Skip to content
3 de agosto de 2026

Mimosa pudica encanta com sua sensibilidade no Cerrado

Conheça a Mimosa pudica, conhecida como dormideira, uma planta do Cerrado famosa por fechar as folhas ao toque e presente na biodiversidade de Pirenópolis.
Luciana de Pina
Luciana de Pina

03 de agosto de 2026 às 08:23

Mimosa pudica encanta com sua sensibilidade no Cerrado

A Mimosa pudica, popularmente conhecida como dormideira, é uma das plantas mais curiosas encontradas no Cerrado brasileiro. Presente em áreas naturais de Pirenópolis, a espécie chama a atenção pela delicada flor rosada em formato esférico e, principalmente, pela capacidade de movimentar suas folhas quando é tocada. Essa característica desperta a curiosidade de crianças, pesquisadores e amantes da natureza, tornando a dormideira uma das plantas mais conhecidas da flora nativa.

A imagem registrada no Cerrado de Pirenópolis destaca a beleza da floração da Mimosa pudica em meio à vegetação típica da região. Pequena e aparentemente discreta, a planta representa um importante exemplo da riqueza e da diversidade do segundo maior bioma da América do Sul.

O que é a Mimosa pudica?

A Mimosa pudica pertence à família Fabaceae, a mesma de diversas árvores e leguminosas presentes no Cerrado. Embora seja frequentemente encontrada em campos abertos, margens de trilhas e áreas ensolaradas, sua fama vem de uma característica incomum entre as plantas: a capacidade de reagir rapidamente ao toque.

Ao menor contato, suas folhas compostas se fecham e os pequenos ramos se curvam temporariamente. Após alguns minutos, a planta volta ao estado normal.

Esse comportamento fez surgir diversos nomes populares, como dormideira, sensitiva, não-me-toque e envergonhada, dependendo da região do Brasil.

Por que a dormideira fecha as folhas?

A principal curiosidade sobre a Mimosa pudica está em seu mecanismo de defesa.

Ao ser tocada, a planta realiza um movimento chamado tigmonastia, uma resposta fisiológica desencadeada por estímulos mecânicos. Esse processo acontece devido à rápida alteração da pressão da água nas células localizadas na base das folhas.

O fechamento acontece em poucos segundos e tem como principal função dificultar o ataque de animais herbívoros. Ao fechar suas folhas, a planta aparenta estar murcha, tornando-se menos atrativa para possíveis predadores.

Depois que o estímulo termina, a água retorna gradualmente às células e as folhas voltam a se abrir naturalmente.

Esse fenômeno faz da Mimosa pudica uma das espécies vegetais mais estudadas quando o assunto é movimentação das plantas.

Uma flor delicada em meio ao Cerrado

Embora o movimento das folhas seja sua característica mais conhecida, a floração também chama atenção.

Flores em formato de pompom

A imagem evidencia uma das marcas da espécie: pequenas flores arredondadas de coloração rosa-lilás, formadas por dezenas de estames delicados que criam o aspecto semelhante a um pompom.

Essa estrutura atrai insetos polinizadores, fundamentais para a reprodução da planta e para a manutenção da biodiversidade do Cerrado.

Folhas finas e simétricas

Outro detalhe marcante são as folhas compostas, divididas em pequenos folíolos perfeitamente alinhados. Essa organização favorece o fechamento rápido quando a planta é estimulada.

Adaptação ao clima

A Mimosa pudica está adaptada às condições típicas do Cerrado, suportando longos períodos de seca e aproveitando as chuvas para intensificar seu crescimento e sua floração.

Em Pirenópolis, onde natureza, turismo e educação ambiental caminham juntos, observar espécies como a dormideira é um convite para conhecer mais profundamente a biodiversidade do Cerrado e valorizar um patrimônio natural que faz parte da identidade da região.

Veja também: Arquitetura colonial de Pirenópolis preserva a identidade da cidade

Compartilhe agora:
Logo Melhor Piri

Escolha uma opção.

© 2009 Portal Piri - Todos os direitos reservados - PIRI COMUNICACAO E MARKETING LTDA CNPJ: 59.889.263/0001-46