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25 de junho de 2026

Coruja-buraqueira é destaque em paisagem rural em Piri

Uma coruja-buraqueira pousada em uma cerca, com gado nelore ao fundo, mostra toda a beleza simples e silenciosa do Cerrado goiano.
Jordão Vilela
Jordão Vilela

02 de abril de 2026 às 08:43

Coruja-buraqueira é destaque em paisagem rural em Piri

Em meio à tranquilidade de uma fazenda, uma pequena ave chama a atenção de quem observa a paisagem com mais calma.

Pousada sobre um mourão de cerca, com o olhar atento e o corpo imóvel, a coruja-buraqueira parece vigiar silenciosamente tudo ao seu redor. Ao fundo, o gado nelore desfocado reforça ainda mais o clima típico do interior goiano, em uma cena que mistura natureza, pecuária e a beleza simples da vida no campo.

A imagem do dia mostra justamente isso: um retrato do Cerrado vivo, pulsando entre áreas rurais, fazendas e pastagens.

Mesmo pequena, a coruja-buraqueira tem uma presença marcante. Seus olhos amarelos intensos, a postura firme e o hábito de permanecer em locais abertos fazem dela uma das aves mais fáceis de ser avistadas em Pirenópolis e em várias regiões de Goiás.

Coruja-buraqueira é presença comum no Cerrado

A coruja-buraqueira é uma ave muito adaptada ao Cerrado e costuma aparecer em áreas abertas, como campos, pastagens, beiras de estrada, fazendas e terrenos com vegetação baixa.

Diferente de muitas outras espécies de coruja, ela não vive escondida em árvores altas ou em florestas densas.

Seu nome vem justamente do hábito de viver em buracos no chão, muitas vezes aproveitando tocas abandonadas por tatus e outros animais.

Em alguns casos, ela também escava o próprio abrigo.

É comum ver a coruja-buraqueira pousada em cercas, mourões, placas ou pequenas elevações do terreno, sempre observando atentamente o ambiente ao redor.

Essa característica faz com que ela seja facilmente identificada por quem mora ou visita áreas rurais.

Em Pirenópolis, onde o Cerrado ainda está muito presente na paisagem, a ave se tornou uma espécie bastante familiar.

Coruja-buraqueira ajuda no equilíbrio ambiental

Apesar do tamanho pequeno, a coruja-buraqueira exerce um papel importante no equilíbrio ecológico.

Ela se alimenta de insetos, pequenos roedores, lagartos, aranhas e outros animais de pequeno porte.

Isso ajuda a controlar populações de pragas naturais e contribui para o funcionamento saudável do ecossistema.

Em áreas rurais, por exemplo, a presença da coruja-buraqueira pode ajudar no controle de ratos e insetos que prejudicam plantações e propriedades.

Por isso, ela é considerada uma aliada natural dos produtores rurais.

Além disso, a ave também é um importante indicador de biodiversidade.

Quando uma região ainda abriga espécies como a coruja-buraqueira, significa que existe certo equilíbrio ambiental e disponibilidade de abrigo e alimento.

Cerrado abriga enorme biodiversidade

Muita gente olha para o Cerrado e vê apenas árvores retorcidas, vegetação baixa e campos secos.

Mas a verdade é que o bioma é uma das áreas de maior biodiversidade do planeta.

O Cerrado abriga milhares de espécies de plantas, aves, mamíferos, répteis e insetos.

Entre elas, estão animais muito conhecidos, como lobo-guará, tamanduá-bandeira, seriema, tucano, ema e também a coruja-buraqueira.

Grande parte dessa riqueza natural está justamente em áreas abertas e aparentemente simples, como pastagens, campos e margens de estradas.

Por isso, preservar o Cerrado vai muito além de proteger árvores.

É também garantir que espécies menores, discretas e muitas vezes pouco valorizadas continuem existindo.

Coruja-buraqueira se adapta bem à convivência com o homem

Uma das curiosidades sobre a coruja-buraqueira é que ela consegue conviver relativamente bem com a presença humana.

Ela costuma aparecer perto de cidades, fazendas, chácaras e até áreas urbanas, desde que encontre espaço aberto e algum local para fazer sua toca.

Mesmo assim, a expansão urbana, o desmatamento e o uso excessivo de agrotóxicos podem representar riscos para a espécie.

A destruição de áreas naturais reduz a oferta de alimento e de locais adequados para abrigo.

Por isso, cuidar do Cerrado e valorizar a fauna local também significa proteger animais como a coruja-buraqueira.

Cena retrata a essência do interior goiano

A combinação da coruja-buraqueira pousada na cerca com o gado nelore ao fundo cria uma imagem que representa muito bem a essência do interior de Goiás.

É uma cena que reúne elementos típicos da vida rural: a pecuária, a paisagem aberta, a tranquilidade do campo e a presença constante da natureza.

Em Pirenópolis, não é difícil encontrar cenas assim.

Basta sair um pouco do centro histórico e seguir pelas estradas de terra, chácaras e fazendas da região para perceber como o Cerrado ainda se mantém vivo e cheio de detalhes.

Às vezes, basta olhar para um mourão de cerca e perceber que existe ali uma pequena guardiã observando tudo em silêncio.

Coruja-buraqueira mostra que o Cerrado está vivo

A imagem desta pequena ave sobre a cerca é mais do que uma foto bonita.

Ela é um lembrete de que o Cerrado continua vivo, cheio de espécies importantes e paisagens que merecem ser preservadas.

A coruja-buraqueira pode até parecer simples à primeira vista, mas carrega consigo uma enorme importância para o equilíbrio ambiental e para a identidade das paisagens rurais de Goiás.

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