A retirada da feira livre do centro histórico de Pirenópolis continua gerando polêmica e mobilização entre moradores e trabalhadores locais. Em reuniões, o prefeito tem justificado a medida alegando oposição da comunidade, da Igreja, do IPHAN e de famílias residentes da região. No entanto, os feirantes afirmam que essa versão não corresponde à realidade.
De acordo com a Associação dos Feirantes, todos os segmentos citados foram consultados diretamente e nenhum se posicionou contra a feira. Pelo contrário, moradores e instituições estariam indignados com o uso de informações falsas para tentar enfraquecer o movimento.
“Não se trata apenas dos feirantes, mas de toda a cidade que sente o impacto dessas decisões equivocadas, que afetam nossa economia, nossa tradição e a dignidade de quem vive do próprio trabalho”, afirmam representantes.

A feira livre de Pirenópolis, realizada tradicionalmente às quintas e domingos, é considerada um símbolo da cultura popular da cidade. Para os trabalhadores, manter o espaço no centro histórico é fundamental para preservar a identidade local e fortalecer a economia.
“O povo pode até estar em silêncio, mas esse silêncio não é aprovação — é indignação. E quando o povo se levanta, nenhuma gestão resiste”, concluem os feirantes.
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