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31 de julho de 2026

Apostas online: campanha orienta prevenção e acesso ao SUS

Campanha do Ministério da Saúde alerta sobre riscos das apostas online e orienta apostadores e familiares sobre prevenção e atendimento pelo SUS.
Junior Vilela
Junior Vilela

31 de julho de 2026 às 16:31

Apostas online: campanha orienta prevenção e acesso ao SUS

As apostas online entraram na pauta de prevenção em saúde com uma nova campanha do Ministério da Saúde. A Campanha Nacional de Prevenção aos Danos das Apostas Online começou a ser veiculada em 26 de julho de 2026, com ações na televisão, no rádio e nas redes sociais. A iniciativa alerta para os riscos associados ao uso problemático das plataformas de apostas e apresenta caminhos de acolhimento e cuidado disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS).

A campanha também procura facilitar o reconhecimento de situações que merecem atenção. Entre os sinais citados pelo Ministério da Saúde estão apostar por mais tempo ou gastar mais do que o planejado, preocupar-se frequentemente com jogos e apostas e perceber mudanças no sono, no humor, na rotina ou nas relações pessoais.

O foco da iniciativa é a prevenção e a redução de danos. Isso significa orientar a população para que problemas relacionados às apostas sejam identificados e recebam atenção antes de provocarem impactos mais amplos na vida da pessoa e de seus familiares.

Como funciona o atendimento para problemas com apostas online

O Ministério da Saúde disponibiliza atendimento especializado a distância para pessoas que enfrentam problemas relacionados a jogos e apostas. Segundo a pasta, o serviço é sigiloso e também pode ser utilizado por familiares de pessoas afetadas, que podem receber acolhimento, orientação e acompanhamento.

das portas de entrada é o Meu SUS Digital, que disponibiliza um autoteste relacionado a problemas com jogos de apostas. A ferramenta procura ajudar a pessoa a avaliar sua relação com esse tipo de atividade e indicar o cuidado considerado mais adequado.

Quais sinais merecem atenção

O uso problemático não é definido apenas pela frequência com que alguém aposta. O próprio Ministério da Saúde chama atenção para mudanças no comportamento e para os impactos que podem aparecer em diferentes áreas da vida.

Entre os sinais indicados pela campanha estão:

  • passar mais tempo apostando do que havia planejado;
  • gastar valores maiores do que o previsto;
  • pensar ou se preocupar frequentemente com jogos e apostas;
  • perceber alterações no sono;
  • observar mudanças no humor;
  • identificar interferências na rotina;
  • perceber impactos nas relações pessoais.

A presença de um desses sinais não deve ser utilizada isoladamente para fazer um diagnóstico. O objetivo da informação é ajudar a reconhecer uma possível necessidade de cuidado e estimular a procura por orientação profissional.

O atendimento também pode começar presencialmente. A Unidade Básica de Saúde (UBS) é uma porta de entrada do SUS para acolhimento, orientação e avaliação inicial. Quando houver necessidade de acompanhamento especializado em saúde mental, a equipe pode encaminhar o usuário para serviços da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), incluindo os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS).

Familiares também podem procurar acolhimento

Outro aspecto destacado pelo Ministério da Saúde é que os efeitos de um comportamento problemático relacionado às apostas podem alcançar outras pessoas.

Por isso, familiares também são incluídos nas possibilidades de acolhimento. Eles podem buscar orientação profissional quando estiverem preocupados com a situação de alguém próximo ou quando os impactos estiverem interferindo na convivência familiar.

A proposta é evitar que a família precise enfrentar a situação sem informação ou apoio especializado. O cuidado em saúde mental pode envolver diferentes profissionais e serviços, conforme a necessidade identificada durante a avaliação.

Prevenção inclui ferramentas de autoexclusão

Além das ações de saúde, o Governo Federal mantém uma ferramenta de autoexclusão centralizada administrada pelo Ministério da Fazenda. Ela permite que o cidadão solicite voluntariamente a restrição de acesso às plataformas de apostas autorizadas pela Secretaria de Prêmios e Apostas.

A ferramenta faz parte das medidas de proteção ao apostador e de promoção do chamado jogo responsável. De acordo com o Ministério da Fazenda, a autoexclusão pode ser utilizada por período determinado ou indeterminado.

