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3 de fevereiro de 2026

Justiça mantém prisão de suspeitos de golpes contra pousadas

Justiça mantém prisão de investigados por golpes contra pousadas em Pirenópolis com clonagem de sites e redes sociais.
Redação
Redação

22 de dezembro de 2025 às 09:00

Justiça mantém prisão de suspeitos de golpes contra pousadas - image 1

A Justiça do Distrito Federal manteve a prisão de dois suspeitos investigados por golpes contra pousadas em Pirenópolis, em Goiás. O grupo é acusado de clonar sites e redes sociais de pousadas para aplicar fraudes em turistas que buscavam hospedagem na cidade, um dos destinos turísticos mais visitados do estado, especialmente em períodos de alta temporada.

De acordo com as investigações, os criminosos reproduziam de forma fiel a identidade visual de pousadas reais de Pirenópolis, utilizando nomes comerciais, logotipos, fotografias, descrições institucionais e até comentários de hóspedes. Com esses materiais, criavam sites e perfis falsos em redes sociais, que eram utilizados para divulgar falsas ofertas de hospedagem e aplicar os golpes contra pousadas em Pirenópolis.

As vítimas realizavam contato acreditando se tratar de canais oficiais das pousadas e eram induzidas a efetuar pagamentos antecipados, principalmente por meio de Pix e transferências bancárias. Após a confirmação do pagamento, os turistas deixavam de receber retorno ou só percebiam o golpe ao chegar à cidade e descobrir que a reserva não existia.

Os suspeitos que tiveram a prisão mantida pela Justiça são Lucas Maia Morback de Araújo e Marcos Antônio Franco de Sousa, presos desde o dia 16 de dezembro de 2025. Além deles, outras quatro pessoas foram detidas durante a operação policial e continuam sendo investigadas por participação direta ou indireta no esquema de golpes digitais envolvendo pousadas.

Segundo a polícia, o grupo atuava de forma organizada, com divisão de funções e uso de estratégias de engenharia social para convencer as vítimas. Os golpes contra pousadas em Pirenópolis teriam movimentado aproximadamente R$ 13 milhões ao longo de cerca de dois anos, valor que chama a atenção das autoridades pelo volume e pela recorrência das fraudes.

As investigações também identificaram que os recursos obtidos ilegalmente passavam por processos de lavagem de dinheiro, incluindo transferências sucessivas entre contas bancárias de terceiros, conhecidas como “laranjas”. Há ainda indícios de que parte dos valores tenha sido enviada para casas de câmbio no Paraguai, o que ampliou o alcance da apuração e exigiu cooperação entre diferentes órgãos de segurança.

Outro ponto considerado pela Justiça para manter a prisão preventiva foi a suspeita de ligação do grupo com organização criminosa, o que representa maior risco à ordem pública. Para o Judiciário, a soltura dos investigados poderia facilitar a continuidade dos golpes contra pousadas em Pirenópolis, além de prejudicar a coleta de provas e o avanço das investigações.

O caso reacende o alerta para turistas e empresários do setor de hospedagem. Especialistas em segurança digital orientam que consumidores confirmem reservas diretamente com as pousadas por canais oficiais, desconfiem de preços muito abaixo do praticado no mercado e evitem realizar pagamentos antecipados sem verificação prévia.

Já os proprietários de pousadas são orientados a monitorar constantemente o uso de suas marcas, denunciar perfis falsos, registrar boletins de ocorrência e reforçar a comunicação com os clientes sobre os canais oficiais de atendimento. Medidas preventivas são consideradas fundamentais para reduzir novos golpes contra pousadas em Pirenópolis.

As investigações continuam em andamento e novas fases da operação não estão descartadas, assim como a possibilidade de novas prisões nos próximos dias.

Fonte: G1

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