Movimento promove debate sobre uso terapêutico e recreativo da Cannabis e propõe uma nova política de drogas
A Marcha da Maconha não se resume a uma manifestação. É um ato de resistência, cuidado e informação, que busca visibilidade para uma causa que atinge milhares de pessoas em todo o país. O foco principal do movimento é a defesa do uso medicinal da planta para tratamento de doenças como epilepsia, dores crônicas, ansiedade, Parkinson, câncer, entre outras.

Ao mesmo tempo, o movimento levanta a bandeira da descriminalização do uso recreativo, propondo uma nova política de drogas que reduza os danos, respeite os direitos individuais e combata a criminalização seletiva.
Semear a consciência, colher liberdade
Com o lema “Semear alegria, colher liberdade”, a Marcha em Pirenópolis é um convite ao diálogo aberto com a sociedade. O evento também é uma oportunidade de quebrar estigmas e desmistificar o uso da Cannabis, principalmente em um momento em que o debate avança no Congresso Nacional e em diversas cidades brasileiras.

A Marcha contará com intervenções artísticas, falas de representantes de coletivos, profissionais da saúde e depoimentos de pacientes que fazem uso medicinal da planta. A ideia é unir informação, cultura e mobilização social.
Um passo em direção à mudança
A proibição da Cannabis no Brasil vem sendo amplamente questionada por especialistas, juristas e profissionais da saúde. Ao passo que países como Alemanha, Uruguai, Estados Unidos e Canadá já regulamentaram o uso da planta, o Brasil ainda criminaliza condutas que, muitas vezes, envolvem tratamentos de saúde ou consumo responsável.
A Marcha da Maconha Piri 2025 quer deixar claro que a regulamentação não é incentivo, e sim justiça: é garantir acesso a tratamentos, segurança jurídica e liberdade de escolha.
