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Serra dos Pireneus vira refúgio de onças-pintadas

Serra dos Pireneus vira refúgio de onças-pintadas após 37 registros e cinco reproduções confirmadas por monitoramento científico no Cerrado goiano.
Junior Vilela
Junior Vilela

14 de fevereiro de 2026 às 13:00

Serra dos Pireneus vira refúgio de onças-pintadas

Serra dos Pireneus vira refúgio de onças-pintadas após 37 registros confirmados

A Serra dos Pireneus vira refúgio de onças-pintadas no Cerrado goiano, segundo dados consolidados por monitoramento iniciado em 2017. O levantamento já identificou ao menos 37 indivíduos circulando entre Pirenópolis, Corumbá de Goiás e Cocalzinho de Goiás, além de cinco eventos de reprodução confirmados na região.

Os registros, realizados por meio de armadilhas fotográficas e rastreamento por GPS, indicam que a área preservada da serra passou a desempenhar papel estratégico na conservação da espécie em Goiás.

Monitoramento comprova que a Serra dos Pireneus vira refúgio de onças-pintadas

O projeto é liderado pelo fotógrafo de vida selvagem Leandro Vitorino, que iniciou o trabalho há sete anos. Em 2020, o médico veterinário Lucas Gaehwiler passou a integrar a equipe, ampliando a base científica do monitoramento.

Mais de 70 armadilhas fotográficas estão distribuídas em pontos estratégicos da mata. Os equipamentos operam 24 horas por dia, acionados por sensores de movimento e calor, registrando a movimentação da fauna sem interferência direta.

Desde 2023, o trabalho atua em parceria com o Instituto Onça-Pintada, instituição de referência nacional na pesquisa com grandes felinos.

Serra dos Pireneus vira refúgio de onças-pintadas

Rastreamento por GPS fortalece a conservação

Com a parceria, foi possível instalar coleiras com GPS em animais capturados para pesquisa científica. O monitoramento em tempo real permite mapear deslocamentos, identificar áreas prioritárias e reconhecer corredores ecológicos.

Essas informações reforçam que a Serra dos Pireneus vira refúgio de onças-pintadas não apenas pela presença dos animais, mas pela manutenção de condições adequadas de habitat e conectividade ambiental.

Identificação individual confirma permanência das onças

Cada animal registrado é identificado pelo padrão único de manchas, conhecidas como rosetas. O método funciona como uma impressão digital, permitindo acompanhar indivíduos ao longo dos anos.

A técnica possibilita diferenciar animais residentes daqueles que utilizam a área apenas como passagem, contribuindo para análises de densidade populacional.

Reprodução demonstra que a Serra dos Pireneus vira refúgio de onças-pintadas

O registro de cinco eventos de reprodução é considerado um dos indicadores mais relevantes do projeto.

A presença de filhotes confirma que a região oferece abrigo, disponibilidade de presas e segurança ambiental suficientes para a manutenção da espécie. Como predador de topo de cadeia alimentar, a onça-pintada exerce papel fundamental no equilíbrio ecológico do Cerrado.

A consolidação da área como refúgio está diretamente associada a esse indicador biológico.

Convivência entre população e fauna exige adaptação

O crescimento urbano no entorno da Serra dos Pireneus exige medidas de convivência segura.

Especialistas observam que as onças têm apresentado comportamento mais noturno, reduzindo o contato com humanos. A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Semad) promove reuniões comunitárias para orientar moradores sobre práticas preventivas.

Orientações repassadas às comunidades

  • Uso de perneiras em atividades rurais;
  • Proteção de criações domésticas;
  • Destinação adequada do lixo;
  • Comunicação às autoridades ambientais em caso de avistamento.

Ataques são considerados raros e geralmente associados a situações específicas.

Parque Estadual integra mosaico de preservação

A área monitorada envolve o entorno do Parque Estadual dos Pireneus, criado para proteger recursos hídricos e biodiversidade do Cerrado.

O parque e propriedades particulares preservadas formam um mosaico ecológico que garante conectividade entre fragmentos de vegetação nativa, favorecendo deslocamento seguro da fauna.

Além das onças-pintadas, o monitoramento registra onça-parda, jaguatirica, macaco-bugio, irara e veado-mateiro.

Serra dos Pireneus vira refúgio de onças-pintadas e fortalece o ecoturismo

A consolidação da espécie na região reforça o posicionamento de Pirenópolis como destino de ecoturismo no Centro-Oeste.

A presença contínua da onça-pintada amplia o interesse por trilhas, observação de fauna e experiências ligadas ao Cerrado, agregando valor ambiental ao território.

Os dados científicos confirmam que a Serra dos Pireneus vira refúgio de onças-pintadas, consolidando a região como área estratégica para conservação em Goiás.

Pico dos Pireneus visto do segundo pico da serra

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