A contratação financiamento do turismo faz parte de um movimento mais amplo do Ministério do Turismo para discutir o acesso ao crédito. Em agosto de 2026, o órgão aprovou o Programa de Facilitação de Crédito e de Incentivo ao Turismo, previsto no Plano Nacional do Turismo 2024-2027. Entre os objetivos do programa estão ampliar e facilitar o acesso a crédito para empreendimentos turísticos privados e desenvolver instrumentos de financiamento com base em diagnósticos e evidências sobre os obstáculos enfrentados pelo setor.

Quem pode participar da seleção financiamento do turismo

A chamada é direcionada a organizações de consultoria. Entre os requisitos está a comprovação de experiência mínima de cinco anos em estudos, diagnósticos ou projetos relacionados a fomento econômico, instrumentos financeiros, políticas públicas e sustentabilidade.

Também é desejável experiência nos setores de turismo, crescimento regional ou finanças climáticas. O Ministério informa ainda que serão consideradas experiências em iniciativas internacionais e capacidade de análise técnica em inglês e espanhol.

As organizações interessadas podem se apresentar individualmente ou formar consórcios ou joint ventures, desde que seja formalmente definida uma entidade líder para representar o grupo nas comunicações do processo.

A capacidade técnica deverá ser demonstrada por meio de histórico institucional, equipe profissional qualificada e evidências de trabalhos semelhantes já realizados.

Crédito e financiamento do turismo no Brasil

O financiamento do turismo já conta com instrumentos específicos no âmbito federal. Um dos principais é o Novo Fundo Geral de Turismo (Fungetur), vinculado ao Ministério do Turismo.

O fundo tem como finalidade apoiar o financiamento de empreendimentos turísticos considerados de interesse para o desenvolvimento do turismo nacional. As operações são realizadas por meio de agentes financeiros credenciados.

Entre os itens que podem ser financiados pelo Novo Fungetur estão capital fixo, obras civis para implantação, ampliação, modernização e reforma de empreendimentos turísticos, máquinas e equipamentos e capital de giro.

A política também estabelece critérios relacionados ao Cadastur, o Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos do Ministério do Turismo. As regras atuais habilitam prestadores de serviços turísticos previstos na legislação e guias de turismo, desde que cumpram os requisitos de registro aplicáveis.

A análise para concessão do crédito é feita pelo agente financeiro responsável pela operação. Por isso, o acesso a uma linha de financiamento não significa aprovação automática: a instituição financeira realiza sua própria análise de risco e verifica as condições da operação.

Em agosto de 2026, o Ministério também atualizou regras do Novo Fungetur. Entre as alterações está a previsão de participação de prestadores de serviços turísticos e guias de turismo com registro regular no Cadastur nas operações de financiamento, conforme as condições estabelecidas na regulamentação.

O que isso representa para destinos turísticos como Pirenópolis

O debate sobre financiamento do turismo tem relação direta com destinos cuja economia possui forte presença de atividades turísticas.

Em Pirenópolis, o turismo está associado a uma estrutura que reúne patrimônio histórico, manifestações culturais, hospedagem, alimentação, experiências turísticas, atrativos naturais, guias, agências e atividades relacionadas ao artesanato.

A própria Prefeitura de Pirenópolis informa que a economia municipal tem no turismo uma de suas principais bases, ao lado do artesanato e da extração da pedra de Pirenópolis. O município também possui patrimônio histórico tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) desde 1988.

Esse conjunto de atividades envolve diferentes tipos de empreendimentos e serviços. Para negócios turísticos, o acesso a crédito pode estar relacionado a investimentos em estrutura física, equipamentos, modernização, capital de giro e melhoria dos serviços.

O Novo Fungetur, por exemplo, prevê justamente modalidades destinadas a obras, equipamentos e capital de giro para prestadores habilitados. A política de financiamento também contempla instrumentos voltados ao desenvolvimento da atividade turística.

Nesse contexto, o diagnóstico que será elaborado pela consultoria contratada pelo MTur e pelo BID deverá analisar as condições existentes no mercado de crédito para o turismo brasileiro. A proposta não é anunciar uma nova linha de crédito específica para Pirenópolis, mas produzir informações e propor soluções para o funcionamento do financiamento do setor em escala nacional.

A relação com destinos turísticos locais está, portanto, no próprio alcance da política. Municípios que dependem da atividade turística fazem parte do ambiente econômico em que empreendimentos privados buscam recursos para manter, ampliar ou modernizar suas operações.

Financiamento do turismo – Prazo e como participar

As manifestações de interesse devem ser encaminhadas exclusivamente de forma digital pelo Portal do Proponente do BID.

As organizações interessadas precisam criar uma conta completa na plataforma e incluir o Número de Parceiro Comercial (BP Number) no perfil. Os documentos exigidos devem ser enviados em formato PDF.

O prazo termina às 17h de 5 de outubro de 2026.

A seleção financiamento do turismo prevê contrato com duração estimada de seis meses. Ao final do processo, a consultoria escolhida será responsável pelo trabalho técnico de diagnóstico e pela proposição de soluções relacionadas ao financiamento do turismo.

O quê: seleção de consultoria especializada em mercado financeiro e instrumentos de fomento
Realização: Ministério do Turismo e Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID)
Objeto: diagnóstico da oferta e da demanda de crédito no turismo e proposição de soluções
Prazo: 5 de outubro de 2026, às 17h
Duração estimada do contrato: seis meses
Participação: Portal do Proponente do BID
Dúvidas: [email protected]

A seleção integra o debate sobre acesso a crédito e instrumentos de financiamento para o turismo brasileiro. O diagnóstico deverá reunir informações sobre as necessidades do setor e as condições existentes no mercado para orientar propostas de aperfeiçoamento dos mecanismos de fomento.

 

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