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15 de agosto de 2026

Igor Gnomo leva “Jazz Rock Nordeste” ao Saga Jazz em Pirenópolis

Igor Gnomo apresenta “Jazz Rock Nordeste” no Saga Jazz Festival, em Pirenópolis, unindo jazz, rock e ritmos nordestinos em uma experiência instrumental.
Luciana de Pina
Luciana de Pina

15 de agosto de 2026 às 12:23

Igor Gnomo leva “Jazz Rock Nordeste” ao Saga Jazz em Pirenópolis

A guitarra de Igor Gnomo chega a Pirenópolis neste sábado (15) para integrar a programação do Saga Jazz Festival 2026, no Casarão Serra do Ouro. O músico e compositor baiano apresenta o espetáculo “Jazz Rock Nordeste”, trabalho que aproxima a improvisação do jazz, a energia do rock e os ritmos que fazem parte da tradição musical nordestina.

A apresentação de Igor Gnomo acontece a partir das 16h, dentro da programação do festival, que reúne diferentes vertentes da música instrumental em um cenário cercado pelo Cerrado e pela paisagem do Morro do Frota. O evento segue até as 23h e também contará com o projeto Hermeto Universal e a Grooveria Eletroacústica, que terá participação especial de Fernanda Abreu.

Para Igor Gnomo, o palco do Saga Jazz representa também a possibilidade de levar ao público uma sonoridade construída a partir das referências do interior da Bahia e de uma pesquisa musical que não separa fronteiras entre gêneros.

Igor Gnomo apresenta o “Jazz Rock Nordeste” em Pirenópolis

O espetáculo de Igor Gnomo que chega ao Saga Jazz Festival 2026 parte de uma combinação pouco convencional: a liberdade de improvisação característica do jazz encontra a força elétrica do rock e a riqueza rítmica de manifestações nordestinas.

Entre essas referências estão ritmos como baião e maracatu, que aparecem ao lado de elementos da música instrumental contemporânea. O resultado é uma apresentação que procura preservar a identidade regional sem abrir mão da experimentação.

No palco, a guitarra ocupa um papel central. É por meio dela que Igor constrói uma espécie de narrativa musical sobre o sertão e sobre as referências que formaram sua trajetória.

O repertório combina composições autorais com releituras de nomes fundamentais da música brasileira, entre eles Hermeto Pascoal, Sivuca e Dominguinhos.

A apresentação em Pirenópolis integra a agenda do artista com o formato de trio, ao lado do baterista Thiago Reuel e do pianista Ítalo Neno, seguindo a estética do Organ Trio e explorando as possibilidades de interação entre guitarra, bateria e teclas.

Igor Gnomo leva “Jazz Rock Nordeste” ao Saga Jazz em Pirenópolis
Igor Gnomo leva “Jazz Rock Nordeste” ao Saga Jazz em Pirenópolis

Do sertão baiano para o palco do Saga Jazz

A história musical de Igor Gnomo tem relação direta com o interior da Bahia.

Natural de Paulo Afonso, o guitarrista desenvolveu seu trabalho a partir de uma vivência ligada à região ribeirinha do Rio São Francisco. Essa origem aparece na construção de sua música, que transforma referências do território em matéria-prima para uma linguagem instrumental contemporânea.

Em vez de reproduzir simplesmente ritmos tradicionais, o músico os coloca em diálogo com outras linguagens.

O baião pode encontrar o rock. O maracatu pode dividir espaço com a improvisação jazzística. A guitarra elétrica pode assumir uma função narrativa associada às paisagens e às histórias do interior nordestino.

Essa mistura é justamente uma das características que diferenciam o projeto “Jazz Rock Nordeste”.

O trabalho também dialoga com matrizes africanas e com diferentes tradições da música brasileira, ampliando a pesquisa sobre as possibilidades da música instrumental produzida fora dos grandes centros.

Jazz, rock e música nordestina no mesmo repertório

A proposta do show não é apresentar o jazz como um gênero isolado.

A própria construção de “Jazz Rock Nordeste” parte da ideia de que a música instrumental brasileira se transforma quando entra em contato com diferentes territórios, ritmos e experiências.

