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3 de fevereiro de 2026

Desemprego atinge menor nível da série histórica em 2025

Desemprego no Brasil caiu para 5,1% em 2025, menor nível da série histórica, segundo o IBGE, com recorde de ocupação e aumento da renda.
Redação
Redação

30 de janeiro de 2026 às 12:52

Desemprego atinge menor nível da série histórica em 2025 - Desemprego atinge menor nivel da serie historica em 2025

Desemprego em 2025 atinge menor nível da série histórica, aponta IBGE

O desemprego em 2025 atingiu o menor nível da série histórica iniciada em 2012, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No trimestre encerrado em dezembro, a taxa de desocupação chegou a 5,1%, enquanto a média anual ficou em 5,6%, consolidando um dos melhores resultados já registrados no mercado de trabalho brasileiro.

Os números indicam que cerca de 103 milhões de pessoas estavam ocupadas ao final de 2025, o maior contingente da série. Ao mesmo tempo, aproximadamente 5,5 milhões de brasileiros buscavam emprego no último trimestre do ano, demonstrando a ampliação das oportunidades formais e informais no país.

Queda contínua do desemprego ao longo do ano

Ao longo de 2025, o desemprego em 2025 manteve trajetória de queda. A taxa média anual recuou de 6,6% em 2024 para 5,6%, representando a redução de cerca de 1 milhão de pessoas no contingente de desocupados. O número médio de brasileiros sem trabalho passou de 7,2 milhões para 6,2 milhões.

De acordo com o IBGE, esse resultado foi sustentado principalmente pelo crescimento da ocupação em diferentes setores da economia, com destaque para as atividades de serviços. O nível de ocupação da população em idade de trabalhar também alcançou recorde, ao atingir 59,1% em 2025, superando os índices registrados em anos anteriores.

O desempenho representa uma recuperação consistente após os impactos da pandemia de Covid-19, quando o desemprego chegou a 13,7% em 2020 e 14% em 2021, com cerca de 14 milhões de pessoas desocupadas.

Expansão da ocupação e redução da subutilização

Segundo a coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE, Adriana Beringuy, a redução do desemprego em 2025 não foi provocada pelo aumento do desalento ou da subutilização, mas sim pela expansão efetiva da ocupação.

“A trajetória de queda da taxa de desocupação em 2025 foi sustentada pela expansão da ocupação, principalmente nas atividades de serviços”, afirmou.

Outro indicador positivo foi a queda da taxa de subutilização da força de trabalho, que passou de 16,2% em 2024 para 14,5% em 2025, o menor nível da série. Isso corresponde a cerca de 16,6 milhões de pessoas que estavam desocupadas, subocupadas ou disponíveis para trabalhar, número inferior ao registrado no ano anterior.

Apesar da redução, o IBGE destaca que esse contingente ainda permanece acima do menor patamar histórico, observado em 2014.

Crescimento do rendimento e da massa salarial

Além da queda do desemprego em 2025, houve avanço significativo nos rendimentos dos trabalhadores. O rendimento médio real habitual chegou a R$ 3.560 no ano, representando aumento de R$ 192 em relação a 2024, alta de 5,7%.

A massa de rendimento real habitual, que corresponde à soma de todos os salários pagos no país, alcançou R$ 361,7 bilhões, o maior valor da série histórica, com crescimento de 7,5% em um ano.

Segundo o IBGE, a valorização do salário mínimo contribuiu diretamente para esse desempenho, especialmente nos segmentos menos formalizados da economia, ampliando o poder de compra da população ocupada.

Recorde de empregos formais e queda da informalidade

O setor privado também registrou resultados expressivos em 2025. O número de empregados com carteira assinada chegou a 38,9 milhões, o maior patamar desde 2012. O crescimento foi de 2,8% em relação a 2024, representando cerca de 1 milhão de novos postos formais.

No mesmo período, o número de trabalhadores sem carteira assinada apresentou leve redução, passando de 13,9 milhões para 13,8 milhões.

A taxa de informalidade caiu de 39% em 2024 para 38,1% em 2025. Apesar da melhora, o IBGE aponta que a informalidade ainda é uma característica estrutural do mercado de trabalho brasileiro, especialmente nos setores de comércio e serviços.

Já o número de trabalhadores por conta própria atingiu 26,1 milhões, o maior da série, com crescimento de 2,4% em relação ao ano anterior.

Desempenho por setores e recorte trimestral

No trimestre de outubro a dezembro de 2025, a taxa de desocupação de 5,1% foi a menor já registrada para períodos comparáveis. O índice caiu 0,5 ponto percentual em relação ao trimestre anterior e 1,1 ponto percentual frente ao mesmo período de 2024.

A força de trabalho totalizou 108,5 milhões de pessoas no período.

Os setores que mais contribuíram para a geração de empregos foram o comércio, com aumento de 299 mil trabalhadores, e a administração pública, educação, saúde e serviços sociais, com crescimento de 282 mil pessoas.

Na comparação anual, também se destacaram os segmentos de informação, comunicação, atividades financeiras e administrativas. Em contrapartida, o trabalho doméstico apresentou retração, com queda de 4,4%, totalizando 5,7 milhões de trabalhadores.

Segundo o IBGE, após a retração observada no terceiro trimestre, o comércio se recuperou no fim do ano, especialmente nos segmentos de vestuário e calçados.

Fonte

As informações são da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da Pnad Contínua.

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