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Ministério do Turismo lança guia para turistas neurodivergentes

Ministério do Turismo lança guia com orientações para hotéis, eventos e atrativos receberem turistas neurodivergentes.
Junior Vilela
Junior Vilela

15 de maio de 2026 às 09:00

Ministério do Turismo lança guia para turistas neurodivergentes

O Ministério do Turismo lançou oficialmente o “Guia Para Atender Bem Turistas Neurodivergentes”, material inédito voltado à acessibilidade e inclusão no setor turístico brasileiro. O documento reúne orientações práticas para hotéis, restaurantes, aeroportos, eventos, atrativos turísticos e demais serviços ligados ao turismo no país.

A iniciativa foi apresentada durante o Salão do Turismo 2026, realizado em Fortaleza, no Ceará, e integra ações nacionais voltadas à ampliação da acessibilidade no turismo brasileiro. O guia foi desenvolvido em parceria com a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e nasceu a partir de uma pesquisa nacional sobre experiências de pessoas neurodivergentes durante viagens.

Segundo o Ministério do Turismo, o objetivo é ajudar profissionais do setor a compreender melhor necessidades relacionadas ao autismo, TDAH, dislexia e outras condições neurodivergentes, promovendo ambientes mais acolhedores, previsíveis e acessíveis.

A publicação também reforça que acessibilidade no turismo vai além de adaptações físicas. Questões relacionadas ao acolhimento, comunicação e organização dos espaços aparecem como fatores fundamentais para melhorar a experiência dos visitantes.

Ministério do Turismo divulga pesquisa sobre acessibilidade no turismo

A pesquisa que serviu de base para o guia ouviu 761 pessoas entre fevereiro e março de 2026, incluindo turistas neurodivergentes, familiares e profissionais ligados ao setor turístico.

Os dados apresentados pelo Ministério do Turismo mostram que muitos viajantes ainda enfrentam dificuldades relacionadas principalmente à sobrecarga sensorial e à falta de preparo das equipes de atendimento.

Segundo o levantamento:

  • 90,1% afirmaram já ter sofrido julgamentos relacionados ao comportamento neurodivergente durante viagens;
  • 89,8% disseram que equipes de atendimento não compreendem suas necessidades específicas;
  • 87,5% citaram falta de flexibilidade nos serviços;
  • 77% relataram dificuldades com espera sem previsibilidade;
  • 72,7% apontaram o excesso de barulho como um dos principais fatores de desconforto.

Entre os problemas mais mencionados aparecem ambientes lotados, iluminação intensa, filas longas, excesso de estímulos visuais e mudanças inesperadas de programação.

O Ministério do Turismo destaca que essas situações podem provocar ansiedade, estresse e sobrecarga sensorial, dificultando até mesmo atividades simples de lazer.

Outro ponto identificado pela pesquisa foi a ausência de informações claras sobre funcionamento de espaços turísticos. Segundo os entrevistados, falta previsibilidade em relação a horários, filas, intensidade sonora e dinâmica dos ambientes.

Guia orienta hotéis, eventos e atrativos turísticos

O novo guia elaborado pelo Ministério do Turismo apresenta recomendações práticas voltadas para diferentes segmentos do setor turístico.

Entre as orientações estão:

  • criação de espaços silenciosos e áreas de pausa;
  • sinalização mais clara e objetiva;
  • comunicação prévia sobre filas e tempo de espera;
  • informações antecipadas sobre iluminação e intensidade sonora;
  • treinamento de equipes para atendimento humanizado;
  • flexibilização de procedimentos;
  • organização de fluxos para evitar aglomerações;
  • possibilidade de pausas durante atividades turísticas.

O documento também recomenda o uso de linguagem simples e objetiva durante atendimentos, reduzindo excesso de informações simultâneas.

Segundo o Ministério do Turismo, muitas adaptações possuem baixo custo e dependem principalmente de planejamento e preparo das equipes.

O material reforça ainda que ambientes mais organizados e previsíveis beneficiam não apenas pessoas neurodivergentes, mas também idosos, crianças, famílias e visitantes que buscam experiências mais tranquilas.

Alguns aeroportos brasileiros já começaram a implantar salas sensoriais voltadas ao acolhimento de passageiros que necessitam de ambientes menos estimulantes. A proposta agora é ampliar iniciativas semelhantes em hotéis, centros culturais, restaurantes e atrativos turísticos.

Debate também pode impactar destinos turísticos como Pirenópolis

A discussão proposta pelo novo guia nacional também abre espaço para reflexões sobre acessibilidade em destinos turísticos históricos e culturais como Pirenópolis.

Conhecida pelas festas populares, patrimônio histórico, ecoturismo e gastronomia, a cidade recebe milhares de visitantes durante feriados e grandes eventos culturais ao longo do ano.

Em períodos de alta temporada, fatores como excesso de ruído, filas extensas, grande circulação de pessoas e mudanças na programação podem representar desafios para visitantes neurodivergentes.

O guia do Ministério do Turismo amplia o entendimento sobre inclusão no turismo ao abordar não apenas infraestrutura física, mas também acolhimento sensorial, clareza das informações e preparo humano.

Entre as práticas que podem contribuir para experiências mais acessíveis estão divulgação prévia de horários mais tranquilos, comunicação clara sobre funcionamento dos espaços, organização de filas e capacitação das equipes de atendimento.

O Ministério do Turismo também destaca que experiências negativas impactam diretamente a reputação dos destinos turísticos. Segundo a pesquisa nacional, mais de 80% dos entrevistados disseram que uma experiência ruim reduz a possibilidade de recomendar aquele local para outras pessoas.

O guia completo está disponível gratuitamente no portal oficial do Ministério do Turismo e integra as ações federais voltadas à ampliação da acessibilidade no turismo brasileiro.

 

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