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26 de agosto de 2026

Pequi em Pirenópolis: você provaria essas 4 criações?

Pequi em Pirenópolis aparece em risoto, sorvete, caipirinha e sobremesa. Conheça quatro lugares que levam o sabor do Cerrado para receitas diferentes.
Luciana de Pina
Luciana de Pina

26 de agosto de 2026 às 15:00

Pequi em Pirenópolis: você provaria essas 4 criações?

Quando se fala em pequi em Pirenópolis, é fácil imaginar o tradicional arroz com pequi. Mas o fruto do Cerrado também aparece em receitas bem diferentes na gastronomia da cidade.

Em restaurantes e estabelecimentos locais, o ingrediente ganhou espaço em preparações como risoto, sorvete, caipirinha e até sobremesa.

A variedade chama atenção porque coloca um ingrediente tradicional da culinária goiana em contextos menos óbvios. O pequi, afinal, não é apenas um sabor associado à comida caseira: também pode participar de experiências gastronômicas contemporâneas.

O fruto é nativo do Cerrado e possui importância cultural, econômica e gastronômica para Goiás e outras regiões do Centro-Oeste. A Embrapa destaca sua utilização tradicional na culinária regional e seu potencial de aproveitamento em diferentes produtos.

E é justamente essa capacidade de transitar entre diferentes preparações que aparece nos exemplos encontrados em Pirenópolis.

Onde encontrar pequi em Pirenópolis

1. Risoto de pequi com panceta na Detália

Na Detália Sabores Especiais, o pequi aparece em uma combinação que aproxima a culinária italiana de ingredientes do Cerrado.

O Risoto do Cerrado reúne pequi, panceta pururucada e farofa de baru. A preparação transforma o fruto em parte de um prato de inspiração italiana, ao mesmo tempo em que mantém outros ingredientes associados à gastronomia regional.

A combinação já aparece como um dos destaques da casa em matérias sobre o restaurante e também é mencionada por clientes que experimentaram o prato.

A proposta da Detália é justamente trabalhar com massas e receitas de tradição italiana, incorporando ingredientes locais. O resultado é um exemplo de como o pequi em Pirenópolis pode sair da preparação tradicional e entrar em pratos de outras referências gastronômicas.

O restaurante está localizado no Centro Histórico da cidade e é conhecido pelo trabalho com massas artesanais, lasanhas, raviolis, pizzas e risotos.

Pequi em Pirenópolis: você provaria essas 4 criações?
Pequi em Pirenópolis: você provaria essas 4 criações? – Risoto de pequi com panceta: Detália Restaurante

2. Sorvete de pequi na Sorvetes Naturais

Na Sorvetes Naturais, o pequi aparece de uma maneira ainda mais inesperada: no sorvete.

A sorveteria tradicional de Pirenópolis trabalha há décadas com sabores feitos artesanalmente e inclui o pequi entre suas opções.

A casa funciona na Rua Nova desde 1985 e é conhecida pela variedade de sabores que fogem do convencional. Além do pequi, já trabalhou com ingredientes como pimenta-de-cheiro, erva-cidreira, ambrosia e cagaita. Segundo reportagem publicada em 2026, o estabelecimento chegou a trabalhar com cerca de 150 sabores ao longo de sua história, mantendo parte deles em sistema de rodízio conforme a disponibilidade dos ingredientes.

O sorvete de pequi é, portanto, uma das maneiras mais curiosas de experimentar o fruto em Pirenópolis.

Para quem está acostumado a encontrar o ingrediente em pratos salgados, a combinação pode causar estranhamento à primeira vista e justamente por isso rende uma boa pergunta: você provaria?

Pequi em Pirenópolis: você provaria essas 4 criações?
Pequi em Pirenópolis: você provaria essas 4 criações? – Sorvete de pequi: Sorveteria Naturais

3. Caipirinha de pequi no Bistrô Cavalhadas

No Bistrô Cavalhadas, o pequi chega ao copo.

A Caipirinha de Pequi combina cachaça, raspas de pequi, xarope de açúcar e um toque de suco de maracujá, criando uma bebida que coloca o ingrediente do Cerrado em uma preparação conhecida dos brasileiros.

A utilização do pequi em bebidas não é uma novidade absoluta, mas, em Pirenópolis, a receita mostra como o ingrediente pode ser incorporado também à coquetelaria.

A casa fica em frente à Igreja Matriz do Rosário, na Praça da Matriz, e já incluiu a caipirinha de pequi em sua programação gastronômica. Em uma edição do Festival Curta Mais Por Menos Pirenópolis, a bebida foi oferecida como cortesia no menu de almoço do estabelecimento.

É mais uma forma de encontrar o pequi em Pirenópolis fora do prato tradicional.

Pequi em Pirenópolis: você provaria essas 4 criações?
Pequi em Pirenópolis: você provaria essas 4 criações? – Caipirinha de pequi: Bistrô Cavalhadas

4. Pionono de pequi no Vem de Vinho

No Vem de Vinho, o pequi aparece em uma preparação de sobremesa: o pionono de pequi.

A casa está ligada à experiência gastronômica da Vinícola Assunção, na zona rural de Pirenópolis, e trabalha com uma proposta que combina gastronomia e enoturismo.

O Vem de Vinho funciona entre os parreirais e oferece experiências gastronômicas, além de atividades relacionadas à produção de vinhos. O Portal Piri já apresentou o espaço como uma opção de gastronomia entre os vinhedos da cidade.

O pionono de pequi amplia ainda mais a lista de usos do ingrediente: depois de aparecer em prato salgado, sorvete e bebida, ele chega também à sobremesa.

O estabelecimento está localizado na GO-338, em uma área rural de Pirenópolis, e faz parte do circuito de experiências de enoturismo da região.

Pequi em Pirenópolis: você provaria essas 4 criações?
Pequi em Pirenópolis: você provaria essas 4 criações? – Pionono de pequi: Vem de Vinho Restaurante

Por que o pequi aparece tanto na gastronomia goiana?

O pequi é uma das frutas mais associadas ao Cerrado e ocupa um espaço importante na alimentação e na cultura de Goiás.

A espécie Caryocar brasiliense é nativa do Cerrado, e sua polpa é tradicionalmente utilizada na culinária regional. Estudos da Embrapa apontam a importância alimentar do fruto e seu aproveitamento histórico pela população dos Cerrados.

Em Goiás, essa presença também tem dimensão econômica. A Secretaria de Estado de Agricultura destaca o pequi como um produto de importância social, econômica, cultural e gastronômica, enquanto a Ceasa Goiás aponta o estado como um importante centro de recebimento e comercialização do fruto.

A pesquisa também tem buscado ampliar as possibilidades de produção e aproveitamento do pequi. Em 2022, a Embrapa e a Emater-GO apresentaram seis novas variedades do fruto, incluindo opções com e sem espinhos, como resultado de décadas de pesquisa.

Na gastronomia, essa versatilidade permite que o ingrediente apareça em diferentes formatos.

Em Pirenópolis, os exemplos encontrados mostram exatamente isso: o pequi pode estar no risoto, no sorvete, no copo ou na sobremesa.

E talvez essa seja a parte mais interessante da história.

Porque, se o arroz com pequi continua sendo uma das formas mais conhecidas de consumir o fruto, os pratos encontrados na cidade mostram que a gastronomia local também está experimentando outras possibilidades.

Leia também: Gastronomia em Pirenópolis: 5 experiências para sua viagem

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