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5 de agosto de 2026

PiriCastra explica a linguagem dos cães e gatos

PiriCastra explica como interpretar a linguagem dos cães e gatos e entender sinais que revelam emoções, comportamento e bem-estar dos animais.
Junior Vilela
Junior Vilela

05 de agosto de 2026 às 09:35

PiriCastra explica a linguagem dos cães e gatos

Um gato ronrona enquanto recebe carinho. Um cachorro passa vários minutos farejando um pneu antes de seguir o passeio. Em outro momento, um dos dois atravessa a casa em disparada, como se tivesse recebido um chamado invisível. Essas cenas fazem parte do cotidiano de muitos tutores, mas escondem algo importante: a comunicação dos animais. Nesta semana, a PiriCastra apresenta uma reflexão sobre como compreender a linguagem dos cães e gatos pode transformar a convivência e fortalecer a guarda responsável.

Ao contrário do que muitas pessoas imaginam, cães e gatos se comunicam principalmente por meio da linguagem corporal. Cauda, olhos, orelhas, postura, olfato, apetite e mudanças de comportamento formam um conjunto de sinais que revelam emoções, necessidades e até possíveis problemas de saúde.

Interpretar apenas um gesto isolado pode levar a erros. O segredo está em observar o contexto e compreender que cada comportamento faz parte de uma conversa silenciosa entre o animal e quem convive com ele.

PiriCastra – A linguagem dos cães e gatos revela muito mais do que parece

O ronronar é um dos comportamentos mais conhecidos dos gatos. Geralmente está associado ao conforto e ao bem-estar, mas não significa felicidade em todas as situações.

Os felinos também podem ronronar quando estão assustados, inseguros ou sentindo dor. Esse som pode funcionar como um mecanismo natural para aliviar o estresse e promover sensação de segurança.

Esse processo começa logo nos primeiros dias de vida. Ainda cegos e surdos, os filhotes conseguem perceber as vibrações produzidas pelo ronronar da mãe, fortalecendo o vínculo entre eles.

Para interpretar corretamente esse comportamento, é necessário observar todo o conjunto. Um gato relaxado, receptivo ao carinho e com olhar tranquilo provavelmente demonstra conforto. Já um animal que ronrona enquanto perde o apetite, se esconde ou apresenta respiração acelerada pode precisar de avaliação veterinária.

Outro importante elemento da comunicação é a cauda.

Nos cães, um rabo abanando não representa necessariamente alegria. Quando o movimento é amplo e acompanha um corpo relaxado, normalmente demonstra receptividade. Porém, uma cauda rígida, elevada e com movimentos curtos pode indicar tensão ou estado de alerta.

Nos gatos, a cauda levantada costuma significar confiança e vontade de interação. Quando está arrepiada, o animal tenta parecer maior diante de uma situação de ameaça. Já uma cauda batendo rapidamente de um lado para o outro costuma indicar que aquele momento de carinho chegou ao limite.

Muitas mordidas e arranhões considerados inesperados são, na verdade, precedidos por sinais que passaram despercebidos.

Outro aspecto importante envolve animais submetidos ao corte estético de cauda ou orelhas. Além de comprometer a comunicação corporal, essas amputações sem finalidade terapêutica são proibidas pelas normas da medicina veterinária brasileira.

PiriCastra – O olfato, os zoomies e a castração ajudam a compreender melhor o comportamento animal

Enquanto os seres humanos conhecem o mundo principalmente pela visão, cães e gatos dependem do olfato para interpretar boa parte das informações ao seu redor.

Quando um cachorro permanece vários minutos cheirando uma árvore, um poste, um portão ou um pneu, ele não está atrasando o passeio. Está recolhendo informações deixadas por outros animais, como se estivesse lendo um grande mural de recados da vizinhança.

Essa atividade também representa um importante exercício mental. Passeios que permitem momentos de exploração olfativa ajudam a reduzir o estresse, aumentam o enriquecimento ambiental e promovem bem-estar.

Os gatos também utilizam intensamente o olfato para reconhecer ambientes e pessoas.

Além do nariz, possuem o órgão vomeronasal — também conhecido como órgão de Jacobson — localizado no céu da boca. É ele que explica aquela expressão curiosa em que o gato permanece alguns segundos com a boca entreaberta após cheirar determinado objeto.

Nesse momento, o animal está analisando sinais químicos presentes no ambiente.

Quando esfregam o rosto em móveis, objetos ou pessoas, os felinos deixam feromônios que tornam aquele espaço mais familiar. Por isso, perfumes muito fortes, óleos essenciais e produtos de limpeza excessivamente perfumados podem interferir nessa percepção e causar desconforto.

Outro comportamento bastante conhecido são os chamados zoomies, popularmente conhecidos como “cinco minutos de loucura”.

Essas corridas repentinas costumam acontecer quando o animal está apenas liberando energia acumulada.

Nos gatos, são frequentes após longos períodos de descanso ou nos horários próximos ao amanhecer e ao entardecer.

Nos cães, aparecem com frequência depois do banho, da chegada da família ou pouco antes do passeio.

Na maioria das situações, esse comportamento faz parte da rotina normal e não representa qualquer alteração de saúde.

A PiriCastra também lembra que a castração não altera a personalidade dos animais.

O cão continua reconhecendo sua família. O gato permanece brincalhão, curioso ou reservado conforme suas características individuais.

O que normalmente diminui é a influência dos hormônios ligados à reprodução, reduzindo comportamentos como fugas, marcação de território, disputas entre machos e a busca constante por parceiros.

Além de contribuir para a saúde e o bem-estar, a castração ajuda a reduzir o abandono e o nascimento de ninhadas sem destino responsável, promovendo uma convivência mais segura para os animais e para a comunidade.

Compreender a linguagem dos cães e gatos significa aprender a observar antes de julgar.

Em vez de interpretar determinado comportamento como desobediência ou teimosia, vale perguntar o que aquele animal está tentando comunicar.

Pode ser medo, curiosidade, necessidade de descanso, excesso de energia, desconforto ou simplesmente felicidade.

Quanto maior o conhecimento sobre essa comunicação silenciosa, mais respeitosa, segura e responsável se torna a relação entre pessoas e animais.

PiriCastra Consciente — Coluna de Convidado

Instagram e Facebook PiriCastra: @piricastra

Contato PiriCastra: (62) 98235-7688

 

Leia também: PiriCastra Consciente: STF reforça proteção animal

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