Quando o aroma forte e inconfundível do pequi começa a tomar conta das feiras e mercados, os goianos já sabem: chegou uma das épocas mais esperadas do ano. Em Pirenópolis, o fruto símbolo do Cerrado ganha destaque nas mesas, nas panelas de ferro e nos corações de quem vive e visita a cidade.
O pequi não é apenas um alimento, é um pedaço da identidade goiana, um ritual que marca o início das chuvas, o renascimento da natureza e o reencontro com tradições que atravessam gerações.

A magia do pequi no coração de Pirenópolis
Entre novembro e fevereiro, o pequi amadurece e se espalha pelos quintais, chácaras e matas ao redor de Pirenópolis. É comum ver moradores recolhendo os frutos caídos, preparando o famoso arroz com pequi, o frango com pequi ou até mesmo o empadão goiano com o toque dourado do Cerrado.
Restaurantes locais entram no clima e muitos incluem pratos sazonais em seus cardápios, atraindo turistas curiosos e amantes da culinária regional. O sabor marcante, o perfume intenso e a textura única tornam o pequi uma verdadeira experiência sensorial.

Tradição, cuidado e sabor
Para quem não é da região, vale o aviso: o pequi deve ser comido com cuidado, já que o caroço é coberto por espinhos finíssimos. Mas esse detalhe nunca foi obstáculo para o goiano — pelo contrário, faz parte do encanto e do respeito com que se consome o fruto.
Em Pirenópolis, é comum encontrar famílias que seguem as receitas passadas de geração em geração, com o pequi colhido no quintal e guardado em conserva para saborear o ano todo.
O pequi como patrimônio do Cerrado
Mais do que um ingrediente, o pequi é símbolo da biodiversidade e da riqueza cultural do Cerrado. Sua colheita, seu uso culinário e sua presença nas festas e tradições locais fazem dele um verdadeiro patrimônio imaterial.
Em tempos de valorização da gastronomia regional, celebrar o pequi é também celebrar a terra, o clima e o modo de vida que fazem de Pirenópolis um dos destinos mais autênticos de Goiás.




