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29 de agosto de 2025

Ozzy Osbourne: a lenda do metal se despede

O mundo perdeu Ozzy Osbourne. E Pirenópolis também. Sua música embala há décadas as ruas, trilhas e encontros da cidade.
Jordão Vilela
Jordão Vilela

22 de julho de 2025 às 16:23

Ozzy Osbourne: a lenda do metal se despede - jii 2025 07 22T162321.360

O mundo do rock está mais silencioso com a notícia da morte de Ozzy Osbourne, aos 76 anos. Conhecido como o “Príncipe das Trevas” e uma das figuras mais emblemáticas do heavy metal, Ozzy faleceu cercado por sua família, deixando um legado de mais de 100 milhões de discos vendidos e uma legião de fãs espalhados pelo planeta, inclusive aqui, em Pirenópolis.

Não é raro encontrar, nas ruas de pedra da cidade, o eco de “Paranoid” ou “War Pigs” vindo de uma moto potente, de um boteco com som retrô ou de algum ensaio de banda em uma garagem. A presença de Ozzy, mesmo que distante fisicamente, sempre foi real por aqui.

Em Pirenópolis, o rock pulsa forte. Grupos de motociclistas que se reúnem aos fins de semana, colecionadores de carros antigos que cruzam a cidade em procissões de ronco grave, bandas locais que arriscam versões enérgicas de “Crazy Train” em festivais — todos eles já vibraram ao som do eterno vocalista do Black Sabbath.

A cidade, com sua arquitetura colonial e alma boêmia, acolheu por muitos anos o espírito rebelde e livre do rock. E Ozzy sempre foi trilha sonora de encontros, festas, rodas de viola elétrica e até de encontros culturais alternativos que fazem parte do calendário não oficial de Piri.

A notícia da morte de Osbourne chegou como um golpe para quem cresceu entre montanhas, cachoeiras e acordes distorcidos. Para quem já fez uma trilha ouvindo Black Sabbath, para quem fez da música uma forma de viver, e para quem encontrou no som de Ozzy uma identidade ou um refúgio.

Nascido em Birmingham, Inglaterra, em 1948, Ozzy teve uma vida marcada por excessos, reviravoltas, glória e reinvenções. Ele foi demitido do Black Sabbath em 1979, mas voltou à banda anos depois e manteve uma carreira solo de sucesso. Sua trajetória virou inclusive reality show com “The Osbournes”, que apresentou sua vida familiar ao mundo.

Mesmo com sua fama global, Ozzy Osbourne era, no fundo, um garoto da classe trabalhadora que apostou tudo na música. E é isso que o conecta com tanta gente: a paixão crua, a voz rasgada de verdade, o espírito indomável.

Hoje, Pirenópolis se junta ao mundo inteiro para dizer: obrigado, Ozzy. Sua voz ecoará pelos vales, pelos bares, pelas rodas de violão distorcido. Porque em cada riff, em cada letra sombria, havia também beleza — e liberdade.

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