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Goiás

Forbes destaca três goianas entre as mulheres mais poderosas do agro

Forbes destaca três goianas entre as mulheres mais poderosas do agro em 2026. Conheça Ana Amélia Paulino, Camila Colpo e Nathália Secco.

JV Jordão Vilela 19 de outubro de 2026, 12:07 · 7 min de leitura
Forbes destaca três goianas entre as mulheres mais poderosas do agro
Forbes destaca três goianas entre as mulheres mais poderosas do agro

Uma sonhava em ser fazendeira desde criança. Outra ajudou a transformar uma iniciativa familiar em uma empresa com receita bilionária. A terceira começou a carreira na música, mas encontrou na tecnologia agrícola uma nova vocação. O que essas três mulheres têm em comum? Além de suas trajetórias ligadas a Goiás, todas conquistaram reconhecimento nacional entre as mulheres mais poderosas do agro.

Ana Amélia Paulino, Camila Colpo e Nathália Secco estão entre as 100 Mulheres Poderosas do Agro de 2026, seleção divulgada pela revista Forbes Brasil em 15 de outubro, Dia Internacional da Mulher Rural.

A lista reúne produtoras, empresárias, pesquisadoras e lideranças que se destacam em diferentes segmentos do agronegócio brasileiro. Entre as escolhidas, as três profissionais com atuação em Goiás representam municípios importantes para a economia agropecuária do estado: Porangatu, Formosa e Rio Verde.

O reconhecimento coloca em evidência histórias que combinam tradição familiar, formação profissional, empreendedorismo e inovação tecnológica.

Mulheres mais poderosas do agro: conheça as três representantes de Goiás

As três mulheres reconhecidas pela Forbes possuem experiências bastante diferentes, mas compartilham a ligação com o agronegócio e a ocupação de posições de liderança.

Ana Amélia Paulino atua na pecuária e na representação institucional dos produtores rurais. Camila Colpo preside uma empresa especializada em sementes, com receita líquida bilionária. Nathália Secco desenvolve projetos que aproximam novas tecnologias das necessidades dos produtores.

As trajetórias demonstram como o agronegócio reúne atividades que vão muito além do cultivo e da criação de animais, envolvendo gestão, pesquisa, inovação e desenvolvimento empresarial.

Ana Amélia Paulino: a menina que sonhava em ser fazendeira

A pecuarista Ana Amélia Avelar Ferreira Paulino cresceu em uma família ligada à agropecuária. Filha e neta de produtores rurais, acompanhou desde cedo a rotina do campo e desenvolveu o desejo de trabalhar com a atividade.

Apesar dessa ligação, sua formação acadêmica seguiu inicialmente outro caminho. Ana Amélia estudou Direito em São Paulo e, posteriormente, retornou a Goiás para participar da administração dos negócios familiares.

Atualmente, ela administra a Fazenda Barra das Onças, localizada em Trombas, no norte do estado. A propriedade trabalha com um rebanho de aproximadamente 3 mil bovinos da raça Nelore, além da criação de cavalos.

Sua atuação também ganhou destaque na representação dos produtores rurais.

Ana Amélia é presidente do Sindicato Rural de Porangatu e da Comissão de Equideocultura da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg).

Em 2024, tornou-se a primeira mulher a assumir a presidência do sindicato. Segundo a reportagem do g1 Goiás, ela disputará a reeleição ao cargo no final de outubro de 2026.

Ao saber que havia sido incluída na lista da Forbes, a pecuarista comemorou nas redes sociais.

“A menina que sonhava em ser fazendeira hoje está na Forbes! E continua sonhando… porque ainda tem muito chão pela frente!”

A declaração resume uma trajetória marcada pelo vínculo familiar com o campo e pela busca de espaço em posições de liderança.

Ana Amélia Paulino, pecuarista de Goiás, foi escolhida pela Forbes como uma das 100 Mulheres Poderosas do Agro de 2026
Ana Amélia Paulino, pecuarista de Goiás, foi escolhida pela Forbes como uma das 100 Mulheres Poderosas do Agro de 2026

Camila Colpo: liderança de uma empresa com receita bilionária

Outra profissional reconhecida entre as mulheres mais poderosas do agro é Camila Colpo, presidente da Boa Safra Sementes, empresa sediada em Formosa, no Entorno do Distrito Federal.

Engenheira agrônoma formada pela Universidade Federal de Goiás (UFG), Camila está à frente de uma companhia que registrou receita líquida de R$ 2,62 bilhões em 2025.

Embora tenha nascido em Brasília, sua trajetória está diretamente relacionada ao desenvolvimento agrícola de Goiás.

A história da empresa começou com uma decisão de seu pai, que se mudou para o estado em 1979 e adquiriu terras acreditando no potencial produtivo do Cerrado.

Anos depois, essa iniciativa familiar daria origem a um empreendimento de grande porte.

A Boa Safra Sementes foi oficialmente criada em 2009, quando Camila, seu irmão e o pai reuniram experiências e conhecimentos para estruturar o negócio.

O pai da empresária faleceu em 2018, mas sua influência permanece presente na história da companhia.

Camila já havia aparecido em outra seleção da Forbes dedicada às mulheres mais poderosas do Brasil.

Em entrevista ao g1 Goiás, ela destacou a importância de representar o interior goiano e as profissionais que buscam ampliar sua participação no agronegócio.

“Estou representando Formosa, o interior de Goiás, o agronegócio e tantas mulheres que trabalham todos os dias no campo e ainda estão conquistando seus espaços de liderança.”

Sua história mostra como formação técnica, visão empresarial e continuidade de projetos familiares podem contribuir para o crescimento de grandes negócios no setor agrícola.