Por isso, as composições de Igor Gnomo convivem com releituras de artistas que também exploraram a liberdade criativa da música brasileira.

Hermeto Pascoal, Sivuca e Dominguinhos estão entre os nomes revisitados no repertório. São referências que, cada uma a seu modo, ajudaram a ampliar as possibilidades da música brasileira ao incorporar improvisação, regionalidade e experimentação.

A presença de Hermeto Pascoal ganha ainda um significado especial dentro do Saga Jazz Festival 2026, que também apresenta o projeto Hermeto Universal, dedicado à obra do músico alagoano.

Assim, a apresentação de Igor Gnomo estabelece uma espécie de conexão com outro momento da programação: antes mesmo do tributo, o público poderá encontrar a influência de Hermeto dentro da própria linguagem do guitarrista baiano.

Uma apresentação que conversa com o conceito do Saga Jazz

A escolha de Igor Gnomo para o festival também se relaciona com a proposta desta edição do Saga Jazz.

O evento foi estruturado para aproximar diferentes caminhos da música instrumental, colocando no mesmo palco artistas que trabalham com jazz, música brasileira, ritmos regionais e experimentação.

No Casarão Serra do Ouro, a música ainda ganha outro elemento: o ambiente natural.

O festival começa no fim da tarde, período em que o público poderá acompanhar o pôr do sol e a transformação da paisagem ao redor do espaço. O local fica próximo ao Morro do Frota e é cercado pela vegetação do Cerrado.

A escolha do horário faz com que a apresentação não seja vivida apenas como um show convencional.

A proposta é chegar, permanecer, ouvir música, acompanhar a paisagem e aproveitar os espaços de convivência e gastronomia que integram a estrutura do festival.

Igor Gnomo abre uma programação que atravessa diferentes linguagens

O show “Jazz Rock Nordeste” será uma das três principais apresentações do Saga Jazz Festival 2026.

Depois de Igor Gnomo Trio, o público poderá acompanhar o Hermeto Universal, projeto que presta homenagem à obra de Hermeto Pascoal e reúne o gaitista brasileiro Gabriel Grossi, o pianista francês Laurent Coulondre, o baixista Thiago Espírito Santo e o baterista Edu Ribeiro.

Na sequência, a Grooveria Eletroacústica, liderada pelo baterista Tuto Ferraz, encerra a programação com uma apresentação que aproxima pop, jazz e MPB. A cantora Fernanda Abreu participa especialmente desse show preparado para o festival.

O resultado é uma programação que parte da música instrumental nordestina, passa pela obra de um dos maiores nomes da música brasileira e chega ao groove e ao samba-funk.

Uma tarde de música instrumental em Pirenópolis

O Saga Jazz Festival 2026 acontece neste sábado, 15 de agosto, das 16h às 23h, no Casarão Serra do Ouro, na Estrada do Bonsucesso, no Alto do Carmo, em Pirenópolis.

Além das apresentações musicais, o festival terá áreas de convivência, gastronomia e bebidas, criando uma estrutura para que o público permaneça no local durante a programação.

Para quem chegar no início da tarde, a experiência começa antes mesmo dos primeiros acordes.

A luz do fim de tarde, o Cerrado e o Morro do Frota fazem parte do cenário. No palco, a guitarra de Igor Gnomo acrescenta a esse ambiente uma paisagem sonora construída em outro território: a região ribeirinha do sertão baiano.

Igor Gnomo leva “Jazz Rock Nordeste” ao Saga Jazz em Pirenópolis
Igor Gnomo leva “Jazz Rock Nordeste” ao Saga Jazz em Pirenópolis

É nesse encontro entre lugares, ritmos e histórias que o “Jazz Rock Nordeste” chega a Pirenópolis.

Saga Jazz Festival 2026
Data: 15 de agosto de 2026
Horário: das 16h às 23h
Local: Casarão Serra do Ouro — Estrada Bom Sucesso, KM 1,5, Alto do Carmo, Pirenópolis (GO)
Atração: Igor Gnomo — “Jazz Rock Nordeste”
Ingressos: disponíveis pela Sympla.

Leia também: Saga Jazz 2026: veja atrações e tudo que terá no festival

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