A paisagem do Cerrado se revela de forma única quando o sol se despede. Na imagem registrada em Pirenópolis, o céu alaranjado envolve as serras e vales, criando um cenário que mistura mistério, calor e poesia. A luz atravessa as copas das árvores com suavidade, destacando as curvas do relevo típico do bioma.

O entardecer no Cerrado não é apenas um espetáculo visual — é também um lembrete da força e da fragilidade desse ecossistema. Entre veredas, campos e matas retorcidas, a paisagem abriga uma das maiores biodiversidades do planeta, mesmo diante das longas estiagens e dos desafios ambientais.
Para celebrar essa beleza resistente, trazemos um poema do escritor e poeta goiano Nicolas Behr, uma das vozes mais emblemáticas na defesa do Cerrado:
🌾 Poema – “Cerrado” (Nicolas Behr)
“o cerrado é um cão chupando manga
deitado na sombra do juazeiro
é um pé de pequi abrindo os braços
para abraçar o mundo inteiro”
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A imagem e os versos se encontram na mesma linguagem: a do pertencimento. O Cerrado não é só cenário — é personagem vivo da história de Goiás.



