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Cavalhódromo de Pirenópolis segue interditado desde 2021

Cavalhódromo de Pirenópolis continua interditado desde 2021 após problemas estruturais e segue sem definição sobre reforma.
Junior Vilela
Junior Vilela

23 de maio de 2026 às 06:50

Cavalhódromo de Pirenópolis segue interditado desde 2021

O Cavalhódromo de Pirenópolis permanece interditado desde 2021 e segue sem uso regular para grandes eventos culturais da cidade. O espaço, oficialmente chamado Arena Multiuso Ulysses Jayme, foi fechado após laudos técnicos apontarem problemas estruturais considerados graves, incluindo corrosão, rachaduras e comprometimento da segurança do público.

A situação voltou a ganhar repercussão após reportagem publicada pelo jornal O Popular mostrar que o local continua sem definição concreta sobre reforma ou reconstrução. Desde a interdição, as tradicionais Cavalhadas passaram a ocorrer em estruturas provisórias montadas em outras áreas do município.

O Cavalhódromo de Pirenópolis foi criado para receber uma das manifestações culturais mais tradicionais de Goiás: as Cavalhadas da Festa do Divino Espírito Santo. O evento é reconhecido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) como patrimônio cultural brasileiro e atrai milhares de visitantes todos os anos.

A paralisação prolongada do espaço passou a gerar debates sobre patrimônio cultural, turismo, infraestrutura pública e preservação da memória histórica da cidade.

Interdição alterou dinâmica das Cavalhadas

O Cavalhódromo de Pirenópolis foi interditado após avaliações técnicas realizadas por órgãos de fiscalização e segurança. Relatórios identificaram deterioração estrutural em diferentes áreas da arena, incluindo problemas em partes metálicas, arquibancadas e cobertura.

A partir disso, eventos culturais que tradicionalmente aconteciam no local precisaram ser transferidos para espaços alternativos. Nos últimos anos, as Cavalhadas passaram a ser realizadas no Módulo Esportivo de Pirenópolis, com adaptações temporárias para receber público, cavaleiros e apresentações culturais.

A mudança impactou diretamente a logística da festa e também setores ligados ao turismo e à economia local. Durante o período das Cavalhadas, Pirenópolis costuma registrar aumento significativo no fluxo de visitantes, movimentando pousadas, hotéis, restaurantes, bares, comércio e serviços turísticos.

Além da questão econômica, moradores e participantes da tradição cultural apontam o valor simbólico do espaço. O Cavalhódromo se consolidou ao longo dos anos como um dos principais cenários das Cavalhadas e da identidade visual da festa.

O espaço também aparece frequentemente em registros históricos, fotografias, produções audiovisuais e materiais de divulgação turística de Pirenópolis.

Debate envolve reforma, demolição e reconstrução

Desde a interdição, diferentes propostas passaram a ser discutidas para o futuro do Cavalhódromo de Pirenópolis. Inicialmente, o debate estava concentrado na possibilidade de recuperação estrutural da arena existente.

No entanto, novos levantamentos técnicos passaram a indicar que os problemas estruturais seriam mais extensos do que o previsto inicialmente. Com isso, representantes do governo estadual passaram a defender a construção de uma nova arena no local.

Segundo informações divulgadas por órgãos estaduais, o espaço apresentaria limitações estruturais incompatíveis com eventos de grande porte e nunca teria recebido habite-se definitivo.

O custo estimado para uma possível reconstrução completa chegou a ser calculado em aproximadamente R$ 30 milhões. Apesar disso, até o momento não há confirmação oficial sobre início efetivo das obras.

Enquanto o impasse continua, parte da população defende soluções emergenciais que permitam a retomada do uso do espaço original. Outros grupos consideram necessária uma reconstrução integral que contemple exigências atuais de segurança, acessibilidade e infraestrutura.

A discussão também envolve memória cultural. Para muitos moradores, o Cavalhódromo representa mais do que uma estrutura física: o espaço se tornou símbolo das Cavalhadas e da própria história recente de Pirenópolis.

Espaço é referência cultural e turística em Goiás

O Cavalhódromo de Pirenópolis foi inaugurado com o objetivo de fortalecer a estrutura das Cavalhadas e ampliar a capacidade de recepção de público durante a Festa do Divino Espírito Santo.

As Cavalhadas representam uma encenação tradicional das batalhas entre cristãos e mouros. A manifestação reúne cavaleiros mascarados, apresentações culturais, música, desfiles e elementos religiosos transmitidos entre gerações.
Cavalhódromo de Pirenópolis segue interditado desde 2021

Pirenópolis é considerada um dos principais destinos turísticos e culturais de Goiás. Durante as festividades, a cidade recebe visitantes de diferentes regiões do Brasil, movimentando diversos setores da economia local.

Além das Cavalhadas, o espaço também já recebeu shows, eventos culturais, apresentações artísticas e atividades públicas. A interdição prolongada acabou reduzindo a utilização da arena como equipamento cultural de grande porte.

Especialistas em patrimônio cultural frequentemente destacam que estruturas destinadas a manifestações populares precisam equilibrar preservação histórica, funcionalidade e segurança técnica.

No caso de Pirenópolis, o desafio envolve manter viva a identidade cultural das Cavalhadas ao mesmo tempo em que se busca uma solução definitiva para a arena.

A situação do Cavalhódromo também evidencia discussões mais amplas sobre investimentos públicos em patrimônio cultural no interior do Brasil. Eventos tradicionais dependem de manutenção contínua, planejamento urbano e estruturas adequadas para atender moradores e visitantes.

Enquanto não há definição sobre reforma ou reconstrução, as Cavalhadas seguem sendo realizadas em espaços adaptados. Mesmo diante das mudanças, a tradição continua reunindo moradores, artistas, cavaleiros e turistas durante a Festa do Divino.

A expectativa em torno do futuro do Cavalhódromo de Pirenópolis permanece entre os temas mais discutidos por setores culturais e turísticos da cidade.

Fonte: Jornal O Popular

 

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