Empresária de Goiás se torna uma das mulheres mais poderosas do Brasil, segundo a Forbes
Empresária de Goiás, Camila Colpo, se torna uma das mulheres mais poderosas do Brasil, segundo a Forbes

Da música à tecnologia: Nathália Secco entre as mulheres mais poderosas

A trajetória de Nathália Secco, ligada ao município de Rio Verde, é uma das mais curiosas entre as três profissionais destacadas pela Forbes.

Antes de trabalhar com inovação no agronegócio, Nathália pretendia construir uma carreira na música.

Ela se formou na Universidade Federal de Goiás e gravou seu primeiro disco aos 14 anos. Seu objetivo era atuar como cantora lírica, mas um problema vocal congênito comprometeu a continuidade dessa atividade profissional.

A mudança de rumo a levou a trabalhar com os pais e, posteriormente, a desenvolver os próprios negócios.

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Atualmente, Nathália está à frente do Orchestra Innovation Center e da Orchestra Ventures, iniciativas voltadas à inovação e à aproximação entre empresas de tecnologia e produtores rurais.

Seu trabalho envolve conectar soluções tecnológicas, inclusive desenvolvidas por empresas estrangeiras, às necessidades de propriedades agrícolas brasileiras.

A proposta é permitir que ferramentas sejam testadas diretamente nas fazendas, em condições reais de produção.

Empresária goiana Nathália Secco está entre as 100 Mulheres Poderosas do Agro de 2026
Empresária goiana Nathália Secco está entre as 100 Mulheres Poderosas do Agro de 2026

Reconhecimento internacional pela inovação agrícola

Em 2025, Nathália Secco conquistou uma premiação na categoria de tecnologia agrícola durante o Global Women in Agritech, realizado na Bélgica.

O evento reúne profissionais que desenvolvem projetos relacionados à inovação e à sustentabilidade no agronegócio.

Após a premiação, a empresária comemorou a oportunidade de representar o país.

“Fiquei muito feliz de poder representar o Brasil.”

Entre os resultados apresentados em projetos ligados à sua atuação estão ganhos de produtividade e uma redução média de 40% nos custos de aplicação de herbicidas.

Esses resultados foram associados ao uso de tecnologias que permitem aplicar os produtos de acordo com as necessidades específicas de cada área cultivada.

A abordagem está relacionada à agricultura de precisão, que utiliza dados e ferramentas tecnológicas para aprimorar o uso de recursos na produção rural.

O reconhecimento de Nathália entre as mulheres mais poderosas do agro também evidencia a importância crescente da inovação tecnológica para o setor.

O que as mulheres mais poderosas do agro revelam sobre Goiás?

As histórias de Ana Amélia, Camila e Nathália representam três caminhos distintos dentro de um mesmo setor econômico.

A primeira construiu sua trajetória na pecuária e na representação dos produtores. A segunda participa da liderança de uma empresa de sementes com operações bilionárias. A terceira desenvolve projetos que aproximam tecnologia e produção agrícola.

Juntas, elas mostram a diversidade de atividades relacionadas ao agronegócio goiano e a importância de municípios do interior na formação de lideranças reconhecidas nacionalmente.

A presença das três na lista da Forbes também chama atenção para a participação feminina em espaços de decisão.

Historicamente, muitas mulheres trabalharam no campo sem receber o mesmo reconhecimento público ou ocupar posições equivalentes de liderança.

A valorização dessas trajetórias contribui para ampliar a visibilidade de produtoras, empresárias, pesquisadoras e profissionais que participam diretamente do desenvolvimento agropecuário.

Forbes reconhece diferentes formas de liderança feminina

A seleção das 100 Mulheres Poderosas do Agro não se limita à administração de grandes propriedades ou empresas.

Ela contempla diferentes formas de atuação, incluindo produção rural, pesquisa, gestão empresarial, inovação e representação institucional.

No caso das três profissionais ligadas a Goiás, o reconhecimento destaca tanto a continuidade de atividades familiares quanto a capacidade de desenvolver novos projetos.

Ana Amélia representa a força da tradição agropecuária e da liderança sindical.

Camila demonstra a importância da formação técnica e da gestão empresarial para o crescimento de uma companhia.

Nathália exemplifica como a inovação pode abrir oportunidades para profissionais com experiências em áreas aparentemente distantes do campo.

São histórias diferentes que ajudam a compreender a transformação do agronegócio brasileiro.

Mulheres mais poderosas: reconhecimento também inspira novas gerações

A divulgação da lista no Dia Internacional da Mulher Rural reforça a importância de reconhecer a contribuição feminina para a economia, a produção de alimentos e o desenvolvimento tecnológico.

Para mulheres que desejam seguir carreira no agronegócio, conhecer trajetórias como essas pode ampliar a percepção sobre as possibilidades profissionais disponíveis no setor.

O reconhecimento não significa que as desigualdades de participação e liderança tenham sido superadas. Ainda existem desafios relacionados ao acesso a oportunidades, à representação e à valorização do trabalho feminino.

Entretanto, a presença de Ana Amélia Paulino, Camila Colpo e Nathália Secco entre as mulheres mais poderosas do agro em 2026 demonstra que profissionais ligadas ao interior de Goiás vêm conquistando visibilidade nacional.

Da administração de rebanhos à produção de sementes e ao desenvolvimento de tecnologias agrícolas, as três ajudam a contar uma história de tradição, transformação e protagonismo feminino.

E você, já conhecia as trajetórias dessas três mulheres reconhecidas pela Forbes?

Fonte: reportagem de Letícia Fiuza e Bárbara França, publicada pelo g1 Goiás em 19 de outubro de 2026, com informações da Forbes Brasil.

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