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4 de fevereiro de 2026

Anvisa proíbe venda de fórmulas infantis da Nestlé

Medida preventiva suspende lotes de fórmulas infantis após risco de contaminação por toxina bacteriana detectada em fábrica na Holanda.
Redação
Redação

08 de janeiro de 2026 às 10:04

Anvisa proíbe venda de fórmulas infantis da Nestlé - Anvisa proibe venda de formulas infantis da Nestle

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta quarta-feira (7), a proibição da venda, distribuição e uso de determinados lotes de fórmulas infantis da Nestlé Brasil Ltda. A decisão foi publicada por meio da Resolução nº 32/2026 e tem caráter preventivo, após a identificação de risco de contaminação por cereulide, uma toxina produzida pela bactéria Bacillus cereus.

De acordo com a Anvisa, a medida atinge lotes específicos das seguintes marcas comercializadas no Brasil: Nestogeno, Nan Supreme Pro, Nanlac Supreme Pro, Nanlac Comfor, Nan Sensitive e Alfamino. A agência esclarece que a suspensão vale exclusivamente para os lotes afetados, não abrangendo toda a linha de produtos.

Risco identificado e origem da contaminação

Em nota oficial, a Anvisa informou que a decisão foi tomada após a detecção da toxina em produtos oriundos de uma fábrica localizada na Holanda, responsável pelo fornecimento de ingredientes utilizados na produção das fórmulas infantis. A partir dessa identificação, o fabricante iniciou um recolhimento voluntário dos lotes no Brasil e em outros países onde os produtos são comercializados.

A cereulide é uma toxina resistente ao calor, associada à bactéria Bacillus cereus, e pode provocar efeitos adversos quando ingerida, especialmente em bebês e crianças pequenas, público mais vulnerável a esse tipo de contaminação.

Segundo a Anvisa, o consumo de alimentos contaminados por essa toxina pode causar vômito persistente, diarreia e letargia, condição caracterizada por sonolência excessiva, lentidão de movimentos e dificuldade de reação ou de expressão emocional.

Medida é preventiva, segundo a Anvisa

A agência reguladora reforça que não se trata de um surto confirmado, mas de uma ação preventiva adotada para reduzir riscos à saúde pública. A Anvisa destaca que atua de forma contínua na fiscalização de alimentos destinados a públicos sensíveis, como lactentes e crianças de primeira infância.

Ainda segundo o órgão, o recolhimento dos lotes afetados está sendo acompanhado pelas autoridades sanitárias, e novas informações podem ser divulgadas caso surjam dados adicionais sobre o caso.

Orientações a pais e responsáveis

A Anvisa orienta que pais, mães e responsáveis verifiquem atentamente o número do lote impresso nas embalagens das fórmulas infantis que possuem em casa. Caso o produto pertença a um dos lotes suspensos, a recomendação é não utilizar a fórmula e entrar em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) da Nestlé Brasil para receber orientações sobre devolução ou substituição.

Em situações em que a criança tenha consumido o produto e apresente sintomas como vômitos frequentes, diarreia ou sinais de letargia, a orientação é procurar atendimento médico imediato, levando a embalagem do produto, se possível.

Alcance internacional do recolhimento

A Anvisa também informou que o recolhimento não se limita ao Brasil. Autoridades sanitárias de outros países adotaram medidas semelhantes após a identificação do risco nos mesmos insumos produzidos na unidade europeia. O caso reforça a importância dos sistemas de vigilância sanitária e da cooperação internacional no monitoramento da cadeia global de alimentos.

Acompanhamento e transparência

A agência ressalta que segue monitorando o caso e que novas atualizações serão publicadas nos canais oficiais, incluindo o site da Anvisa e o Diário Oficial da União. Consumidores podem acessar os comunicados oficiais para obter informações detalhadas sobre os lotes envolvidos e as medidas adotadas.

A Anvisa reforça que ações preventivas como essa são fundamentais para garantir a segurança alimentar, especialmente quando se trata de produtos destinados a bebês e crianças, grupo considerado prioritário nas políticas de proteção à saúde.

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