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24 de junho de 2026

Operação Dominus Fictus: polícia localiza suspeito em Pirenópolis

Jordão Vilela
Jordão Vilela

25 de fevereiro de 2026 às 20:08

Operação Dominus Fictus e a prisão em Pirenópolis

A Operação Dominus Fictus cumpriu sete mandados de prisão temporária em Goiás e localizou um dos principais investigados escondido em uma pousada no Centro Histórico de Pirenópolis. A ação foi coordenada pela Polícia Civil do Estado de Goiás e tem como alvo uma organização criminosa suspeita de atuar com fraude eletrônica e lavagem de dinheiro.

É importante destacar que o golpe investigado não ocorreu em Pirenópolis. O município aparece no caso como local onde o suspeito foi encontrado e preso durante o cumprimento do mandado judicial. A apuração aponta que os crimes eram praticados principalmente a partir da capital e região metropolitana.

A Operação Dominus Fictus integra uma ofensiva contra o chamado “golpe do novo número”, modalidade de estelionato digital que utiliza aplicativos de mensagens para enganar vítimas e obter transferências financeiras indevidas.

A Operação Dominus Fictus integra uma ofensiva contra o chamado “golpe do novo número”
A Operação Dominus Fictus integra uma ofensiva contra o chamado “golpe do novo número”

Operação Dominus Fictus e a prisão em Pirenópolis

A prisão realizada em Pirenópolis ocorreu durante diligências simultâneas em diferentes cidades do estado. Além do mandado cumprido no município turístico, houve ordens judiciais executadas em Goiânia, Aparecida de Goiânia, Senador Canedo e Caturaí.

De acordo com informações divulgadas pelas autoridades, o investigado preso em Pirenópolis é apontado como um dos líderes do grupo. Ele foi localizado em uma pousada no Centro Histórico da cidade, onde estaria tentando manter discrição.

A Polícia Civil informou que o suspeito mantinha padrão de vida elevado na capital goiana, incluindo residência em condomínio de alto padrão. A presença em uma hospedagem simples no interior teria ocorrido no momento da deflagração da operação.

Como funcionava o esquema investigado

Fraude eletrônica e engenharia social

A Operação Dominus Fictus apura que o grupo utilizava técnicas de engenharia social para convencer vítimas a realizar transferências bancárias.

O chamado “golpe do novo número” seguia um roteiro recorrente:

     Criação de perfil falso em aplicativo de mensagens com foto de familiar ou sócio;

     Envio de mensagem informando troca de número telefônico;

     Pedido de transferência urgente para pagamento de boletos ou compromissos financeiros.

A estratégia explorava a confiança entre familiares, amigos ou parceiros comerciais, além da urgência como fator de pressão.

A Operação Dominus Fictus apura que o grupo utilizava técnicas de engenharia social
A Operação Dominus Fictus apura que o grupo utilizava técnicas de engenharia social

Lavagem de dinheiro e divisão de tarefas

As investigações indicam que a organização criminosa possuía divisão de funções. Havia integrantes responsáveis por abordar vítimas, outros encarregados de fornecer contas bancárias e operadores financeiros dedicados à pulverização dos valores.

Os recursos obtidos eram rapidamente transferidos para contas de terceiros ou possíveis empresas de fachada, dificultando o rastreamento.

A Operação Dominus Fictus também apura movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a renda formal declarada pelos investigados.

Mandados, apreensões e bloqueio de bens

Durante a Operação Dominus Fictus, foram cumpridos sete mandados de prisão temporária e sete mandados de busca e apreensão.

A Polícia Civil apreendeu dispositivos eletrônicos, documentos e veículos que podem auxiliar na identificação de novas vítimas e no detalhamento do fluxo financeiro.

A Justiça determinou ainda o bloqueio e sequestro de bens vinculados aos investigados, medida destinada a preservar recursos para eventual ressarcimento.

As prisões são temporárias e fazem parte da fase inicial da investigação. O inquérito segue em andamento.

Crescimento do estelionato digital em Goiás

A Operação Dominus Fictus ocorre em um cenário de aumento dos crimes digitais no Brasil. O uso intensivo de aplicativos de mensagens e sistemas de pagamento instantâneo ampliou o alcance de fraudes eletrônicas.

Órgãos de segurança pública apontam que o estelionato eletrônico tem apresentado crescimento nos últimos anos, especialmente nas modalidades que envolvem clonagem de perfil e simulação de identidade.

Em Goiás, a Polícia Civil mantém unidades especializadas no combate a crimes cibernéticos, com atuação integrada a instituições financeiras para bloqueio rápido de valores suspeitos.

Pirenópolis e o contexto local

Pirenópolis é reconhecida pelo patrimônio histórico, pelas festas tradicionais e pelo turismo cultural. O Centro Histórico concentra pousadas, restaurantes e comércio voltado a visitantes.

A prisão ocorrida no município não está relacionada à prática dos golpes na cidade. Segundo as autoridades, Pirenópolis foi o local onde o investigado foi encontrado no momento da deflagração da Operação Dominus Fictus.

O município segue como destino turístico relevante no estado, com calendário anual de eventos culturais e religiosos que movimentam a economia local.

Orientações de prevenção

A Polícia Civil reforça medidas para evitar o golpe do novo número:

     Confirmar pedidos financeiros por ligação direta ao número antigo;

     Desconfiar de mensagens com tom de urgência;

     Não realizar transferências sem validação prévia;

     Comunicar imediatamente o banco em caso de suspeita.

Registrar ocorrência contribui para o mapeamento de padrões e identificação de envolvidos.

Próximos passos da investigação

A Operação Dominus Fictus continuará com análise pericial dos materiais apreendidos. A polícia busca identificar outras vítimas e possíveis ramificações do grupo.

Os investigados poderão responder por associação criminosa, estelionato eletrônico e lavagem de dinheiro.

Novas informações poderão ser divulgadas conforme avanço das diligências.

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