O média-metragem independente Terra Vermelha, dirigido por Yan Damaceno, está em fase de produção em Pirenópolis (GO). Com uma proposta autoral, o projeto escolhe o município goiano como cenário principal para desenvolver uma narrativa que dialoga com temas como memória, pertencimento, território e as transformações vividas pela cidade ao longo dos últimos anos.
Ainda em desenvolvimento, o filme reúne uma equipe formada por profissionais do audiovisual e aposta em uma linguagem que valoriza o Cerrado, a paisagem rural e a identidade cultural de Pirenópolis como parte essencial da construção da obra.
Pirenópolis inspira a narrativa de Terra Vermelha
Mais do que servir de locação, Pirenópolis ocupa um papel central na concepção do filme. Segundo o material de apresentação do projeto, a cidade aparece como um território em constante transformação, onde passado e presente convivem em meio às mudanças provocadas pelo turismo, pela valorização imobiliária e pelas diferentes formas de ocupação do espaço.
A proposta é construir uma narrativa conectada ao ambiente goiano, explorando elementos da paisagem, da arquitetura rural e da relação entre as pessoas e o lugar onde vivem. A terra, o Cerrado, as fazendas, os caminhos e o cotidiano do interior fazem parte da atmosfera que o longa pretende desenvolver, sempre a partir de uma perspectiva sensível e autoral.

Terra Vermelha – Um projeto que une drama, mistério e atmosfera
Terra Vermelha é definido como um drama rural psicológico que incorpora elementos de mistério e de um horror construído pela atmosfera. Em vez de recorrer a efeitos tradicionais do gênero, a proposta aposta na criação de uma sensação constante de inquietação por meio da fotografia, do desenho de som, do ritmo da narrativa e da relação dos personagens com os espaços que habitam.
O projeto busca construir um cinema em que o ambiente tenha grande importância narrativa, permitindo que a paisagem e os elementos cotidianos contribuam para transmitir emoções e significados ao público.
Visualmente, o filme pretende explorar características marcantes da região, como a terra avermelhada, a vegetação do Cerrado, construções antigas, estradas rurais e a luz característica do interior goiano.

Reflexões sobre território e memória
Entre os temas centrais de Terra Vermelha apresentados pelo projeto estão a relação das famílias com a terra, a memória construída ao longo das gerações e as transformações que afetam o território.
O filme também propõe uma reflexão sobre o impacto do turismo e da especulação imobiliária em cidades históricas como Pirenópolis, observando como esses processos alteram a paisagem, a dinâmica social e a relação das pessoas com os espaços onde vivem. Essas questões aparecem como pano de fundo da narrativa, sempre integradas à proposta artística do longa, que busca provocar reflexões sem recorrer a explicações excessivas.

Produção valoriza o audiovisual goiano
Além de utilizar Pirenópolis como cenário, Terra Vermelha reforça a produção audiovisual realizada em Goiás. O projeto nasce de forma independente e reúne profissionais comprometidos com a valorização do território, da cultura regional e da produção cinematográfica desenvolvida no estado.
A realização do média também evidencia o potencial de Pirenópolis como cenário para obras audiovisuais, graças à diversidade de paisagens, ao patrimônio histórico e à riqueza natural do Cerrado.
Equipe reúne profissionais do cinema
A direção de Terra Vermelha é assinada por Yan Damaceno, que também divide o roteiro com Marcus Maggioli. A direção de fotografia é de Miguel Armond, responsável pela construção visual do projeto. A equipe conta ainda com Diego Monteiro na assistência de direção, Honilio Cesar como técnico de som, Álvaro Gaspre na produção e Liss Alcântara, ao lado de Honilio, no registro de making of. Nos papéis principais estão os atores Gabriel Lobo, interpretando Caio, e Moriel, no papel de Abelino.

Filme segue em fase de produção
Atualmente, Terra Vermelha encontra-se em fase de produção e desenvolvimento, reunindo equipe técnica, elenco e etapas de realização que fazem parte da construção do longa-metragem.
A obra ainda não foi lançada e segue sendo desenvolvida de forma independente, com foco na criação de uma narrativa profundamente ligada ao território goiano e à identidade de Pirenópolis.
Ao escolher a cidade como cenário e inspiração, o projeto busca fortalecer a produção audiovisual regional e apresentar uma obra que dialogue com temas contemporâneos por meio de uma linguagem cinematográfica autoral.
Fotos: Diego Monteiro – Piri fotos
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JV