Quando a solicitação é registrada, o sistema comunica as plataformas autorizadas. A medida impede novos cadastros com o CPF utilizado na autoexclusão e bloqueia o acesso às plataformas abrangidas pelo sistema, conforme as regras estabelecidas para o serviço. Também há suspensão de publicidade direcionada sobre apostas.

A autoexclusão é uma medida voluntária de proteção e não substitui o acompanhamento em saúde quando houver sofrimento ou outros problemas associados às apostas. O próprio Ministério da Fazenda orienta que pessoas afetadas também procurem apoio de equipes de saúde, incluindo UBS e CAPS.

Saúde mental passa a integrar a prevenção

A campanha do Ministério da Saúde representa uma mudança importante na forma de abordar o tema das apostas online no campo das políticas públicas. Além das questões relacionadas à regulamentação e à proteção do consumidor, a iniciativa coloca a saúde mental no centro das estratégias de prevenção e redução de danos.

O Governo Federal já havia estruturado outras medidas relacionadas à proteção dos apostadores. A plataforma centralizada de autoexclusão, por exemplo, está em funcionamento desde dezembro de 2025 e integra a agenda de proteção ao apostador da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda.

A existência de ferramentas de prevenção, entretanto, não elimina a necessidade de atendimento individualizado. Quando há sofrimento, perda de controle ou prejuízos na rotina, a orientação é procurar os serviços de saúde.

Apostas online – O que muda para quem procura ajuda

A campanha procura tornar mais conhecido um caminho que muitas pessoas podem desconhecer: problemas relacionados às apostas podem ser levados aos serviços públicos de saúde.

O primeiro passo não precisa ser necessariamente um atendimento especializado. A pessoa pode buscar uma UBS para conversar com profissionais e receber uma avaliação. Também pode utilizar os recursos de saúde mental disponibilizados pelo SUS para identificar a necessidade de acompanhamento.

No atendimento digital, o autoteste disponível no Meu SUS Digital auxilia na avaliação inicial. Quando o resultado indica risco moderado ou elevado, o encaminhamento para o teleatendimento é realizado automaticamente. Nos demais casos, a plataforma apresenta orientações sobre os serviços da Rede de Atenção Psicossocial.

Para quem vive em Pirenópolis, a orientação geral da rede pública é buscar a unidade de saúde de referência quando houver necessidade de acolhimento presencial. A partir dessa avaliação, os profissionais podem orientar sobre os serviços disponíveis e sobre a continuidade do cuidado.

A prevenção também depende de informação. Conhecer os sinais de alerta, entender que familiares podem buscar apoio e saber que existem serviços públicos de saúde para esse tipo de situação são medidas que ajudam a ampliar o acesso ao cuidado.

Apostas online – Campanha busca ampliar informação durante período esportivo

O lançamento da campanha ocorre em um período marcado pelo início do Campeonato Brasileiro e pela realização de grandes eventos esportivos, contexto que aumenta a exposição da população às mensagens relacionadas às apostas. O Ministério da Saúde escolheu televisão, rádio e redes sociais para ampliar o alcance da comunicação.

A estratégia procura alcançar tanto pessoas que já percebem dificuldades quanto aquelas que ainda não reconhecem alterações na própria relação com as apostas.

Para o público, a principal orientação é observar mudanças de comportamento e procurar ajuda quando houver preocupação. O cuidado pode envolver o próprio apostador, familiares e profissionais da rede de saúde.

Em Pirenópolis e em outras cidades brasileiras, o SUS permanece como uma das portas de entrada para quem precisa de acolhimento em saúde mental. A campanha reforça que buscar orientação profissional é uma possibilidade para quem percebe impactos relacionados às apostas e deseja compreender melhor a situação.

A iniciativa do Ministério da Saúde, portanto, amplia o debate sobre as apostas online ao apresentar a prevenção, a saúde mental e o acolhimento como partes da resposta pública ao problema. A informação passa a ser uma ferramenta para reconhecer sinais de alerta e conhecer os caminhos de cuidado disponíveis.

Fonte: Ministério da Saúde e Ministério da Fazenda.

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