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Fundeinfra deixa de ser cobrado em Goiás

O governo de Goiás anunciou que o Fundeinfra deixa de ser cobrado, com envio de projeto de lei para revogar a contribuição.
Jordão Vilela
Jordão Vilela

19 de fevereiro de 2026 às 10:27

Fundeinfra deixa de ser cobrado no estado

O anúncio de que o Fundeinfra deixa de ser cobrado em Goiás marca uma mudança importante na política econômica do estado e repercute diretamente no setor produtivo. A decisão foi divulgada pelo governador Ronaldo Caiado e pelo vice-governador Daniel Vilela durante sessão solene na Assembleia Legislativa de Goiás, quando foi anunciada a intenção de enviar um projeto de lei para formalizar o fim da cobrança.

A medida tem como principal objetivo aliviar custos para produtores rurais, especialmente em um cenário de desafios climáticos, aumento de despesas de produção e queda nos preços de commodities agrícolas.

A medida tem como principal objetivo aliviar custos para produtores rurais
A medida tem como principal objetivo aliviar custos para produtores rurais

Por que o Fundeinfra deixa de ser cobrado

A decisão de que o Fundeinfra deixa de ser cobrado foi justificada pelo governo como uma resposta ao momento econômico vivido pelo setor agropecuário.

Segundo o governador, fatores como ausência de um seguro rural mais robusto no país, oscilações climáticas e margens reduzidas de rentabilidade pressionaram o custo de produção. Nesse contexto, o fim da contribuição surge como uma forma de garantir melhores condições de renda e competitividade para o produtor.

O governo estadual também destacou que a medida busca evitar impactos negativos no desempenho da safra e fortalecer a sustentabilidade econômica do agronegócio goiano.

O papel do fundo e os resultados alcançados

Mesmo com o anúncio de que o Fundeinfra deixa de ser cobrado, o governo ressaltou que o fundo cumpriu um papel estratégico desde sua criação.

Instituído em 2022, o Fundo Estadual de Infraestrutura foi criado para captar recursos da produção agrícola, pecuária e mineral e destiná-los a obras estruturantes, especialmente na malha viária.

Entre os principais resultados alcançados estão:

Atualmente, o estado mantém dezenas de obras em execução, incluindo intervenções que somam centenas de quilômetros de estradas, muitas delas já concluídas com recursos provenientes do fundo.

Fim da cobrança foi anunciado durante sessão solene na Alego (Foto: Secom)
Fim da cobrança foi anunciado durante sessão solene na Alego (Foto: Secom)

Impactos para o setor produtivo goiano

O anúncio de que o Fundeinfra deixa de ser cobrado é visto como uma medida de alívio financeiro para o campo, com possíveis reflexos positivos na produção e na competitividade.

Entre os principais impactos esperados estão:

Redução de custos operacionais

A retirada da contribuição pode melhorar o fluxo de caixa e a capacidade de investimento dos produtores.

Estímulo à produção

Com menos encargos, a tendência é que produtores tenham maior previsibilidade e segurança para planejar a safra.

Reforço da competitividade

A medida pode contribuir para manter Goiás entre os principais polos do agronegócio nacional.

Infraestrutura permanece como prioridade

Mesmo com a decisão de que o Fundeinfra deixa de ser cobrado, o governo estadual reforçou que os investimentos em infraestrutura continuarão sendo prioridade.

A malha viária é considerada essencial para o desenvolvimento econômico, principalmente em um estado com forte vocação agropecuária. Por isso, novas fontes de financiamento e estratégias de gestão devem ser adotadas para garantir a continuidade das obras.

Fundeinfra deixa de ser cobrado, mas os investimentos em infraestrutura continuarão sendo prioridade
Fundeinfra deixa de ser cobrado, mas os investimentos em infraestrutura continuarão sendo prioridade

Contexto econômico e desafios do campo

O cenário que motivou o anúncio envolve fatores que vêm pressionando o setor agrícola em todo o país, como variações climáticas, custos elevados de insumos e oscilações nos preços de mercado.

Nesse ambiente, políticas públicas que reduzam custos e ampliem a capacidade de investimento tendem a ser vistas como mecanismos de proteção econômica.

O fato de que o Fundeinfra deixa de ser cobrado sinaliza uma tentativa do governo de equilibrar a necessidade de investimento em infraestrutura com o apoio ao produtor rural.

Uma nova etapa para o agronegócio em Goiás

O fim da cobrança do fundo representa também um momento de transição na política agrícola estadual.

A medida reforça o diálogo entre governo e setor produtivo e evidencia a busca por soluções que mantenham o crescimento econômico aliado à sustentabilidade do campo.

Para especialistas, a decisão pode influenciar o ambiente de negócios e contribuir para a manutenção do protagonismo de Goiás no cenário agropecuário brasileiro.

O que esperar daqui para frente

O anúncio de que o Fundeinfra deixa de ser cobrado marca um novo capítulo na relação entre o poder público e o setor produtivo em Goiás.

Embora o fundo tenha sido importante para avanços na infraestrutura, o momento atual pede ajustes que acompanhem a realidade econômica e produtiva.

 

Nos próximos meses, a tramitação do projeto de lei e as estratégias de financiamento das obras serão acompanhadas de perto por produtores, empresários e pela sociedade, que observam os impactos da decisão no desenvolvimento regional.

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