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4 de fevereiro de 2026

Governo torna obrigatória exibição de filmes brasileiros

Decreto regulamenta a cota de tela e amplia presença do cinema nacional nas salas a partir de 2026
Redação
Redação

29 de dezembro de 2025 às 11:56

Governo torna obrigatória exibição de filmes brasileiros - Governo torna obrigatoria exibicao de filmes brasileiros

O governo federal publicou um decreto que torna obrigatória a exibição de filmes brasileiros nas salas de cinema de todo o país a partir de 2026. A medida regulamenta a chamada cota de tela, política pública que estabelece um número mínimo de sessões destinadas a produções nacionais nos cinemas comerciais.

O decreto foi assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e divulgado pela Agência Brasil. A regulamentação define regras para garantir espaço contínuo e regular ao cinema brasileiro, fortalecendo a diversidade cultural e o acesso da população a obras produzidas no país.

A fiscalização do cumprimento da cota de tela ficará sob responsabilidade da Agência Nacional do Cinema (Ancine), que também será responsável por definir os percentuais, os períodos de exibição e os critérios técnicos aplicáveis às salas de cinema, respeitando o porte dos exibidores e a quantidade de salas em cada complexo.

Fortalecimento do audiovisual brasileiro

A obrigatoriedade da exibição de filmes nacionais busca enfrentar um desafio histórico do setor audiovisual: a forte concentração do mercado exibidor em produções estrangeiras, principalmente de grandes estúdios internacionais. Com a nova regulamentação, o governo pretende criar condições mais equilibradas de concorrência para o cinema brasileiro.

Segundo o decreto, a política contribui para o fortalecimento da cadeia produtiva do audiovisual, que envolve produtores, diretores, roteiristas, técnicos, atores e profissionais de diversas áreas. O setor é reconhecido por sua capacidade de gerar empregos, renda e desenvolvimento econômico, além de valorizar a identidade cultural do país.

A medida também dialoga com políticas culturais adotadas por diversos países, que utilizam mecanismos semelhantes para proteger e incentivar suas produções nacionais diante da hegemonia do mercado global.

Diversidade cultural e acesso do público

Outro ponto central do decreto é a ampliação do acesso do público a diferentes narrativas, histórias e realidades brasileiras. Ao garantir a presença mínima de filmes nacionais nas salas, a política contribui para que o cinema reflita a pluralidade cultural, social e regional do Brasil.

A expectativa é que a cota de tela incentive não apenas grandes produções, mas também filmes independentes, obras regionais e produções de baixo orçamento, ampliando a circulação e a visibilidade dessas obras.

Além disso, a presença regular de filmes brasileiros nos cinemas pode fortalecer a formação de público e estimular o interesse por produções nacionais, criando um ciclo positivo para o setor.

Implementação a partir de 2026

O decreto estabelece que a obrigatoriedade passa a valer a partir de 2026, permitindo um período de adaptação para o mercado exibidor. Durante esse intervalo, a Ancine deverá publicar normas complementares detalhando os critérios de aplicação da cota de tela.

As regras poderão variar conforme o número de salas, o tamanho do complexo exibidor e a localização, buscando garantir proporcionalidade e viabilidade econômica para os cinemas.

O governo afirma que a política será implementada de forma gradual e dialogada, considerando as especificidades do setor e evitando impactos negativos à sustentabilidade dos exibidores.

Impactos para o setor cultural

A retomada da cota de tela é vista como um marco para o audiovisual brasileiro, especialmente após anos de retração no investimento público em cultura. A medida se soma a outras ações voltadas à reconstrução das políticas culturais no país, com foco na valorização da produção nacional.

Para o setor cultural, a expectativa é de aumento na produção de filmes, maior circulação das obras e fortalecimento do cinema como instrumento de expressão artística, memória e reflexão social.

Com a regulamentação, o cinema brasileiro ganha um novo espaço de visibilidade e reconhecimento, ampliando seu alcance junto ao público e consolidando seu papel na cultura nacional.

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