Skip to content

Ronaldo Félix mantém presépio tradicional há 33 anos em Pirenópolis

Ronaldo Félix monta seu presépio há 33 anos em Pirenópolis, tradição iniciada na infância e mantida como herança familiar.
Junior Vilela
Junior Vilela

30 de dezembro de 2025 às 09:30

Ronaldo Félix mantém presépio tradicional há 33 anos em Pirenópolis

Ronaldo Félix monta seu presépio há 33 anos em Pirenópolis e transforma o Natal em um gesto contínuo de memória, afeto e tradição familiar. A cada fim de ano, o ritual se repete como um compromisso silencioso com a própria história e com a cultura da cidade.

A relação de Ronaldo com o presépio começou ainda na infância. Aos seis anos de idade, ele já demonstrava interesse por montar cenários, usando os próprios brinquedos para criar pequenas representações. No Natal seguinte, entre os seis e sete anos, recebeu da mãe um presente que marcaria definitivamente sua trajetória: um presépio. Desde então, a montagem passou a fazer parte do calendário da família e nunca mais deixou de acontecer.

Uma tradição herdada dentro de casa

Quando Ronaldo não montava o presépio, era a mãe quem assumia a tarefa. Esse detalhe ajudou a consolidar o costume como uma tradição familiar, passada naturalmente de geração em geração. Mais do que um enfeite natalino, o presépio se tornou um símbolo de continuidade, cuidado e pertencimento.

Para Ronaldo, montar o presépio sempre foi algo natural, quase automático. Ele descreve a prática como uma tradição “super pirenopolina”, ligada ao modo de viver da cidade, onde costumes familiares seguem vivos mesmo com o passar dos anos.

Inspirações que moldaram o presépio

Ao longo do tempo, Ronaldo Félix foi ampliando o olhar sobre o que um presépio poderia ser. Ele se inspirou em personalidades conhecidas de Pirenópolis, como o Seu Ico, reconhecido por montar presépios grandes, cheios de detalhes e elementos inusitados.

Essas referências abriram espaço para uma construção mais livre e criativa, com a presença de personagens diversos, aviões, carrinhos, múltiplos Meninos Jesus e elementos que dialogam com o imaginário popular. Para Ronaldo, o presépio não precisa ser rígido — ele pode ser expressão, memória e brincadeira ao mesmo tempo.

O presépio deste ano

Neste ano, Ronaldo Félix montou um presépio maior do que costuma fazer, embora ainda não no tamanho que ele idealiza. A composição inclui casinhas coloniais, além de referências diretas a Pirenópolis, como a Igreja Matriz.

Um dos destaques é o trenzinho que percorre os trilhos, trazendo movimento ao cenário e ampliando a sensação de cidade em miniatura. O conjunto cria uma narrativa visual que mistura tradição religiosa, memória afetiva e elementos urbanos.

Apesar do tamanho ampliado, Ronaldo vê o presépio deste ano como parte de um processo. Para ele, o projeto ideal ainda está por vir.

Um projeto que continua

Ronaldo já pensa no presépio do próximo ano. A ideia é construir algo ainda maior, com mais casinhas coloniais que representem Pirenópolis de forma mais completa, respeitando o estilo arquitetônico da cidade e ampliando os detalhes do cenário.

Esse desejo revela que o presépio não é algo encerrado ou definitivo. Ele cresce, muda e se adapta, assim como a própria cidade. A cada ano, o projeto se renova sem perder a essência.

Presépio como identidade cultural

A história de Ronaldo Félix e seu presépio ajuda a contar uma parte importante da identidade de Pirenópolis. São personagens como ele que mantêm vivas tradições que não estão nos livros, mas no cotidiano das casas, nas conversas e nos rituais repetidos ano após ano.

Mais do que um cenário natalino, o presépio de Ronaldo é um testemunho de pertencimento. Ele revela como pequenas práticas individuais ajudam a sustentar a memória coletiva de uma cidade do interior que valoriza seus personagens, suas histórias e seus modos de viver.

Compartilhe agora:
Logo Melhor Piri

Escolha uma opção.

© 2009 Portal Piri - Todos os direitos reservados - PIRI COMUNICACAO E MARKETING LTDA CNPJ: 59.889.263/0001-46