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4 de fevereiro de 2026

PiriCastra Consciente e o dever coletivo no cuidado animal

A superpopulação de cães e gatos expõe falhas no cuidado animal e reforça a necessidade de ações conjuntas entre poder público e comunidade.
Redação
Redação

17 de dezembro de 2025 às 21:36

PiriCastra Consciente e o dever coletivo no cuidado animal - imagens pequenas 14

A PiriCastra Consciente parte de um princípio claro e objetivo: a superpopulação de animais não é um problema isolado, pontual ou eventual. Trata-se de uma falha sistêmica, construída ao longo do tempo pela ausência de políticas públicas contínuas de castração, pelo abandono recorrente, pela presença de animais soltos nas vias públicas, pela fiscalização insuficiente e pela baixa conscientização coletiva sobre os impactos dessas práticas para toda a cidade.

Com frequência, o resgate de animais é apresentado como solução imediata. No entanto, ele representa apenas a face mais visível de um problema estrutural. Antes do resgate, quase sempre existe o abandono. E, na maioria dos casos, o abandono está diretamente associado à falta de castração e à guarda irresponsável. A legislação municipal estabelece que abandonar animais ou permitir que circulem livremente pelas ruas configura infração passível de penalização. Quando a lei não é aplicada, o problema não deixa de existir — apenas se transfere.

Esse deslocamento de responsabilidade recai, em geral, sobre quem se mobiliza de forma voluntária. Protetores independentes, organizações e cidadãos assumem custos financeiros, emocionais e logísticos que não deveriam ser individuais. O voluntariado desempenha um papel relevante no enfrentamento da situação, mas não pode substituir políticas públicas estruturadas, permanentes e fiscalizadas. Esse modelo, quando sustentado apenas por ações voluntárias, torna-se insustentável a médio e longo prazo.

Por esse motivo, a atuação da PiriCastra Consciente não tem como eixo central o resgate de animais. O foco do projeto está na prevenção, por meio da educação, da informação qualificada e do incentivo à castração. Não existe estrutura — pública ou privada — capaz de absorver uma demanda crescente sem enfrentar a origem do problema. O controle populacional e a fiscalização são atribuições do poder público, com apoio direto da comunidade.PiriCastra Consciente e o dever coletivo no cuidado animal - imagens pequenas 15

A corresponsabilidade começa no ambiente doméstico. Quem convive com um animal assume não apenas um vínculo afetivo, mas também um dever social. Um animal não castrado ou que circula livremente contribui para o nascimento contínuo de animais em situação de rua, para conflitos urbanos, riscos de acidentes, transmissão de doenças e impactos diretos na saúde pública.

Cuidar do próprio animal não é uma escolha facultativa ou um gesto de boa vontade. Trata-se de uma responsabilidade legal, ética e social. Castrar, não abandonar e não permitir que o animal circule solto são atitudes fundamentais para proteger os próprios animais, a população e o espaço urbano.

Nos últimos anos, Pirenópolis avançou com a ampliação das ações de castração e com a criação do Departamento de Bem-Estar Animal, representando um passo importante na consolidação de políticas públicas voltadas à causa. Ainda assim, a demanda existente segue superior à capacidade atual de atendimento. Sem fiscalização efetiva e responsabilização dos tutores, o ciclo da superpopulação tende a se repetir de forma contínua.

A PiriCastra Consciente reforça que o cuidado animal não deve ser tratado como favor ou ação isolada. Trata-se de uma responsabilidade compartilhada entre poder público e sociedade. Quando cada parte cumpre seu papel — tutores, município e comunidade — os impactos negativos diminuem, o sofrimento animal é reduzido e a cidade como um todo se beneficia.

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